Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Sou às 20:46
Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

 

 



publicado por Sou às 23:39

 

 



publicado por Sou às 23:35

 

 

 

 

 

 

A dialectica do amo e do escravo

Dois homens lutam entre si. Um deles é pleno de coragem. Aceita arriscar sua vida no combate, mostrando assim que é um homem livre, superior à sua vida. O outro, que não ousa arriscar a vida, é vencido. O vencedor não mata o prisioneiro, ao contrário, conserva-o cuidadosamente como testemunha e espelho de sua vitória. Tal é o escravo, o "servus", aquele que, ao pé da letra, foi conservado.


a) O senhor obriga o escravo, ao passo que ele próprio goza os prazeres da vida. O senhor não cultiva seu jardim, não faz cozer seus alimentos, não acende seu fogo: ele tem o escravo para isso. O senhor não conhece mais os rigores do mundo material, uma vez que interpôs um escravo entre ele e o mundo. O senhor, porque lê o reconhecimento de sua superioridade no olhar submisso de seu escravo, é livre, ao passo que este último se vê despojado dos frutos de seu trabalho, numa situação de submissão absoluta.


b) Entretanto, essa situação vai se transformar dialeticamente porque a posição do senhor abriga uma contradição interna: o senhor só o é em função da existência do escravo, que condiciona a sua. O senhor só o é porque é reconhecido como tal pela consciência do escravo e também porque vive do trabalho desse escravo. Nesse sentido, ele é uma espécie de escravo de seu escravo.


c) De fato, o escravo, que era mais ainda o escravo da vida do que o escravo de seu senhor (foi por medo de morrer que se submeteu), vai encontrar uma nova forma de liberdade. Colocado numa situação infeliz em que só conhece provações, aprende a se afastar de todos os eventos exteriores, a libertar-se de tudo o que o oprime, desenvolvendo uma consciência pessoal. Mas, sobretudo, o escravo incessantemente ocupado com o trabalho, aprende a vencer a natureza ao utilizar as leis da matéria e recupera uma certa forma de liberdade (o domínio da natureza) por intermédio de seu trabalho. Por uma conversão dialética exemplar, o trabalho servil devolve-lhe a liberdade. Desse modo, o escravo, transformado pelas provações e pelo próprio trabalho, ensina a seu senhor a verdadeira liberdade que é o domínio de si mesmo. Assim, a liberdade estóica se apresenta a Hegel como a reconciliação entre o domínio e a servidão.

Hegel desenvolveu uma forma histórica de pensar, segundo a qual, o pensamento não podem ser separados do seu contexto social e histórico. Fora do processo histórico não existem critérios que possam decidir sobre o que é mais ou menos verdadeiro e racional, pois a razão é um processo dinâmico. Dessa forma, pode-se afirmar que a filosofia hegeliana não se volta para o entendimento da natureza mais profunda da existência, mas sim, para um pensamento produtivo, através de um método que visa à compreensão do curso da história. A razão humana é progressiva, ou seja, caminha conforme o progresso da humanidade, acrescentando sempre algo de novo ao que já existe. Um pensamento, geralmente, formula-se a partir de outros anteriores, para ser contradito por outros no futuro. Assim, surgem duas formas opostas de pensar criando uma tensão, que será quebrada com o aparecimento de um terceiro pensamento formulado, sintetizando os pontos positivos dos dois anteriores, dando forma à dialética hegeliana. Se a realidade está impregnada de opostos e contradições, a descrição dessa realidade deve revelar, obrigatoriamente, esses opostos e contradições. 

 

 

pt.shvoong.com/humanities/h_philosophy/1631539-dial%C3%A9tica-hegeliana/

 

 

 



publicado por Sou às 22:54

 

Frederico Guilherme Schelling nasceu em 1775, em Leonberg. Em Tubinga teve Hegel como condiscípulo, com o qual, em seguida, sustentou pesada polêmica. Passou da teologia à filosofia e dedicou-se ao estudo de Spinoza, do qual deriva a sua concepção idealista; de Fichte, que constitui o pressuposto imediato do seu pensamento, afastando-se entretanto dele em seguida. Em Leipzig integrou a sua cultura humanista e literária com estudos científicos. Nele influíram também as turvas fantasias da mística alemã. Foi sucessivamente professor nas universidades de Jena, Würzburg, Erlangen, Munique e Berlim, onde dominara o seu adversário Hegel, cujo racionalismo ele demole. Faleceu em Berlim, em 1854, quando o idealismo já estava esfacelado.

Schelling foi um autor variado e fecundo. As faces do seu pensamento são fundamentalmente duas: o período da filosofia da identidade, e o da filosofia da liberdade. As suas obras principais são: o Sistema do idealismo Transcendental; Representação do meu Sistema (primeira fase, filosofia da identidade); Filosofia e Religião; Pesquisas Filosóficas sobre a Essência da Liberdade Humana e os Objetos Conexos com Esta (segunda fase, filosofia da liberdade).

A filosofia de Schelling é, fundamentalmente, idealista: o espírito, o sujeito, o eu, é princípio de tudo. Como Fichte, admite que a natureza é uma produção necessária do espírito; recusa, porém, o conceito de Fichte de que a natureza tenha uma existência puramente relativa ao espírito. Para ele, a natureza - embora concebida idealisticamente - tem uma realidade autônoma com respeito ao sujeito, à consciência. A natureza é o espírito na fase de consciência obscura, como o espírito é a natureza na fase de consciência clara.

 

www.mundodosfilosofos.com.br



publicado por Sou às 21:30

 

Pensamentos de Fichte

 


O homem não tem o direito de se tornar um ser racional virtuoso, sábio ou feliz, contra a sua vontade. Além de que, tal esforço seria em vão, e que ninguém pode se tornar virtuoso, sábio ou feliz, a não ser pelo seu trabalho e esforço próprio; além de que, igualmente, o homem, nem sequer o pode, e deve querer – ainda que pudesse ou julgasse poder. Com efeito, é ilegítimo, e ele se põe, assim, em contradição consigo próprio.


Os teus actos – não os teus conhecimentos – é que determinam o teu valor.


A vontade humana é livre, e a felicidade não é o fim do nosso ser, mas a dignidade de ser feliz.

 

Sou simplesmente porque sou.

 

A língua de um povo é a sua alma.

 

O amor que é verdadeiro amor e não um mero desejo passageiro, nunca se prende ao transitório, mas desperta, acende-se e repousa apenas no eterno. O homem nem sequer a si próprio se pode amar, a não ser que se considere eterno. Para além disso, ele é incapaz até de se venerar ou de se aceitar a si próprio. E ainda menos pode amar qualquer coisa fora de si, a não ser que integre essa coisa na eternidade da sua crença e do seu espírito. Quem não for capaz de começar por se ver a si mesmo como eterno, não tem amor…


 

O impulso mais elevado do homem é o impulso para a identidade, para a perfeita consonância consigo mesmo. O conceito de razão, do agir conforme à razão e do pensar é dado no homem, e ele quer necessariamente não só realizar esse conceito em si mesmo, mas vê-lo de igual modo realizado fora de si. Uma das suas necessidades é a de que, fora dele, existam seres racionais da sua espécie. Ele não pode produzir tais seres; mas põe o conceito dos mesmos na base de sua observação do não-eu, e espera encontrar algo que lhe corresponda.

Se todos os homens pudessem se tornar perfeitos, poderiam alcançar o seu objetivo supremo e último, e seriam, assim, plenamente idênticos entre si; seriam apenas um só, um único sujeito.

 

Deter-se e lamentar a corrupção dos homens sem levantar uma mão para a diminuir é efeminação. Verberar e mofar amargamente sem dizer aos homens como se devem tornar melhores é indelicadeza. Agir! Agir! É para isto que cá estamos. Desejaríamos ressentir-nos porque os outros não são perfeitos como nós, se somos apenas mais perfeitos? Não é justamente esta nossa maior perfeição – o apelo que nos é dirigido de que somos nós que temos de trabalhar para a perfeição dos outros? Alegremo-nos, pois, com o espetáculo do vasto campo que temos de trabalhar! Alegremo-nos por sentirmos em nós força e por nossa tarefa ser infinita!

 

O sábio é aquele que faz uso da sua liberdade, não possuindo o seu conhecimento só para si mesmo; mas, antes, para a sociedade. O fim último de cada ser humano singular, e também de toda a sociedade, por conseguinte, também de todos os trabalhos do sábio relativamente à sociedade, é o enobrecimento moral do homem inteiro. O dever do sábio consiste em edificar sempre este fim último e em tê-lo diante dos olhos em tudo o que ele faz na sociedade.

 

Não ensinamos apenas por meio de palavras; ensinamos ainda, e muito mais profundamente, através de nosso exemplo. Todo aquele que vive na sociedade deve-lhe um bom exemplo, porque a força do exemplo brota primeiro da nossa vida na sociedade.

 


A beleza uma virtude moral.


O objectivo da nossa vida não é ser feliz, mas merecer a felicidade.

Não há absolutamente nenhum ser e nenhuma vida fora da vida imediata divina.

 

 

logistikon.blogspot.com

 

 



publicado por Sou às 20:36
Segunda-feira, 08 de Fevereiro de 2010

 

 

 

 

 

 

“O ousado projeto da ilustração, sem metafisica e sem transcendência, soçobrou. A Revolução Francesa da conquista da Bastilha, e dos acordes emocionantes da Marselhas e, prometendo, Liberdade, Igualdade e Fraternidade, chegou a guilhotina e a terror institucionalizado.

Em nome da razão, dos avanços da ciência, sem a crença da metafisica e sem a transcedência. Surge o romantismo, que “é antes de tudo, reação à razão da ilustração. A razão, tornada absoluta pelos ilustrados franceses, deformavam o próprio homem. Esquecia-se que o homem também é coração” (VALLE , 2001, p.147).

“o termo ‘romantismo’ passou a indicar o renascimento dos instintos, da singularidade,  e das emoções  que o racionalismo predominante no século XVIII não conseguiu suprimir inteiramente”

Portanto, não nos resta duvida que romantismo, romântico (a), significa tudo o que envolve o sentidos e sentimentos das pessoas através de seus diversos modos ...

 

www.webartigos.com/articles/4674/1/O-Romantismo-Transormacoes-Na-Filosofia-Moderna/pagina1.html

 



publicado por Sou às 19:50
Domingo, 07 de Fevereiro de 2010

 

 



publicado por Sou às 18:26
Sexta-feira, 05 de Fevereiro de 2010

 

 



publicado por Sou às 22:15
Quinta-feira, 04 de Fevereiro de 2010

 

 

 

 



publicado por Sou às 23:11

 A Objectividade não existe  independentemente da mente, independente da consciência. É a mente que dá objectividade às coisas externas e lhes confere qualidades.

É a objectividade das coisas que giram em torno da mente e não o contrário.

 

 

 



publicado por Sou às 21:46
Quarta-feira, 03 de Fevereiro de 2010

 

 



publicado por Sou às 22:47

 

 Segundo o pensamento de Rosseau, o ser humano a princípio é possuidor de uma liberdade natural. Portanto desde os primórdios de sua existência, o ser humano gozava plenamente da sua liberdade. Com o surgimento da vida civilizada, o homem abandona esse estado de liberdade natural, e passa a viver segundo as normas sociais. Para Rousseau, isso ocorreu porque no início do processo civilizatório, todos os indivíduos “firmaram” uma espécie de contrato que, possibilitasse a estes viverem em sociedade. Por outro lado, Rousseau acreditava que ao firmarem esse contrato, os indivíduos tornaram-se escravos das leis existentes na sociedade.

