Segunda-feira, 08 de Dezembro de 2008

afirmava que todos eles cumpriam a Vontade de Deus: “Bendizei o Senhor, vós todos os seus exércitos, vós, Seus ministros, que cumpris Sua Vontade” (Sl103:21). Por sua vez, o rei Salomão assegura que, tal
como seu pai Davi, o Senhor também lhe havia dado o conhecimento a respeito dos seres da natureza: “Ele me deu um conhecimento infalível dos seres para entender a estrutura do mundo,a atividade dos elementos” (Sb7:17).
Sobre Salomão, o Corão diz na 34ª surata – Sabá: “E djins trabalhavam para ele com a permissão de seu Senhor.” A 72ª surata do Corão tem o título de “Os djins” e fala justamente desses seres. Em épocas remotas, os enteais eram conhecidos pelo nome de “dschins” ou “dschedjins”. Um outro tipo de enteais, também muito conhecido na Antiguidade, são os que cuidam das crianças boas até o despertar do espírito. Reminiscências desse saber perdido sobrevivem nos quadros e temas que mostram anjos da guarda junto ao berço dos bebês (muito comuns no século XVII), assim como também neste salmo: “Ele ordenou aos seus anjos que te guardem em teus caminhos todos. Eles te levarão em suas mãos, para que teus pés não tropecem numa pedra”
(Sl91:11,12). No século V a.C., Platão já falava da existência desses anjos da guarda, e muito tempo depois, no século IV d.C., o famoso São Jerônimo afirmava que esses anjos eram dados aos seres humanos quando de seu nascimento. Estes seres não são anjos, mas sim guardiões das crianças boas durante alguns anos. Para cada faixa de idade há um enteal específico, tanto para meninas como para meninos.
Nos antigos escritos apocalípticos judaicos, observa-se que cada nação tinha uma espécie de patrono angélico, que vigiava sobre ela e a representava. Isso também é reminiscência de um saber perdido sobre os enteais, pois cada país tinha, de fato, um regente enteálico responsável por sua proteção. (...)
Os antigos judeus também possuíam um saber sobre os enteais e sua atuação. Prova disso é um ramo remanescente do judaísmo que se apóia num livro chamado Zohar (Livro do Esplendor), do século XIII. (...)
O também hebreu Livro de Enoch, que se acredita ter sido escrito no século II a.C., traz um
trecho referente aos enteais (igualmente chamados ali de anjos) na parte denominada Visão de Enoch:

 

Roberto C. P. Junior

Agosto de 2008




publicado por Sou às 22:52
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