Na sua obra “Do Contrato Social”, Rousseau faz uma dissertação pormenorizada sobre como se deu a formação da sociedade. Nesse trabalho ele contesta a crença muito comum naquela época, de que toda a estrutura social se dava de forma natural. Para Rousseau, não existia nada de natural na formação da sociedade e sim uma espécie de contrato táctico. Também segundo esse filósofo a existência de uma sociedade opressora só ocorre, porque os indivíduos que fazem parte dessa sociedade aceitam esse modelo, mas também se quiserem, “podem sacudir esse julgo agindo de forma diferente.”.



publicado por Sou às 22:23

 

 



publicado por Sou às 22:23
Terça-feira, 02 de Fevereiro de 2010



publicado por Sou às 11:13
Segunda-feira, 01 de Fevereiro de 2010

 

 

 

 



publicado por Sou às 22:28
Sábado, 30 de Janeiro de 2010

 

 

"É uma doença natural do homem acreditar que possui directamente a verdade; daí resulta que está sempre disposto a negar tudo o que lhe é incompreensível "



publicado por Sou às 23:42

 

 O Jansenismo foi uma teologia cristã que surgiu na França e Bélgica, no século XVII e se desenvolveu no século XVIII.

 O nome porque tem origem nas idéias do bispo de Yprès, Cornelius Jansen. O Jansenismo era uma versão modificada do calvinismo, que por sua vez se baseia na teologia de Agostinho de Hipona.

Podemos distinguir no jansenismo três diferentes aspectos:

- o dogmático, de que o Augustinus é o fundamental representante
- o moral, que tem Antoine Arnauld como principal promotor
- o disciplinar, no qual encontramos Saint-Cyran como modelo

  Com o intuito de reformular globalmente a vida cristã, o holandês Cornélio Jansênio (1585-1638) deu início a um movimento que abalou a Igreja católica durante os séculos XVII e XVIII. Descontente com o exagerado racionalismo dos teólogos escolásticos, Jansênio - doutor em teologia pela universidade de Louvain e bispo de Ypres - uniu-se a Jean Duvergier de Hauranne, futuro abade de Saint-Cyran, que também pretendia o retorno do catolicismo à disciplina e à moral religiosa dos primórdios do cristianismo. Os jansenistas dedicaram-se particularmente à discussão do problema da graça, buscando nas obras de Santo Agostinho (354-430) elementos que permitissem conciliar as teses dos partidários da Reforma com a doutrina católica.

 Essencialmente, o jansenismo ressuscitava a antiga controvérsia pelagiana, um debate teológico na igreja antiga (cerca do ano 400 d. C.) entre Agostinho e Pelágio sobre as questões:

- da graça,

- livre-arbítrio

- e o pecado original.

Em contraste ao ensino jesuíta de que a graça é eficaz quando o recebedor consente e coopera com Deus através do livre-arbítrio, Jansênio ensinava que a graça é totalmente imerecida e por isso concedida ao recipiente por Deus através da predestinação. Assim, as idéias propostas por Jansênio seguiam a tradição do pensamento agostiniano, e não diferente dos pensamentos de João Calvino. Todavia, suas proposições centrais foram declaradas heréticas pelo papa Inocente X em 1653, mas o fogo da controvérsia continuaria a bramar por algum tempo, e no meio deste conflito teológico, Blaise Pascal entraria na arena como um pensador filosófico e polemicista par excellence.

 Jansenismo dogmático

A doutrina dogmática do jansenismo tem uma grande importância, na medida em que dá origem e sustento às outras dimensões. Muitas das prescrições morais e disciplinares do jansenismo são consequência das suas posições dogmáticas.

A doutrina jansenista filia-se num agostinianismo pouco crítico e lido com os olhos de Baio, apresentando neste aspecto um nítido parentesco com as doutrinas protestantes, sobretudo as calvinistas, sobre a graça, a natureza humana e a predestinação. O ponto central e essencial é uma antropologia pessimista, que vê no pecado original a corrupção da natureza humana, doravante incapaz de qualquer obra boa e fatalmente inclinada para o mal.

Intrinsecamente corrompido pelo pecado, o homem torna-se um joguete de duas forças antagônicas: a concupiscência e a graça. Cada uma delas exerce sobre o homem uma determinação interna a que ele não pode resistir. Ou seja, assim como o homem que recebe a graça age forçosamente segundo essa graça, assim também aquele a quem a graça não é dada segue fatalmente a concupiscência. A liberdade do homem salvaguardar-se-ia pelo facto de tanto a graça como a concupiscência apenas determinarem o homem internamente, deixando-o livre da coacção externa. Nisto consiste a diferença em relação ao protestantismo.

A graça, portanto, é de tal modo determinante que, uma vez recebida, o homem não pode resistir-lhe. Daí que toda a graça é eficaz, pelo que não existe a graça suficiente, a graça que seria concedida sempre e a todos, mas que poderia não ser seguida pelo homem.

Diversas são as implicações desta doutrina. Por um lado, o pecado pessoal significa necessariamente uma privação da graça: quem peca, é porque não tem graça, pois se a tivesse agiria segundo ela. Por outro lado, o homem não tem mérito nas boas obras, pois elas são fruto da graça que interiormente o determina, e não da sua liberdade. Além disso, o homem privado da graça (e uma vez que não há graça suficiente, ela é sempre ocasional) peca infalivelmente e é incapaz de qualquer boa obra, pois segue sempre a concupiscência. Daí que as obras dos infiéis sejam sempre pecado, pois estão privados da graça eficaz proveniente da redenção de Cristo. Uma outra implicação mais grave brota de toda esta doutrina. O homem só realiza boas obras por virtude da graça eficaz. Ora, tal graça não é sempre concedida, mas é Deus que com absoluta liberdade determina a quem a concede. Logo, é Deus que determina quem são os que realizam boas obras e, consequentemente, aqueles que se salvam e aqueles que se condenam. A consequência lógica do jansenismo é a doutrina da predestinação. Aqui temos mais um forte ponto de contacto com o calvinismo.

Por conseguinte, Cristo não morreu por todos os homens, mas somente por aqueles que se salvam, os eleitos, e só esses recebem a graça. No fundo, com o jansenismo assistimos mais uma vez à tentativa, tão presente nas heresias dos primeiros séculos, de admitir na Igreja apenas as pessoas puras e perfeitas, e não todos os homens que estejam dispostos ao arrependimento. Todas estas doutrinas, duma forma ou doutra estão presentes no Augustinus, e foram condenadas por diversas vezes pela Igreja Católica.

 Jansenismo moral

Mas não foi o aspecto dogmático do jansenismo que originou a sua grande difusão e popularidade. Foi antes a sua doutrina moral. Como dissemos, podemos encontrar um eloquente exemplo da moral jansenista em Arnauld e no seu livro De la fréquente communion. Mas devemos buscar a doutrina moral do jansenismo também nas fontes anteriores, a começar pelo Augustinus.

Nesta obra, no tomo II, encontramos os fundamentos da moral jansenista. Segundo o autor, a ignorância, ainda que invencível, não escusa do pecado, porque tal ignorância é precisamente a consequência do pecado original. Além disso, como vimos, o homem, sem a graça, peca necessariamente, a sua natureza arrasta-o sempre irresistivelmente para o pecado, de tal modo que, se o homem, por suas forças, pretender escapar a um pecado, cai fatalmente noutro. Ou seja, o pecado é inevitável na vida humana. Daí todo o pessimismo jansenista em relação à natureza humana, que tanto leva ao desprezo por todas as obras, ainda que aparentemente meritórias, dos pecadores e dos infiéis, como conduz a um extremo rigorismo no que diz respeito a qualquer possível “cedência à natureza”.

Saint-Cyran foi o iniciador da prática moral jansenista. A penitência, para ele, era tratada com um imenso rigorismo. Assim, dizia ele que a absolvição não perdoava propriamente os pecados, mas declarava sim que eles haviam sido perdoados por Deus. Deste modo, era necessária uma contrição perfeita para que a absolvição fosse válida, pois a simples atrição era insuficiente. A consequência prática disto era a recusa da absolvição aos pecadores reincidentes e àqueles em que não fosse certa uma perfeita contrição. As religiosas de Port-Royal tinham por hábito não se atreverem a receber a absolvição, por não se julgarem preparadas…

Em relação à comunhão, as condições exigidas também eram bastante rigoristas. Exigia-se a perfeição, de modo que acabava por ser considerada mais meritório o desejo de comungar, ou a “comunhão espiritual”, do que a própria comunhão eucarística. Daí que um dos efeitos do jansenismo, através dos tempos, tenha sido precisamente o afastamento dos sacramentos.

Esta atitude relativamente à recepção dos sacramentos é facilmente compreensível se tivermos em conta que Deus, para o jansenismo, aparece como o terrível juiz que decide arbitrariamente da nossa sorte, de modo que a relação com Ele, como dissemos, é baseada no temor e não no amor. Todo este rigorismo aparecia como contraposição ao laxismo que os jansenistas personificavam nos jesuítas. E, de facto, um dos méritos do jansenismo foi precisamente a denúncia desse laxismo que imperava na vida cristã de muitos. O erro, porém, foi condenar, junto com o laxismo, todo o probabilismo e a preocupação pastoral, a favor dum rigorismo teórico e desencarnado.

Jansenismo disciplinar

A nível disciplinar, o jansenismo advoga uma reforma da Igreja que elimine as perniciosas novidades introduzidas desde o tempo dos antigos padres e os desvios operados por escolásticos e jesuítas. Isto baseado na concepção da Igreja como sociedade imutável, de origem divina, e como tal isenta de qualquer mudança.

O que vem a acontecer, fruto das sucessivas condenações de que o jansenismo foi vítima, é que se advoga um aumento da autoridade da hierarquia local, em detrimento da do Papa. Com o tempo, ainda, face às perseguições, o jansenismo procura fazer alianças com as autoridades civis, a fim de melhor resistir, e nesse aspecto assume um significado político. Sobretudo a partir do séc. XVIII, o jansenismo relaciona-se com a pretensão de independência face à Igreja de Roma e confunde-se com a criação de Igrejas nacionais.

Neste ponto, é interessante notar um paradoxo que acompanhou o jansenismo desde o seu início: os seus defensores sempre declararam a sua pertença à Igreja e a sua vontade de se submeterem aos seus juízos. Jansen, à hora da morte, declarou submeter-se de antemão ao juízo da Igreja. O Augustinus, aliás, tinha uma dedicatória ao papa Urbano VIII, que não chegou porém a ser impressa, devido à proibição que esse mesmo papa fizera da publicação. Mas assim como se declaravam dispostos a obedecer, os jansenistas também procuraram sempre todos os subterfúgios para continuarem a defender as suas idéias, apesar das condenações.

 

 


 



publicado por Sou às 23:07

 

 



publicado por Sou às 20:53

 

 

 



publicado por Sou às 20:43
Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

 

 

Considerado o pai do empirismo inglês, desenvolveu uma teoria do conhecimento que irá inspirar outros filósofos desta corrente.Para esta corrente filosófica a experiência é a fonte de todo o conhecimento. Ideias básicas sobre o empirismo de J. Locke:

1. Não existem ideias inatas;

2.Nada existe no intelecto que já não exista nos sentidos. O espírito humano está por natureza vazio, é uma tábua rasa, uma folha em branco onde a experiência escreve;

3.Todo o conhecimento depende da experiência, mas também está por ela limitado;

4. As ideias complexas são o resultado de uma combinação de ideias simples, apreendidas através dos sentidos.

5.Embora todos os conteúdos do conhecimento procedam da experiência, Locke admite que há verdades com validade universal que são dela independentes, como a matemática. O fundamento da sua validade reside no pensamento e não na experiência.



publicado por Sou às 22:46
Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

 

 



publicado por Sou às 13:08
Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Filósofo inglês do século XVII, fundador
da filosofia moral e política inglesa.

Nascido no ano da Invencível Armada, nasceu prematuramente devido à ansiedade da mãe, segundo ele próprio defendeu. O pai de Hobbes, um clérigo da igreja anglicana, desapareceu depois de se ter envolvido numa zaragata à porta da sua igreja, abandonando os seus três filhos aos cuidados de um seu irmão, um bem sucedido luveiro de Malmesbury.

Aos 4 anos Hobbes foi enviado para a escola, em Westport, a seguir para uma escola privada, e finalmente para Oxford onde se interessou sobretudo por livros de viagens e mapas. Quando acabou os estudos tornou-se professor privado do futuro 1.º conde de Devonshire, William Cavendish, iniciando a sua longa relação com a família Cavendish. Tornou-se muito chegado ao seu aluno, que era pouco mais novo do que ele, tornando-se seu secretário e companheiro. Assim, em 1610 Thomas Hobbes visitou a França e a Itália com o seu pupilo. Aí descobriu que a filosofia Aristotélica que tinha aprendido estava a perder influência, devido às descobertas de astrónomos como Galileo e Kepler, que formularam as leis do movimento planetário. Por isso, ao regressar a Inglaterra decidiu tornar-se um estudioso dos clássicos, tendo realizado uma tradução da História da Guerra do Peloponeso de Tucídedes, publicada em 1629, influenciada pelos problemas contemporâneos da Inglaterra .

Tendo voltado a viajar para o estrangeiro, com o seu novo pupilo Hobbes foi chamado a Inglaterra, em 1630, para ensinar o jovem 2.º conde de Devonshire, William Cavendish, filho do seu patrono e pupilo.  

Foi durante uma nova viagem, a terceira, ao continente que se deu o ponto de viragem intelectual de Hobbes, quando descobriu os Elementos de Euclides, e a Geometria, devido à influência de Galileu, que o ajudou a clarificar as suas ideias sobre a filosofia, como qualquer coisa que podia ser demonstrada em termos positivos - «as regras e a infalibilidade da razão» - tendo escrito os Elementos do Direito, Natural e Político, que circulou manuscrito em 1640, mas que só foi publicado no século XIX, após ter chegado a Inglaterra, em 1637.

Em 1640 foi um dos primeiros emigrantes Realistas, o primeiro segundo ele próprio orgulhosamente afirmava, tendo vivido em Paris, nos onze anos seguintes. Contactou de novo co ocírculo de Mersenne, escreveu sobre Descartes e publicou o De Cive, que desenvolvia os argumentos apresentados na 2.ª parte dos Elementos, concluindo abordando as relações entre o estado e a religião. Em 1646 o príncipe de Gales, o futuro Carlos II, chegou a Paris tendo Hobbes sido convidado a ensinar-lhe matemática. Os problemas políticos ingleses e o cada vez maior número de refugiados políticos levou-o a de novo para a filosofia política. Assim, em 1647 publicou uma segunda edição, aumentada, do De Cive, e a sua tradução inglesa em 1651. Em 1650 publicou Os Elementos da Lei em duas partes, a Natureza Humana e o De Corpore Politico (Do Corpo Político).

Em 1651 publicou a sua obra-prima, o Leviatã. Carlos I tinha sido executado e a causa realista parecia completamente perdida, por isso no fim da obra tentou definir as situações em que seria possível legitimamente a submissão a um novo soberano. Tal capítulo valeu-lhe o desagrado da corte do novo rei de Inglaterra, no exílio, já que se pensava que Hobbes estava a tentar cortejar o regime republicano em Inglaterra. Excluído da corte inglesa e suspeito para as autoridades francesas, devido aos seus ataques contra o Papado, Hobbes regressou de facto a Inglaterra nesse ano de 1651.

O regresso a Inglaterra não se fez sem perigos, já que Hobbes tinha atacado o sistema universitário, devido ao seu antigo apoio ao Papa, continuando a criticá-lo devido à manutenção de um ensino baseado em conhecimentos ultrapassados. De facto, a Universidade de Oxford criticou-o duramente em 1655, quando da saída do De Corpore. Hobbes impressionado com os progressos de Galileu na mecânica, tentou explicar todos os fenómenos e os próprios sentidos com base do movimento dos corpos. A posição foi muito criticada dando origem a uma polémica que durou até 1662, ano em que se defendeu, com sucesso, de ter abandonado Carlos II, no exílio.

Com a Restauração da monarquia inglesa, em 1660, na pessoa de Carlos II, Hobbes voltou a ser  admitido na corte, contra o parecer dos bispos, passando mesmo a receber uma pensão do rei. Em 1666-67 Hobbes sentiu-se realmente ameaçado, devido à tentativa de aprovação no Parlamento de uma lei contra os ateus, e os profanadores de túmulos, já que a comissão encarregue de discutir a lei  tinha por dever analisar O Leviatã. Hobbes defendeu-se afirmando que não havia em Inglaterra nenhum tribunal com jurisdição sobre as heresias, desde a extinção da «high court of comission», em 1641. O parlamento acabou por não aprovar a lei contra o ateísmo, mas mesmo assim Hobbes nunca mais pôde publicar sobre a conduta dos homens, possivelmente o preço que o rei acordou para Hobbes ser deixado em paz.

O fim da vida foi passado com os clássicos da sua juventude, tendo publicado uma tradução da Odisseia em 1675, e a da Ilíada no ano seguinte.

     

Fonte:

Enciclopédia Britânica

www.arqnet.pt/portal/biografias/hobbes.html



publicado por Sou às 19:13
Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

 

 



publicado por Sou às 20:16

 

 

 

 

Espinosa bem sabia que nem todo mundo pode fazer filosofia. (...) Fazer filosofia tem uma causa; não fazer, também. Uma das causas da não-filosofia é que a regra, numa sociedade, é antes a superstição, a servidão e a obediência, em vez do conhecimento, da liberdade e da compreensão

 (André Scala)

 

Baruch Spinoza

nasceu em Amsterdão na Holanda pertencia a uma  família tradicional judia, de origem portuguesa. A sua família emigrou para a Holanda porque os judeus estavam a ser  perseguidos. O seu pai era um comerciante bem sucedido e abastado. Espinoza gostava de estudar e ficava na sinagoga. Era um dos melhores alunos. Aprendeu a Bíblia Sagrada e o Talmud. Então foi para uma escola particular, onde conheceu o latim. Pôde então ter um estudo mais abrangente. Interessou-se  muito pela filosofia moderna, de Bacon, Hobbes e Descartes. Foi acusado de heresia, por se mostrar irredutível em suas opiniões, fazendo uma análise histórica da Biblía, colocou-a  como sendo  fruto de seu tempo. Criticou os dogmas rígidos e os rituais sem sentido que confundiam os crentes, e eram isentos de poder, assim  como o luxo e a ostentação da Igreja. Foi então excomungado, em 1656 e amaldiçoado em ritual, foi afastado pelos judeus que deixaram de falar com ele e deserdado pela família. Depois disso, viajou pela Holanda e apesar dos judeus o terem condenado ao isolamento, Espinoza  fala com com os cristãos, embora nunca tenha se convertido em cristão, não acreditava na divindade de Cristo, mas  colocou-o como o primeiro entre os homens.



A saúde de Spinoza era  frágil  e viveu uma vida modesta, frugal e segundo se consta os seus  luxos eram os livros,  sustentava-se  com algumas doações e com o dinheiro de polidor e cortador de lentes ópticas.

 

Espinosa afirma o fato, já dito por Buda e Cristo antes dele, que tudo na vida humana é passivo de tranformação e/ou pleno desgaste, e que todas as coisas que ocorrem ao homem são "bens" ou "males" à medida que este se deixa impressionar ou estimular por elas. Na verdade, coisas e acontecimento são "interpretados" pela alma humana, de acordo com seus valores e desejos. Então, só diante de uma nova maneira de viver, onde se compreendesse esta realidade, poderia ajudur o homem a se livrar de uma tremenda carga de desejos - não de todos, é claro, mas do excesso dos supérfluos - que o prendem à matéria e passar a  utilizar-se dela não como um fim, mas como um meio de se atingir objetivos mais elevados, humanistas e universais. Vejamos alguns pontos:



I) O desfrute do prazer só é benéfico na medida em que não prende a atenção e o espírito humanos em si. Porque se isso ocorre, o espírito fica de tal modo preso ao prazer que não se ocupada mais de outras coisas. Assim, após o desfrute ansioso, ocorre frequentmente que o homem que faz do prazer um fim pleno em si acaba, diante da fugacidade destes, frequentemente menos valiosos que os esforços e prováveis amarguras empregados para conseguí-los, por cair numa grande tristeza e vazio, se perguntado: e depois? É só isso? E se tornar perturbado pelo seu vício que, em exagero, se mostra superficial.



II) Riquezas e honras só nos são realmente úteis se forem vistas como meios e intrumentos para se atingir uma maior e mais compartilhada felicidade. Do contrário, elas absorvem o espírito e o enclausula num círculo vicioso: o ter riquezas e honras como um fim traz o desejo de se ter mais e mais riquezas e honras, impedido mesmo o usufruto do que já foi conquistado.



Para Espinosa, assim como os para os Taoístas (cuja filosofia Espinosa não conheceu), em especial Lao - Tsé, o bem viver, a forma correta de viver em harmonia e em equilíbrio, nos leva a viver de acordo com a harmonia maior da natureza, que, enfim, é a própria expressão visível de Deus. Deus não é entendido por Espinosa como um Ser à parte e/ou externo ao mundo, que o governa como um engenheiro ou habilidoso artesão, mas como a Divindade da Ordem Eterna da Natureza, muito superior ao entendimento fragmentado e antropomorfista humano. É, enfim, o Grande Uno que se expressa nos Muitos a que se faz a partir de Si mesmo. Uma visão estranha ao modo ocidental, mas bem de acordo com as mais sofisticadas concepções orientais do Divino. Para Espinosa, o mundo visível que nos cerca nada mais é que a expressão explicada (no sentido de ser exposta) em miríades de formas eternamente mutáveis de uma única causa intrínseca ou implicada - usando os termos da moderna teoria de Odem Implicada do físico David Bohm -, única real substância universal e absoluta, que está além dos modos convencionais de compreensibilidade, e que, para Espinosa, é o próprio Deus, pois que fundamento originário que É e que não pode ser remetido a nada além de Si mesmo... Esta Causa Primária é livre por agir por sua própria natureza divina, e é eterna, já que sua essência é sua própria existência. Sendo assim, Deus é necessariamente a única real Causa existente, sendo tudo o mais efeitos Seus, inclusive o homem, que, tendo um pouco da semelhança da Causa Primária, também é, ele mesmo, co-criador, inclusive de seus próprios problemas, por imperfeito ser que é, mas livre igualmente para escolher fazer de sua vida algo com sentido, especialmente o do próprio aperfeiçoamento humano segundo os limites que lhe é dado pela natureza.



Este é um pequeno e imperfeito resumo da mensagem de um dos maiores filósofos de todos os tempos...



A obra de Espinosa foi durante muitos anos mal compreendida, quando não explicitamente atacada - mesmo por aqueles que não a conheciam. Hoje em dia, porém, a grandeza deste homem, em expressa que está em suas obras, está sendo cada vez mais aceita. Muitos dos filósofos do romantismo e da modernidade devem muito aos caminhos abertos por Baruch Espinosa. Em especial, a conquista da liberdade de pensamento - ainda que hoje volte novamente a ser parcial - e de muitos benefícios devemos ao trabalho de Baruch Espinosa.

 

Fontes:

www.antroposmoderno.com/antro-articulo.php

www.consciencia.org/spinoza.shtml



publicado por Sou às 19:21
Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

 

 

 

 


 

 


 




publicado por Sou às 23:03

 

 



publicado por Sou às 22:15

 

[...]E Bacon tencionava criar uma nova ciência, capaz de restaurar o saber. Como filósofo procurou exaltar a ciência como benéfica ao homem. Nas suas investigações ocupou-se especialmente da metodologia científica e do empirismo, sendo por isso considerado como fundador da ciência moderna. Francis Bacon elaborou uma classificação das ciências da seguinte forma:

As Ciências dividem-se em três grupos:
1)a poesia ou ciência da imaginação;
2)História ou ciência da memória;
3)Filosofia ou ciência da razão.

A História é subdividida em:
2.1)Natural e
2.2.)Civil

A Filosofia é subdividida em:
3.1)Filosofia da Natureza e
3.2)Antropologia.

Francis Bacon também foi um dos mais conhecidos e influentes rosa cruzes e um alquimista, tendo ocupado o posto mais elevado da Ordem Rosa cruz, o de Imperator. Estudiosos apontam Bacon como o verdadeiro autor dos famosos manifestos rosa cruzes, Fama Fraternitatis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz (1616).

Francis Bacon esteve envolvido com investigações naturais até o fim de sua vida, tentando realizar na prática seu método. No inverno de 1626 estava envolvido com experiências sobre conservação através do frio. Desejava saber por quanto tempo o frio poderia preservar a carne. A idade havia debilitado a saúde do filósofo e ele acabou não resistindo ao rigoroso inverno daquele ano. Morreu em 9 de Abril, vítima de uma bronquite. No ano seguinte foi publicada a Nova Atlantis (Nova Atlântida), na qual Bacon descreve a cidade ideal dos sábios.

Efectivamente, Bacon não realizou nenhum grande progresso nas ciências naturais. Mas foi ele quem primeiro esboçou uma metodologia racional para a actividade científica. Sua teoria dos idola antecipa, pelo menos potencialmente, a moderna sociologia do conhecimento. Foi um pioneiro no campo científico e um marco entre o homem da Idade Média e o homem Moderno. Ademais, Bacon foi um escritor notável. Seus Ensaios são os primeiros modelos da prosa inglesa moderna.

A TEORIA DOS "IDOLOS".

O conhecimento científico, para Bacon, tem por finalidade servir o homem e dar-lhe poder sobre a natureza. A ciência antiga, de origem aristotélica, que se assemelha a um puro passatempo mental, é por ele criticada. A ciência deve restabelecer o império do homem sobre as coisas.
No que se refere ao Novum Organum, Bacon preocupou-se inicialmente com a análise de falsas noções (ídolos) que se revelam responsáveis pelos erros cometidos pela ciência ou pelos homens que dizem fazer ciência. É um dos aspectos mais fascinantes e de interesse permanente na filosofia de Bacon. Esses ídolos foram classificados em quatro grupos:
A verdadeira filosofia não é, exclusivamente, a ciência das coisas divinas e humanas, não é a simples busca da verdade. É também algo de prático. Para se alcançar uma mentalidade científica, é necessário expurgar a mente de uma série de preconceitos ou ?ídolos?, de que enumera quatro classes:

1) ÍDOLOS DA TRIBO, ou os inerentes à natureza humana, que se referem em particular ao hábito de esperar mais ordem nos fenómenos do que a que realmente pode ser encontrada; Ocorrem por conta das deficiências do próprio espírito humano e se revelam pela facilidade com que generalizamos com base nos casos favoráveis, omitindo os desfavoráveis. São assim chamados porque são inerentes à natureza humana, à própria tribo ou raça humana. Astrologia, alquimia e cabala são exemplos dessas generalizações;

2) ÍDOLOS DA CAVERNA, ou os preconceitos pessoais do próprio investigador; Resultam da própria educação e da pressão dos costumes. Há, obviamente, uma alusão à alegoria da caverna platónica;

3) ÍDOLOS DA VIDA PÚBLICA, ou os que se relacionam à tirania das palavras e à influência dos hábitos verbais sobre a liberdade do espírito; Estes estão vinculados à linguagem e decorrem do mau uso que dela fazemos;

4) ÍDOLOS DO TEATRO, ou os que dizem respeito ao pensamento tradicional e se referem sobretudo ao sistema aristotélico e à filosofia medieval. Decorrem da restrita subordinação à autoridade (por exemplo, a de Aristóteles). Os sistemas filosóficos careciam de demonstração, eram pura invenção como as peças de teatro.

O MÉTODO

O objectivo do método baconiano é constituir uma nova maneira de estudar os fenómenos naturais. Para Bacon, a descoberta de fatos verdadeiros não depende do raciocínio silogístico aristotélico mas sim da observação e da experimentação regulada pelo raciocínio indutivo. O conhecimento verdadeiro é resultado da concordância e da variação dos fenómenos que, se devidamente observados, apresentam a causa real dos fenómenos.

Para isso, no entanto, deve-se descrever de modo pormenorizado os fatos observados para, em seguida, confrontá-los com três tábuas que disciplinarão o método indutivo: a tábua da presença (responsável pelo registo de presenças das formas que se investigam), a tábua de ausência (responsável pelo controle de situações nas quais as formas pesquisadas se revelam ausentes) e a tábua da comparação (responsável pelo registo das variações que as referidas formas manifestam). Com isso, seria possível eliminar causas que não se relacionam com o efeito ou com o fenómeno analisado e, pelo registo da presença e variações seria possível chegar à verdadeira causa de um fenómeno. Estas tábuas não apenas dão suporte ao método indutivo mas fazem uma distinção entre a experiência vaga (noções recolhidas ao acaso) e a experiência escriturada (observação metódica e passível de verificações empíricas). Mesmo que a indução fosse conhecida dos antigos, é com Bacon que ela ganha amplitude e eficácia.

O método, no entanto, possui pelo menos duas falhas importantes. Em primeiro lugar, Bacon não dá muito valor à hipótese. De acordo com seu método, a simples disposição ordenada dos dados nas três tábuas acabaria por levar à hipótese correta. Isso, contudo, raramente ocorre. Em segundo lugar, Bacon não imaginou a importância da dedução matemática para o avanço das ciências. A origem para isso, talvez, foi o fato de ter estudado em Cambridge, reduto platónico que costumava ligar a matemática ao uso que dela fizera Platão.

O método de Bacon visa a apresentar uma nova maneira de estudar os fenómenos. A descoberta de fatos verdadeiros não depende de esforços puramente mentais, mas sim da observação, da experimentação guiada pelo raciocínio indutivo.

Pela concordância e concomitante variação dos fenómenos observados, pode-se chegar ao conhecimento da verdadeira causa que os determina. O filósofo aconselha para isso que, descritos os fatos, sejam colocados numa tábua os exemplos de ocorrência do fenómeno e, em outra, os de sua ausência. Por esse processo eliminam-se as várias causas que não se relacionam ao efeito ou fenómeno estudado. Numa terceira tábua regista-se a variação de sua intensidade. Seriam assim eliminadas as causas não pertinentes e se chegaria, pelo registo da presença e das variações, à verdadeira causa.

 

www.filosofia.com.br/bio_popup.php



publicado por Sou às 21:00
Domingo, 17 de Janeiro de 2010

 

 

Sistema heliocêntrico

Aristarco de Samos (século III a.C.) foi o primeiro a  especular e ensinar o sistema heliocêntrico. De acordo com Aristarco, o Sol está imóvel no centro do universo, e à sua volta os planetas descrevem órbitas circulares; as estrelas fixas encontram-se numa esfera cristalina. Avaliou que as distâncias entre as estrelas eram extraordinariamente superiores à distância entre Sol e Terra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Casella di testo: Imagem de As distâncias e os tamanhos do Sol e da Lua, de Aristarco(cópia grega do séc. X, Biblioteca Vaticana).

 

 

 

Não havia provas convincentes de que a realidade estivesse de acordo com esta teoria, mas ela justificava plenamente a regularidade do movimento dos planetas. Por outro lado, havia argumentos de peso contra ela, baseados nos conhecimentos e no “bom senso” da época, proveniente da observação de fenómenos naturais. O argumento de maior importância que se punha e era dificil de refutar é o seguinte:

Se a Terra gira em torno do Sol, é necessário que também gire em torno de si, para produzir o dia e a noite. Se ela gira em torno de si, deve haver um movimento relativo terra-ar e, portanto, para quem está parado na superfície da Terra, um vento com a mesma velocidade. Se estou andando a cavalo, pensavam, quanto mais rápido andar o cavalo, mais veloz o vento que sentirei, devido ao movimento relativo cavalo-ar. Se estou parado, não sobre o cavalo, mas sim na superfície da Terra, e ela está “correndo” em sua rotação, deverei sentir um vento correspondente. E qual a velocidade deste vento? Os gregos já tinham feito o cálculo. Mais precisamente, Eratóstenes, medindo a diferença de latitude entre Siena e Alexandria, e medindo a distância entre estas duas cidades, determinou a circunferência da Terra, no Equador. Foi concluído que, se a Terra girasse sobre si mesma, a velocidade no Equador seria de cerca de 1.440 km/h. E esta seria a velocidade do vento causado pela rotação da terra, velocidade essa suficiente para destruir florestas, veículos, construções, etc. Na realidade, a velocidade é ainda maior: 1.670 km/h. Este vento não existe. Logo: a Terra não pode ter o movimento de rotação requerido pelo sistema heliocêntrico para formar dias e noites.

 

Outro argumento contra o sistema heliocêntrico : Se uma pedra for atirada verticalmente para cima, enquanto ela sobe e desce, a Terra  desloca-se e a pedra chocar-se-á com o terreno num ponto afastado do ponto de lançamento. Se, após o seu lançamento, a pedra levar dez segundos para chocar-se com o terreno, no Equador ela estaria a quatro quilômetros a oeste de seu ponto de lançamento! 

 

 

Ilustração representando o sistema heliocêntrico

(extraída de Harmonia Macrocosmica, de Andreas Cellarius, 1660-1).

 

 

 

 

 

 

Por ser complicado refutar estes argumentos a  teoria heliocêntrica foi abandonada, voltando a ser apresentada muitos séculos depois por Nicolau Copérnico, nascido em Torun, Polônia, em 1473, e falecido em 1543.

Copérnico estudou astronomia e matemática na Universidade de Cracóvia e, por três anos, Direito Canônico em Bolonha, Itália. Também freqüentou as Universidades de Roma, Pádua e Ferrara. Em 1501 aceitou o posto de cónego da Catedral de Frauenburg, cidade onde fez suas observações astronómicas.

Reintroduziu o sistema heliocêntrico de Aristarco, com modificações, em dois trabalhos:

– em 1530: “Comentários sobre as Hipóteses da Constituição do Movimento Celeste”;

– em 1543: “Sobre a Revolução dos Corpos Celestes”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Acima, um retrato de Copérnico pintado na sua cidade natal, Torun, no início do século XVI. Ao lado, ilustração do sistema heliocêntrico feita pelo astrônomo polonês no seu livro De revolutionibus orbium coelestium (“Sobre as revoluções das esferas celestes”), publicado em 1543.

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este último trabalho foi dedicado ao Papa Paulo III, que o aceitou. O sistema proposto por Copérnico foi usado pela Igreja para reformar o calendário litúrgico, permitindo prever a data da Páscoa e, a partir dela, as demais datas do ano litúrgico. O sistema geocêntrico de Ptolomeu havia levado a erros cumulativos importantes. Os cálculos para definir as datas litúrgicas foram enormemente simplificados com o sistema heliocêntrico. Estes cálculos foram feitos pelo jesuíta e matemático Cristóvão Clavius.

Segundo Copérnico, o Sol ocupa o centro do sistema planetário. Em torno dele os planetas giram em órbitas circulares, na seguinte ordem: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno.

c) Sistema misto

Proposto por Tycho Brahe (1571-1630), astrónomo dinamarquês. Tornou-se conhecido e admirado pelas medidas precisas que realizou, com instrumentos adequados, construídos por ele mesmo com muita perfeição. O seu sistema é considerado por alguns autores como um sistema “conciliatório”. No centro do universo, a Terra, imóvel. À sua volta giram a Lua e o Sol. Os demais planetas giram em torno do Sol, acompanhando-o em seu movimento em torno da Terra. À distância, a esfera das estrelas.

 

 

 

2.3. Os Eclesiásticos e a Astronomia

Embora a maioria dos eclesiásticos estivesse de acordo com a teoria geocêntrica, havia Cardeais e outros eclesiásticos adeptos do sistema de Copérnico ou defensores de Galileu. Citamos uns poucos4:

– O beneditino Benedetto Castelli diz, referindo-se ao sistema geocêntrico, defendido por Aristóteles, disse: “Aristóteles errou nessa, como em muitas outras coisas”.

– O Cardeal Maffeo Barberini (mais tarde Urbano VIII) opôs-se a que Galileu fosse declarado herético, bem como o Cardeal Luigi Caetani.

– O mesmo Barberini, já eleito papa, declarou ao Cardeal Zoller que a Igreja não tinha condenado, nem estava por condenar, a teoria heliocêntrica como herética, mas apenas como temerária.

– Niccolò Riccardi, Mestre do Sacro Palácio, estava convencido de que o heliocentrismo não era matéria de fé e de que, de forma alguma, convinha comprometer nele as Escrituras.

– Em 1632, na iminência do segundo processo, a Galileu Castelli professou sua fé copernicana a Vincenzo Maculano, Comissário do Santo Ofício:  Relembramos que o sistema heliocêntrico foi usado para a reforma do calendário litúrgico.

 

2.4. A Interpretação da Bíblia

Desde os  Padres dos primeiros séculos do Cristianismo, já eram conhecidos outros sentidos, além do estritamente literal, ao ser interpretada a Bíblia. Henri de Lubac destaca que na exegese medieval se procedia à leitura da Sagrada Escritura segundo os quatro sentidos: literal, histórico, alegórico e moral.

Entretanto, no tempo de Galileu a interpretação da Bíblia era feita de modo mais rígido e, em geral, atendo-se exageradamente ao sentido literal do texto. Como causa principal desse modo de proceder, esteve o protestantismo, que, desde o manifesto de Lutero, em 1517, vinha promulgando a livre interpretação da Bíblia. Para evitar os descréditos que estavam sendo causados à igreja católica romana,  a Igreja passou a  fixar -se mais no sentido literal das palavras da Bíblia, enquanto não houvesse motivos fortes que desaconselhassem tal proceder. Cada época possui paradigmas que limitam o campo de visão de toda uma comunidade. De modo que estes acontecimentos têm que ser analisados no contexto do seu tempo, hoje isso parece-nos aterrador, julgamos de modo fácil sem nos atermos aos costumes de então, no entanto, há apenas  quatrocentos anos, a cultura, os costumes, as leis eram muito diferentes.

 

 Vejamos então como era a mentalidade religiosa nos séculos XVI/XVII  e como em grupos que se tinham separado da igreja romana por estarem em desacordo com os dogmas e a sua postura analisavam o heliocentrismo, como se manifestaram alguns  dos autores protestantes diante do novo sistema:

“Lutero  julgava que as idéias de Copérnico eram idéias de louco, que tornavam confusa a astronomia.

“Melancton, companheiro de Lutero, declarava que tal sistema era fantasmagoria e significava a rebordosa das ciências.

“Kepler (1571-1630), astrónomo protestante contemporâneo de Galileu, teve que deixar sua terra, o Wurttemberg, por causa de suas idéias copernicanas.

“Em 1659, o Superintendente Geral de Wittemberg, Calovius, proclamava altamente que a razão se deve calar quando a Escritura falou; verificava com prazer que os teólogos protestantes, até o último, rejeitavam a teoria de que a Terra se move.

“Em 1662, a Faculdade de Teologia protestante da Universidade de Estrasburgo afirmou estar o sistema de Copérnico em contradição com a Sagrada Escritura.

“Em 1679, a Faculdade de Teologia protestante de Upsala (Suécia) condenou Nils Celsius por ter defendido o sistema de Copérnico.

“Ainda no século XVIII, a oposição luterana contra o sistema de Copérnico era forte: em 1774 o pastor Kohlreiff, de Ratzeburg, pregava energicamente que «a teoria do heliocentrismo era abominável invenção do diabo»”8.

 

 OS PROCESSOS

3.1. O primeiro Processo (1616)

Galileu soube de um aparelho inventado pelo holandês Hans Lippershey que permitia ver objetos afastados com nitidez (telescópio). A partir dessas informações construiu um telescópio com melhores características e com ele fez muitas descobertas, tais como:

– as manchas do Sol (que não é, pois, o corpo perfeito descrito por Aristóteles);

– as crateras da Lua (que, portanto, não é a esfera lisa, perfeita, admitida por Aristóteles);

– a Via Láctea é constituída por um grande número de estrelas;

– Júpiter possui Luas (Galileu descobriu quatro), o que demonstrava que a Terra não era o centro de tudo;

– Vênus tem fases como a Lua; pelo que, muito provavelmente, deveria girar em torno do Sol.

Estas descobertas foram publicadas em 1610 e trouxeram uma grande popularidade a Galileu. Entre os que o cumprimentaram e admiravam seu trabalho, estavam Kepler e Clavius.

Por outro lado, os aristotélicos reagiram violentamente, inclusive duvidando da competência de Galileu como pesquisador: manchas solares e relevo da Lua dever-se-iam a sujeira nas Lentes do telescópio; outras descobertas não passariam de ilusões de óptica.

Em 1611, Galileu esteve em Roma e foi muito homenageado por cientistas e nobres. Foi recebido como membro da Accademia dei Lincei, a mais antiga academia científica da Itália. Os jesuítas (muitos dos quais eram professores e astrónomos) dedicaram-lhe uma festa académica no Colégio Romano, com a presença de condes, duques, muitos prelados e alguns Cardeais. O próprio Papa Paulo V concedeu-lhe audiência.

Os problemas começaram com a publicação do livro Trattato contro il moto della Terra (“Tratado contra o movimento da Terra”), do físico e teólogo Ludovico delle Colombe, neste mesmo ano (1611). Ludovico elogiava Galileu, mas citava trechos da Bíblia e argumentos dos  Padres para demonstrar a tese geocêntrica. Eis algumas das citações: Fundaste a terra em bases sólidas, que são eternamente inabaláveis (Sal 103,5); Uma geração passa, outra vem; mas a Terra sempre subsiste. O sol se levanta, o sol se põe; apressa-se a voltar ao seu lugar (Ecl 1, 4-5).

O problema é que Galileu, em vez de responder com argumentos físicos, usou argumentos bíblicos, citando outro trecho que parece defender a tese contrária: Diante dele estremece a terra inteira (Sal 95,9). (...) Galileu foi processado duas vezes pelo santo ofício pela sua firme defesa do copernicanismo e da última vez, em 1633 foi condenado e persuadido, ou coagido  a abjurar para que a sua vida fosse poupada. Com a pena de  prisão domiciliária, inicialmente esteve acompanhado, mas mais tarde vai para a sua casa onde estava impedido de escrever e de falar com  alguém sem autorização prévia. Mas a um cientista não pode ser pedido que ele deixe de pensar, e continuou a escrever, até não poder mais.


fontes:

www.clerus.org/clerus/dati/2009-01/02-13/O_CASO_GALILEU_I.html



publicado por Sou às 21:04
Sábado, 16 de Janeiro de 2010

 


 



publicado por Sou às 21:27
Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

 

"(...)Com os recursos e percepções do engenho humano" Pode-se construir meios para navegar sem remadores, de modo que naves imensas (...), com um só timoneiro, andem a maior velocidade do que fossem movidas por uma multidão de remadores. Pode-se construir carros que andem sem cavalos(...) é possível também construir máquinas para voar, ( e um instrumento de pequenas dimensões, mas em condições de erguer e abaixar pesos de grandeza infinita (...)"

 

Roger Bacon

 

 

 

 

Roger Bacon nasceu aproximadamente em 1214  e estudou geometria, aritmética, música, e astronomia em Oxford e Montpelier e foi professor de Filosofia na Universidade de Paris entre 1241 e 1247.

Foi discipulo de Robert Grosseteste, mestre Regente e chanceler da Universidade de Oxford e bispo de Lincoln em 1235. Desenvolveu com este diversos estudos no campo da óptica, em Oxford, entre 1247 e 1257. Roger Bacon trabalhou na correcção do Calendário Juliano, fez estudos com nitrato de potássio e após várias experiências descobriu a combinação perfeita da pólvora. Descreveu o olho como uma máquina onde se formam imagens, aperfeiçoou instrumentos de óptica, e, após ter compreendido as causas responsáveis pela refracção da luz, foi o primeiro a sugerir que as lentes poderiam ser usadas como óculos.

Bacon foi pioneiro na estruturação do método experimental, como forma de validação da experiência. Propôs novas metodologias de investigação científica e colocou em causa os métodos de ensino praticados pelos Franciscanos e pelos Dominicanos, e sobretudo  focou que as traduções de Aristóteles e inclusivamente da Bíblia acusavam erros de sentido motivados por desconhecimento idiomas que não eram totalmente dominados pelos tradutores, era preciso saber a fundo as línguas, para poder traduzir com veracidade e dominar a linguagem, para poder traduzir todas as subtilezas próprias de qualquer idioma. Isto tornou-o malquisto  perante as autoridades eclesiásticas de então. 

 



publicado por Sou às 21:14
Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

 

 

 

"É tolice dizer que as criaturas são totalmente más, porque em algum aspecto são nocivas. Podem elas ser nocivas para uns, mas úteis para outros"

Tomás de Aquino

 

 

 

 

Tomás de Aquino foi oriundo de uma família da pequena nobreza que pretendia beneficiar-se das vantagens de ter um filho abade, aos cinco anos foi oferecido como oblato — leigo a serviço de ordem monástica — à abadia de Monte Cassino. Em 1239 foi obrigado a voltar ao convívio da família, quando os monges foram expulsos pelo imperador. Enviado à Universidade de Nápoles, em 1244 ingressou na ordem mendicante dos dominicanos, criada cerca de trinta anos antes, que criticava a vida monástica tradicional em favor de uma prática de pregação e ensino.
Para subtraí-lo à influência da família, que desaprovava seu ingresso na ordem, e ao mesmo tempo possibilitar que continuasse os estudos universitários, seus superiores enviaram-no a Paris. Seqüestrado durante a viagem por seus irmãos, Tomás de Aquino foi encerrado por um ano no castelo de Roccasecca. Tendo resistido a todas as pressões para que abandonasse seus propósitos, foi finalmente libertado e rumou para Paris em 1245.
Na capital francesa, a ciência árabe-aristotélica, totalmente nova para o homem ocidental, chocava os cristãos e provocava forte reação das autoridades da igreja, que adotavam medidas de censura e proibição. Alberto Magno, de quem Tomás de Aquino tornou-se discípulo, estava entre os que não temiam a nova filosofia. Consagrava-se à interpretação dos textos de Aristóteles e à incorporação de suas idéias à doutrina da igreja. Em 1248, ambos seguiram para Colônia e, em 1252, Tomás de Aquino retornou a Paris, onde se formou em teologia. A partir de 1256, tornou-se mestre na matéria, que passou a lecionar numa das escolas dominicanas incorporadas à Universidade de Paris. Nomeado mestre da cúria pontifical, entre 1259 e 1268 lecionou em Anagni, Ovieto, Roma e Viterbo.

Mais uma vez de volta a Paris, Tomás de Aquino opôs-se simultaneamente, em notável polêmica, aos averroístas, que afirmavam que a verdade da fé pode entrar em contradição com a verdade racional e propunham uma teoria dualista; e aos agostinianos, detratores do pensamento aristotélico em favor do dogma cristão. A condenação do averroísmo radical, em 1270, e o subseqüente descrédito face ao pensamento aristotélico prejudicaram o prestígio de Tomás de Aquino.
Em 1272, o filósofo seguiu para Nápoles, onde fundou um núcleo dominicano de estudos na universidade. Ali, as divergências com os agostinianos acentuaram-se. A idéia tomista segundo a qual o homem situa-se na fronteira entre dois universos, o material e o espiritual, era para os agostinianos fruto de uma valorização excessiva da natureza e da matéria, em detrimento da transcendência e superioridade da alma imortal sobre o plano físico.

 

http://www.beatrix.pro.br/index.php/santo-tomas-de-aquino/

 



publicado por Sou às 20:34

 

 

  • "Se dois amigos pedirem para  julgarem uma disputa, não aceites, porque irás perder um amigo; por outro lado, se dois estranhos pedirem o mesmo, aceita, porque irás ganhar um amigo."
  • "Milagres não são contrários à natureza, mas apenas contrários ao que nós sabemos sobre a natureza."
  • "Certamente estamos numa categoria comum com as bestas; toda a acção da vida animal diz respeito a buscar o prazer e evitar a dor."
  • "Se acreditas no que te agrada nos evangelhos e rejeitas o que não gostas, não é nos evangelhos que tu crês, mas em ti."
  • "Ter fé é acreditar naquilo que  não vemos; a recompensa por essa fé é ver aquilo em que tu acreditas."
  • "Cantar é próprio de quem ama."
  • "Aquele que tem caridade no coração tem sempre qualquer coisa para dar."
  • "Dá-me aquilo que ordenas, ordena-me aquilo que queres."
  • "A confissão ( auto consciência) das más acções é o primeiro passo para a prática das boas acções."
  • "A medida do amor é não ter medida."
  • "Em toda parte, uma grande alegria é precedida por um grande sofrimento."
  • "Orgulho não é grandeza, mas inchaço. E o que está inchado parece grande, mas não é sadio."
  • "A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação ensina-nos a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las".
  • "Dai-me a castidade; mas não ainda." (frase dita por Santo Agostinho quando ele entendeu que tinha que se converter mas ainda não tinha coragem).
  • "Existe um outro tipo de tentação, mais perigosa ainda. Essa é a doença da curiosidade (...) É ela que nos leva a tentar descobrir os segredos da natureza, aqueles segredos que estão além da nossa compreensão, que não nos podem trazer nada e que os homens não devem desejar aprender (...) Nessa imensa selva, cheia de armadilhas e perigos, tenho me afastado, e  mantido longe desses espinhos. No meio de todas essas coisas que flutuam incessantemente à minha volta no dia a dia, nada jamais me surpreende, e eu nunca sou tomado por um desejo genuíno de estudá-las (...) Eu não sonho mais com as estrelas".
  • "No amor do próximo o pobre é rico; sem amor do próximo o rico é pobre."
  • "Aquele que vive como verdadeiro justo, e irrepreensivelmente, deixará filhos felizes e venturosos."
  • "O dom da fala não  foi concedido aos homens  para que eles se enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem os seus pensamentos uns aos outros."
  • "Quando quer não pode, quando pode não quis. E assim, por um mal querer, perdeu um bom poder."
  • "Ama, e faz o que quiseres."
  • "Si isti et istae, cur non ego?"
    • "Se estes e estas podem, porque não eu?"
  • "Todas as doenças dos cristãos podem ser atribuídas aos demónios. Eles atormentam principalmente os batizados há pouco, até mesmo recém-nascidos sem culpa."
  • "O bom cristão deve permanecer alerta contra os matemáticos e todos aqueles que fazem profecias vazias. Existe o perigo de que os matemáticos tenham feito uma aliança com o demónio para obscurecer o espírito e confinar o homem às amarras do Inferno."
  • "É impossível que haja habitantes do outro lado da Terra, já que nada é dito a esse respeito nas Escrituras sobre os descendentes de Adão."
  • "Quem enuncia um fato que lhe parece digno de crença ou acerca do qual forma opinião de que é verdadeiro, não mente, mesmo que o fato seja falso".
  • "Não há mentira, apesar do que se diz, sem intenção, desejo ou vontade de enganar".
  • "O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página".
  • "Sem a Matemática não nos seria possível compreender muitas passagens das Santas Escrituras".
  • "Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me adulam, porque me corrompem".
  • "Tarde te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Estavas dentro de mim e eu estava fora, e aí te procurava... Estavas comigo e eu não estava contigo... Mas Tu me chamaste, clamaste e rompeste a minha surdez. Brilhaste, resplandeceste e curaste a minha cegueira".
  • "Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos."
  • "Se o homem soubesse as vantagens de ser bom, seria homem de bem por egoísmo".
  • "No íntimo do homem existe Deus."
  • "Foi o orgulho que transformou anjos em demónios, mas é a humildade que faz de homens anjos."




publicado por Sou às 19:09
Domingo, 10 de Janeiro de 2010

 

 



publicado por Sou às 22:49

 

 



publicado por Sou às 21:31
Domingo, 27 de Dezembro de 2009

 

 



publicado por Sou às 22:55
Domingo, 20 de Dezembro de 2009

 

 

 



publicado por Sou às 22:30
Sábado, 12 de Dezembro de 2009

 

 José Maria Eça de Queirós nasceu na Póvoa do Varzim em 25 de Novembro de 1845.  Foi registado como filho de José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós e de mãe ilegítima. jbo.no.sapo.pt/eca/eca_de_queiros_bio_main.htm

O seu nascimento foi fruto de uma relação ilegítima entre D. Carolina Augusta Pereira de Eça e do então delegado da comarca José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós. D. Carolina Augusta fugiu de casa para que a sua criança nascesse afastada do escândalo da ilegitimidade.

O pequeno Eça foi levado para casa de sua madrinha, em Vila do Conde, onde permaneceu até aos quatro anos. Em 1849, os pais do escritor legitimaram a sua situação, contraindo matrimónio. Eça foi então levado para casa dos seus avós paternos, em Aveiro, onde permaneceu até aos dez anos. Só então se juntou aos seus pais, vivendo com eles no Porto, onde efectuou os seus estudos secundários.

Em 1861, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Aqui, juntou-se ao famoso grupo académico da Escola de Coimbra que, em 1865, se insurgiu contra o grupo de escritores de Lisboa, a apelidada Escola do Elogio Mútuo.

Esta revolta dos estudantes de Coimbra é considerada como a semente do realismo em Portugal. No entanto, esta foi encabeçada por Antero de Quental e Teófilo Braga contra António Feliciano de Castilho, pelo que, na Questão Coimbrâ, Eça foi apenas um mero observador.

Terminou o curso em 1866 e fixou-se em Lisboa, exercendo simultaneamente advocacia e jornalismo. Dirigiu o Distrito de Évora e participou na Gazeta de Portugal com folhetins dominicais, que seriam, mais tarde, editados em volumes com o título Prosas Bárbaras.

Em 1869 decidiu assistir à inauguração do Canal do Suez. Viajou pela Palestina e daí recolheu variada informação que usou na sua criação literária, nomeadamente nas obras O Egipto e A Relíquia.

Por influência o seu companheiro e amigo universitário, Antero de Quental, entregou-se ao estudo de Proudhon e aderiu ao grupo do Cenáculo. Em 1870, tomou parte activa nas Conferências do Casino (marca definitiva do início do período realista em Portugal) e iniciou, juntamente com Ramalho Ortigão, a publicação dos folhetins As Farpas.

Decidiu entrar para o Serviço Diplomático e foi Administrador do Concelho em Leiria. Foi na cidade do Lis que elaborou O Crime do Padre Amaro. Em 1873 é nomeado Cônsul em Havana, Cuba. Dois anos mais tarde, foi transferido para Inglaterra, onde residiu até 1878. Foi em terras britânicas que iniciou a escrita d` O Primo Basílio e começou a arquitectar Os Maias, O Mandarim e A Relíquia. De Bristol e Newcastle, onde residia, enviou frequentemente correspondência para jornais portugueses e brasileiros. No entanto, a sua longa estadia em Inglaterra encheu-o de melancolia.

Em 1886, casou com D. Maria Emília de Castro, uma senhora fidalga irmã do Conde de Resende. O seu casamento é também sui generis, pois casou aos 40 com uma senhora de 29.

Em 1888 foi com alegria transferido para o consulado de Paris. Publica Os Maias e chega a publicar na imprensa Correspondência de Fradique Mendes e A Ilustre Casa de Ramires.

Nos últimos anos, escreveu para a imprensa periódica, fundando e dirigindo a Revista de Portugal. Sempre que vinha a Portugal, reunia em jantares com o grupo dos Vencidos da Vida, os acérrimos defensores do Realismo que sentiram falhar em todos os seus propósitos.

Morreu em Paris em 1900.
 

 



publicado por Sou às 00:03
Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

 

 

 

  Aristóteles foi o primeiro filósofo da cultura ocidental que pensou sériamente em como funcionava o corpo humano. Entre outras coisas ele teorizou que o ser humano pensava com a alma.

 



publicado por Sou às 22:59
Domingo, 22 de Novembro de 2009

 

 



publicado por Sou às 22:04
Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

 

 



publicado por Sou às 23:10

 

 



publicado por Sou às 22:01

1- Irritar-se e Magoar-se com Nosso Próximo

Temos que dividir essa questão em 3 tipos de próximos:
a) os muito próximos, que são aqueles com quem convivemos mais intimamente;
b) os socialmente próximos, que são as pessoas com as quais nos relacionamos, de uma forma ou outra, na vida em sociedade e;
c) os pouco próximos, que são as pessoas em geral, representantes de nossa espécie ou de nosso grupo social com os quais não temos um contacto direto.

A - Os muito próximos

Estão incluídas aqui os familiares mais próximos, como os cônjuges, filhos, pais, irmãos e amigos íntimos. Sendo esse outro uma pessoa muito próxima, alguém de quem gostamos, nossa exigência para com ele será maior, e será tão maior quanto maior for nosso apreço à ele.

Esses muito próximos normalmente nos irritam porque sentem frio ou calor demais, são desorganizados, deixam a torneira pingando ou implicam com a torneira que deixamos pingando, apertam o tubo de creme dental no meio ou se irritam quando fazemos isso, chegam tarde, não dão flores, não valorizam nosso serviço, não gostam das coisas que gostamos, não são tão responsáveis quanto nós, são muito exigentes, têm péssimo gosto musical, se preocupam com besteiras, são muito despreocupados, não retribuem tudo o que lhes fazemos, não têm sentimentos de gratidão para conosco, não nos compreendem, não gostam de nós o tanto que gostamos delas, não lembram datas importantes para nós, não odeiam as pessoas que odiamos, conseguem ficar indiferentes quando estamos irritados e assim por diante.

Exigimos dos nossos muito próximos que concordem com nossos mesmos princípios e pensamentos senão, obviamente, estão errados. Exigimos que se comportem, pensem e julguem tal como faríamos e se, porventura estiverem em desacordo com esse ser especial que somos nós, será motivo suficiente para nos irritar.

Para estarmos de bem com nossos muito próximos, até seus sentimentos devem ser iguais aos nossos: devem antipatizar-se com as pessoas das quais não gostamos, devem achar imoral aquilo que achamos, devem preferir tudo aquilo que preferimos e desprezar tudo que não gostamos, devem ser muito gratos à nós e nos gostar na medida em que achamos justo e assim por diante.

Exigimos dos muito próximos que nossos desejos não sejam apenas atendidos, mas também adivinhados, sem que tenhamos de explicar quais são esses desejos, pois, explicando e pedindo uma postura desejável não seria espontâneo, como gostaríamos que fosse. É muito importante que nosso muito próximo saiba exatamente o que nos agrada, tenha nossa mesma escala de valores e faça seus julgamentos com nossos mesmos critérios.

Há pessoas que não se dão conta dessa nossa exigência desmedida em relação ao nosso muito próximo. Consideram a mágoa e irritabilidade provocada em nós por nosso muito próximo como uma resposta emocional correta, adequada às injustiças e às questões de certo e errado. Mas, quais são esses critérios de justiça, de certo e de errado?

Ora, seria um enorme contra-senso nós, pessoas maravilhosas que somos, estarmos defendendo conscientemente o injusto e o errado. Supomos, então, que tudo aquilo que pensamos e julgamos é certo e justo. Entretanto, este certo e justo são frutos exclusivos de nosso ponto de vista e não do ponto de vista de nosso próximo.

Na realidade nos magoamos muito quando nossas expectativas em relação ao nosso muito próximo não são satisfeitas, quando ele não se comporta do jeito que comportaríamos se fôssemos ele. Nos magoamos quando ele não sente o mesmo que sentiríamos se fôssemos ele. Resumindo, nos magoamos sempre que este nosso muito próximo age, pensa e se comporta diferente de nós mesmos, diferente daquilo que desejamos, diferente daquilo que achamos certo, enfim, diferente de nós.

É sadia a idéia de não ser nosso próximo quem nos irrita mas sim, nós quem nos deixamos irritar por ele. Sempre que nosso muito próximo proceder de forma contrária àquilo que esperamos dele nos irritamos. Esse ser tão especial como nós, jamais poderá ter seus conceitos, idéias e julgamentos contrariados.

Isso nos faz voltar à questão de nossa frustração ser proporcional às nossas pretensões. Se pretendemos que nosso muito próximo seja como nós, pense igual à nós, julgue como nós e dê valor às coisas absolutamente como nós, podemos nos considerar frustrados e irritados desde já, pois, ele não é nós, ele é ele. Não adianta nos frustrarmos diante da eventual ingratidão desse nosso muito próximo para conosco, apesar de tudo o que fazemos por ele. A pretensão da gratidão e de reciprocidade nasce em nós. Também não adianta nos frustrarmos porque nosso muito próximo não antipatiza com as mesmas pessoas que nos são antipáticas ou não goste tanto das pessoas de quem gostamos; seus sentimentos são diferentes dos nossos.

Não há erro no fato de nosso muito próximo ser diferente de nós, ou seja, ele não é culpado pelo simples fato de ser uma pessoa diferente de nós. O erro é pretendermos que ele seja como nós e essa pretensão para que ele seja como nós é nossa, ou seja, a culpa por estarmos decepcionados, magoados e irritados é nossa.

Diante da irritação e mágoa proporcionadas por esse nosso muito próximo diferente de nós, podemos ter duas atitudes possíveis:
1 - Pretender uma mudança em nós mesmos de forma a aceitar nosso próximo tal como ele é e sem que isso nos magoe, nos irrite ou nos frustre ou;
2 - Pretender uma mudança em nosso muito próximo de forma a torná-lo mais parecido com aquilo que gostaríamos que fosse e, com isso, sofrermos menos.
Essas duas questões merecem uma reflexão maior. Nem uma nem outra atitude deve ser absoluta e definitiva. Devemos avaliar uma posição sensata e intermediária, analisar os custos (emocionais) e os benefícios para optar entre uma coisa e outra.

B - Os Socialmente próximos

Socialmente próximos são aqueles com os quais convivemos em sociedade mas não temos uma convivência mais íntima. São pessoas com as quais convivemos nas filas, no trânsito, no trabalho, nas aglomerações, nos estádios, nas igrejas, na rua, na festa, enfim, pessoas que fazem parte da sociedade na qual vivemos.

A tensão e o stress são manifestações emocionais possíveis e importantes que resultam de nossa desarmonia com esses nossos socialmente próximos. Depois de um dia cheio, de uma semana agitada, enfim, depois de algum tempo vivendo a agitação da vida moderna, o esforço que fazemos em conviver com esses nossos semelhantes acaba resultando em tensões emocionais importantes.

Nesta questão é fundamental nos adaptarmos à vida em sociedade. Muito embora as situações da vida moderna dos grandes centros despertem em nós um certo inconformismo, devemos nos manter sempre adaptados à nossa realidade. Caso essa adaptação não seja satisfatória corremos o risco de adoecer, tanto emocionalmente quanto fisicamente.

Saber a diferença entre o conformismo e adaptação é muito importante para adotar uma atitude sadia. Aceitar com indiferença a situação presente, sem nenhuma energia para procurar mudanças é estar conformado. Isso não é sadio e não contribui para melhorar nossa vida e nossa personalidade. Reclamar, protestar, achar que não está bom e procurar novas atitudes deve fazer parte de um inconformismo sadio e desejável de cada um.

Por outro lado, adoecer e passar mal devido às circunstâncias adversas atuais é, não apenas estar inconformado mas, também, estar desadaptado. Diante do trânsito congestionado, de uma fila grande e demorada, das dificuldades do cotidiano devemos estar sempre inconformados e, por causa disso, procurar mudar alguma coisa no sentido de nosso amanhã ser melhor que hoje. No entanto, ficar hipertenso, taquicárdico, com palpitações, com ansiedade exagerada, pânico, etc., devido à essas dificuldades é estar desadaptado.

A adaptação ao nosso socialmente próximo depende da nossa consciência sobre a natureza de nossos semelhantes, consciência esta baseada sempre na consciência que temos de nós mesmos. É muito comum reprovarmos nos outros atitudes que não temos necessidade, coragem ou não nos permitimos tomar. Algumas dessas atitudes que reprovamos nos outros resultam de inclinações e pulsões que nós também temos mas, por uma questão ou outra, não nos permitimos realizar.

Ambição, desejo de vantagem, desejo de ser gostado, respeitado, ouvido, prestigiado, retribuído, agradecido, etc., são pretensões que não existem apenas em nossos semelhantes. Elas estão muito presentes em nosso próprio ser. A única diferença é que, em nós, essas aspirações naturais se manifestam de maneira diferente.

Ora, se eu tenho que chegar ao balcão do açougueiro mantendo-me pacientemente na fila, irrita-me constatar que alguém lá chegou passando na frente. Esse alguém tem o mesmo desejo que nós de ser atendido logo e seus métodos ousados produzem irritação em nós, incapazes que somos de agir igual . É nossa expectativa de reciprocidade não atendida a causa do sentimento. Diz um ditado que o condenado se consola na dor do semelhante.

Se acreditamos que somos rápidos no caixa do banco, irrita-nos a demora do cliente à nossa frente. Ele tem a tranqüilidade de tratar de seus assuntos sem se preocupar com os demais, coisa que não nos permitimos. Estar inconformado com situações assim é natural e normal. Esse inconformismo faz protestar, reclamar, procurar outros horários, enfim, tentar mudar alguma coisa. Estar desadaptado à essas situações significa, além do inconformismo, também ficar extremamente angustiado, com dor de estômago, pressão alta, deprimido, etc.

Quando nossos semelhantes conquistam os mesmos objetivos que gostaríamos de conquistar utilizando métodos diferentes dos nossos, temos tendência a nos desagradar. Causa constrangimento saber que nosso semelhante chegou onde queremos chegar usando algum atalho que não soubemos ou não nos permitimos usar. Irrita saber que ele fez o mesmo que fizemos ou mais, gastando menos, com menos esforço, com mais sucesso...

Para justificar nossas mágoas, irritabilidade ou frustrações com nosso socialmente próximo costumamos alegar questões de justiça, do certo e do errado. Voltamos a enfatizar a grande diferença que há entre as pessoas sobre esses conceitos de justiça, de certo e de errado.

Motoristas, por exemplo, que estacionam em fila dupla para apanhar o filho na saída da escola ou atravessam o sinal fechado, justificam essas atitudes à si próprios com motivos e alegações plausíveis, muito embora sejam contravenções às leis do trânsito. Podem haver razões pessoais para se acharem certos, entretanto, as pessoas que não necessitam recorrer à essas atitudes ou conseguem outras alternativas se irritam com isso.

Não faltam justificativas pessoais para aqueles que furam fila, que jogam lixo em locais indevidos, que não dão esmolas ou que dão, aqueles que trafegam muito lentos ou muito rápidos, enfim, as circunstâncias de cada um determinam atitudes amplamente justificáveis para si mesmos.

Alguns chavões sócio-culturais que ninguém ousa contestar podem ser usados para justificar muitas atitudes, como por exemplo, a segurança pessoal, a segurança dos familiares, a estabilidade econômica, as urgências cotidianas que obrigam tomar esta ou aquela atitude, a carência, fome, desemprego, etc. Enfim, na cabeça de nosso socialmente próximo sempre há uma justificativa pessoal para que ele proceda dessa ou daquela forma mas, para nós, que não vivemos sua realidade, essas justificativas não são válidas e acabam nos irritando.

Para melhorar a convivência com nossos socialmente próximos precisamos melhorar nossa adaptação. Como dissemos, é permitido e até desejável estarmos inconformados com alguns desses nossos semelhantes, inconformados com o fato de termos de engolir alguns desses nossos socialmente próximos com seus métodos estranhos de se portarem. O inconformismo é importante para nos empenharmos em mudanças e novas atitudes numa tentativa de melhorar nosso amanhã. Entretanto, a compreensão, complacência e tolerância são as armas com as quais lutaremos para nos adaptar e nos manter sadios.

Um dos argumentos possíveis para que tenhamos a compreensão, a complacência e a tolerância necessárias à adaptação é a valorização consciente de nossa saúde e bem estar. Considerando que a saúde e o bem estar são nosso patrimônio mais valioso, colocá-lo à mercê de terceiros é um risco muito grande. Permitir que pessoas outras, nem tão íntimas, nem tão queridas, possam comprometer nosso maior patrimônio e, indiretamente, comprometer o bem estar de nossos familiares é muito insensato.

Ao permitirmos que as querelas do cotidiano, que atitudes corriqueiras ou pouco importantes de nossos socialmente próximos nos magoe, aborreça ou irrite, estaremos colocando nosso bem estar, nossa felicidade e até nossa saúde nas mãos de pessoas desconhecidas, de pessoas que não se importarão nem um pouco com nossa pessoa e, muito menos com nosso estado.
De fato, para nos mantermos imunes às influências danosas que aqueles socialmente próximos são capazes de exercer sobre nós, devemos alimentar um estado de espírito (humor ou estado afetivo) elevado o suficiente para não nos sensibilizarmos com suas atitudes.

É bom lembrar sempre que nosso coração é muito importante para fazê-lo sofrer por alguém que nem conhecemos muito bem ou nos é totalmente estranho. O mesmo se aplica à nossa pressão arterial, ao nosso estômago, enfim, todo nosso ser é demasiadamente importante para nos submetermos à estranhos. É bom lembrar sempre que nossa imunidade depende exclusivamente de nós mesmos e não de nossos socialmente próximos. Somos nós quem nos concedemos ou não essa imunidade.


 


Ballone GJ - A Convivência com o Próximo - in. PsiqWeb, Internet, disponível em

 

http://sites.uol.com.br/gballone/voce/proximo.html



publicado por Sou às 21:25
Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

 

 



publicado por Sou às 22:46
Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

"Um antigo psiquiatra, já falecido,  incentivou-me nos primeiros passos da psiquiatria, não se cansava de dizer que a maior causa de aborrecimentos do ser humano é outro ser humano, muito embora dissesse também, que a maior causa de alívio desses aborrecimentos é outro ser humano. 

Interessa aqui falar um pouco da primeira parte dessa questão, ou seja, da má influência do nosso próximo no nosso estado de espírito. Se a colocação de meu antigo mestre for verdadeira, e parece que é, então para o bem viver emocional devemos aperfeiçoar a nossa capacidade de convivência com nosso semelhante.

Ao falar sobre a capacidade dos  nossos semelhantes em aborrecer-nos estamos a falar das frustrações, mágoas e irritabilidade que os nossos semelhantes nos podem produzir. Conforme veremos adiante, de antemão podemos dizer que as nossas frustrações, mágoas e irritabilidade, são proporcionais àquilo que esperamos dos outros; quanto mais esperamos, mais sofremos.

Sempre que esse fato é comentado alguém  pergunta quase angustiado: Então não devemos esperar nada de ninguém? Não, não devemos. E é bom acostumarmo-nos com essa ideia. Quanto mais esperamos de alguém, mais corremos o risco de frustrações, mágoas e irritabilidade. 

Portanto, é bom saber que de tudo o que fizermos, não podemos esperarmos nada em troca, fazemos por uma questão de consciência, isso deixa-nos bem connosco. Se algo de bom vier dos nossos semelhantes será um lucro agradável e, se não vier nada, será normal.

O ser humano, apesar dos milhares de anos conseguindo se adaptar à natureza, conseguindo sobreviver às intempéries, aos terramotos, aos animais ferozes, às epidemias e a toda sorte de dificuldades e perigos que o mundo oferece, continua hoje sofrendo e sendo vítima daquilo que sempre lhe pareceu o menor dos perigos: seu semelhante e ele mesmo.

É muito difícil tratar dessa importante questão do nosso relacionamento com os outros e connosco mesmo de forma resumida e prática. Primeiro, devido ao risco de falar o óbvio e aquilo que todos já sabem e, segundo, corre-se o risco de falar coisas desagradáveis de se ouvir.

Durante toda nossa história podemos experimentar algum sofrimento, mágoa ou desencanto com o nosso próximo e, não obstante, este sofrimento, mágoa e desencanto serão tão maiores quanto menos nos conhecermos e menos conhecermos o nosso próximo. Aliás, conhecer nosso próximo só é possível na medida em que conhecemos nós mesmos.

Uma das maiores dificuldades de convivência entre as pessoas se baseia-se fato do ser humano apresentar-se um ser social por natureza e, simultaneamente, um ser egocêntrico. Por sermos sociais, somos incapazes de viver sozinhos no mundo e, por sermos egocêntricos somos, ao mesmo tempo, incapazes de conceder aos nossos semelhantes as mesmas regalias que nos concedemos. Portanto, sozinhos não conseguimos viver e, paradoxalmente, com o outro também é difícil.

Para compensar essa peça que a natureza nos pregou, fomos dotados de um atributo muito especial: somos capazes de mudar. Trata-se do livre arbítrio ou seja, da capacidade de mudanças, de procurar um amanhã melhor que o hoje. Normalmente a nossa evolução acontece através de mudanças em posturas e em atitudes diante dos semelhantes e da vida. Neste trabalho vamos falar sobre as dificuldades da pessoa em conviver com seu semelhante.

Estando a pessoa a sofrer por  alguma mágoa ou frustração produzida por outra pessoa ou por circunstâncias do destino, será melhor pleitear uma mudança na sua própria postura diante dos outros e do mundo para que não se magoe e nem se frustre. Essa é a atitude mais sensata principalmente porque não  temos  acesso e não podemos mudar o outro e nem o mundo.

Inicialmente, vamos considerar que a mágoa, o aborrecimento, a irritabilidade e a frustração são sempre de autoria da pessoa que se sente magoada, aborrecida, irritada e frustrada. São sentimentos que nascem na própria pessoa, portanto, a culpa, no sentido involuntário do termo, deve recair sobre quem está magoado, aborrecido, irritado e frustrado. É a pessoa quem alimenta tais sentimentos, é ela quem se deixa magoar, frustrar e aborrecer.

Assim sendo, em termos de sentimentos, o raciocínio mais correto é dizer que a pessoa deixou-se magoar por fulano e não que foi magoada por ele. Não deve ser fulano quem nos irrita mas sim, nós nos deixamos irritar por fulano. Portanto, como se vê, os nossos aborrecimentos têm uma origem dentro de nós, são sentimentos nossos.

 Primeiramente, se nos sentimos magoados, aborrecidos, irritados e frustrados sem que essa tenha sido a intenção dos outros, a culpa é da nossa sensibilidade. Estão nessa situação os sentimentos de humilhação que experimentamos quando o nosso orgulho é ofendido. Ora, estamos falando do nosso orgulho. Ou nos sentimos magoados quando achamos que não estamos sendo amados o tanto que gostaríamos de ser amados. Ora, a quantidade que gostaríamos de ser amados e apreciados é  a nossa pretensão, portanto, de nossa exclusiva responsabilidade. Ou nos sentimos frustrados porque o outro não satisfaz nossas expectativas. Ora as expectativas são construídas por nós, portanto, da nossa autoria.

Em segundo lugar, mesmo sendo de intenção dos outros magoar-nos, humilhar-nos, frustrar-nos ou irritar-mos, se estivermos muito bem connosco mesmo, jamais nos deixaremos abater por tais sentimentos. A fragilidade sentimental (afectiva) favorece a nossa vulnerabilidade às más intenções dos nossos semelhantes.

 As nossas frustrações costumam ser proporcionais às nossas pretensões. Quem deseja ser sempre obedecido incondicionalmente, com certeza terá muitas oportunidades na vida para sentir-se frustrado, assim como quem deseja ser sempre e por todos compreendidos, amado, aplaudido, respeitado, irá sentir-se frustrado. Muitas vezes magoamo-nos por sentirmos que não estamos sendo compreendidos e acarinhados o tanto que gostaríamos de ser, e sentimo-nos humilhados por não sermos prestigiados o tanto que achamos que merecemos, e assim por diante.

Uma das causas das nossas frustrações é também a sensação de falta de reciprocidade, ou seja, quando não fazem connosco ou para nós o mesmo que acreditamos ter feito (de bom) aos outros. As pessoas irritam-se ao esperar na fila porque, normalmente, não gostam de deixar ninguém esperando por elas. A realidade nua e crua, é que nós não gostamos de deixar outros esperando porque não gostamos de esperar, somos gentis no trânsito na expectativa de que sejam gentis connosco, damos esmolas porque não gostamos de nos sentir sem dinheiro, somos honestos porque esperamos honestidade dos outros... Ou seja o nosso parâmetro de bondade, caridade, compreensão, etc. é sempre nós mesmos.

Essas pretensões para que os nossos próximos façam isso ou aquilo, que procedam dessa ou daquela forma nascem e existem dentro de nós, é um parâmetro nosso. Mas, por outro lado, o nosso semelhante também tem, tal como nós, suas pretensões. Aliás, as mesmas pretensões que temos. Ora, como poderíamos pretender um equilíbrio harmónico entre duas pessoas que pretendem, simultaneamente, serem ambos admirados, amados, respeitados, obedecidos, etc. se essas pessoas não entenderem que ambos são iguais? Frustrar-se e magoar-se porque meu próximo também pretende ser admirado, gostado, respeitado e obedecido é, no mínimo, um grande contra-senso.

Para entendermos nosso semelhante basta consultarmos as nossas próprias pretensões, pulsões, inclinações e anseios (é por isso que ele se chama nosso semelhante). Portanto, tudo começa com a consciência a respeito de nós mesmos.

 

http://sites.uol.com.br/gballone/voce/proximo.html



publicado por Sou às 22:14
Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

CLEÓBULO DE LINDOS

. Sê piedoso.

• Cuida da tua língua.

• Educa os teus filhos.

• Invoca a Fortuna.

• Coloque um fim aos teus ódios.

• Tem uma língua tolerante.

• Não faças Nada com violência.

• Respeite o pai.

• Convém saber muito e não ignorar.

• A compostura é a melhor de todas as virtudes.

• Dá aos teus conhecidos os melhores conselhos.

• Ocupemo-nos de comportar-nos bem de corpo e alma.

• Sabe escutar, mas não a todos indistintamente.

• Nas horas boas não sejas orgulhoso, e nas más não te humilhes.

• Considera como inimigo público qualquer um que odeie o povo.

• Não animes as brincadeiras de mau gosto com teu sorriso:  tornarár-te à detestável aos atingidos.

• Detestar a injustiça é o mesmo da virtude e o contrário da maldade.

• Não castigues os teus escravos quando estão bêbados: Pensarão que  também estás bêbado.

• Casa com uma mulher com condições iguais: Se for mais rica terás amos no lugar de parentes.

• Na presença de ninguém deves castigar a tua esposa e nem acariciá-la: A primeira atitude é a pior, mas a segunda pode despertar paixões a outros.

 

www.sdr.com.br/Pensadores



publicado por Sou às 22:50

PERIANDRO DE CORINTO


1. O estudo abarca todas as coisas.

2. O repouso é agradável.

3. A temeridade é perigosa.

4. Um lucro desonesto é uma calúnia contra o espírito.

5. A democracia é preferível à tirania.

6. Os prazeres são mortais, as virtudes imortais.

7. Moderação na abundância, prudência na adversidade.

8. Mais vale morrer na pobreza, que viver na necessidade.

9. Sê digno de pai e mãe.

10. Procura o louvor em vida e a felicidade na morte.

11. Feliz, ou infeliz, sê contante para os amigos.

12. Transgride os maus juramentos.

13. Guarda os segredos.

14. Julga para obteres a amizade dos julgados.

15. Rege-te pelas leis antigas, mas come alimentos frescos.

16. Castiga os deliquentes mas impede a reincidência.

17. Oculta os desgostos, para não dares motivo de gozo aos inimigos.
 

forumpatria.com/filosofia-ciencias-sociais-e-psicologia/os-sete-sabios-da-antiguidade-classica/



publicado por Sou às 22:40


1. Aguarda a melhor oportunidade.

2. Não reveles projectos para, se falhares, não seres motivo de troça.

3. Cultua a amizade.

4. Não faças o que não gostares que te façam.

5. Não julgues um infeliz, porque os deuses vingam-se.

6. Paga o que pediste emprestado.

7. Aceita as pequenas contrariedades dos estranhos.

8. Ama o próximo, mesmo que sejas inferior.

9. Não fales mal de um amigo, nem bem dum inimigo; se o fizeres serás insensato.

10. Sábio é quem sabe discernir o futuro; o passado é passado, mas o porvir é incerto.

11. A terra é sólida, o mar, não.

12. A ambição é insaciável.

13. Sê honesto.

14. Dá-te ao respeito.

15. Ama a educação, a temperança, a prudência, a verdade, a fidelidade, a experiência, a gentileza, a companhia dos outros, a exactidão, os cuidados domésticos, a arte e a piedade.

 

forumpatria.com/filosofia-ciencias-sociais-e-psicologia/os-sete-sabios-da-antiguidade-classica/

 



publicado por Sou às 22:20

 

 

 

A ignorância é incómoda.

Conhece-te a ti mesmo.

Espera receber de teus filhos, quando fores velho, o mesmo tratamento que dispensaste a teus pais.

Evita as palavras que possam ferir os amigos.

Evita enriquecer por vias desonestas.

Evita os adornos exteriores e procura os interiores.

Perto ou longe, importa lembrar os amigos.

Quem promete falta.

Se és chefe, começa por saber dominar-te.

 

www.eurosophia.com/filosofia/filosofia/filosofia/sete_sabio_grecia.htm



publicado por Sou às 22:12
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