Domingo, 31 de Agosto de 2008

 

 



publicado por Sou às 22:37
Domingo, 31 de Agosto de 2008

 

 

Nós somos tão, tão frágeis, tão, tão descartáveis . Apesar de toda a ciência, de todo o progresso da medicina, de toda a tecnologia, de  todas as orações perante o universo somos tão descartáveis, a nossa esperança é sermos amados e protegidos por Deus, mas quem é Deus? Quem entra nos seus mistérios? A esperança para a dor de quem fica, já que estar morto ao que parece é não sentir mais dor, nem frio, nem calor, é entrar no nada humano, é entregue à Fé. Pela fé imaginamos que seguimos para outro mundo paralelo, não corpóreo, mas incorpóreo,... e esta é uma caminhada solitária, a fé é como imaginar, como sonhar acordado, é deixar o nosso cérebro  criar um lugar assim confortável, doce, abrigado, cheio de amor,  para aqueles que um dia estiveram entre nós e nos abraçaram, nos beijaram, nos arreliaram, nos aborreceram, nos magoaram, nos amaram, ... Não estou triste, há é coisas que me fazem sentir tão frágil como uma criança de colo e é nessas alturas que eu choro, o que querem dizer estas lágrimas que deito por alguém que nunca conheci? A dor dos outros também me penetra, como se outros não houvessem e fossemos apenas um.    
 Uma amiga minha, há um mês atrás, estava desesperançadada porque os médicos tinham dado ao irmão apenas três meses de vida. A esperança de reverter o quadro, de prolongar a vida por mais tempo, estava numa cirurgia  extremamente minuciosa e de grande risco. A cirurgia foi bem sucedida, o irmão da minha amiga teve uma boa recuperação pós operatória e  regressou a casa feliz, compreendendo que a vida era uma dádiva preciosa, planeou e prometeu a si próprio e à sua família, que iria viver de outra forma, os  bens supérfluos, a acumulação de coisas já não lhes interessava, a vida era o que mais de precioso possuia.  No entanto, os caprichosos "deuses" tinham outros planos para ele, após recuperar, exatamente trinta dias após a cirurgia, foi chamado e partiu para o céu dos profetas, aquele céu que só conseguimos aceder pela fé, pela imaginação, pelo sonhar acordado.
 
 
 

 


publicado por Sou às 19:25
Sábado, 30 de Agosto de 2008

 

 



publicado por Sou às 20:19
Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

 

  

"E então um homem disse, Fala-nos do Auto-conhecimento.
E ele respondeu, dizendo:

Os vossos corações conhecem em silêncio os segredos dos dias e das noites.
Mas os vossos ouvidos anseiam pelo som do conhecimento do vosso coração.


Vós sabeis por palavras aquilo que sempre soubestes em pensamento.

Tocais com a ponta dos dedos o corpo nu dos vossos sonhos.

E ainda bem que assim é.

A nascente oculta da vossa alma deve erguer-se e correr a murmurar para o mar, e o tesouro das vossas profundezas infinitas será revelado perante os vossos
olhos.

Mas que não haja medidas para pesar o vosso tesouro desconhecido;
E não procureis as profundezas do vosso conhecimento com limites.

Pois o ser em si não tem limites nem medidas.

Não digais "Encontrei a verdade", mas antes "Encontrei uma verdade."

Não digais "Encontrei o caminho para a alma", mas antes "Encontrei a alma a seguir o meu caminho''.

Pois a alma percorre todos os caminhos.

A alma não percorre uma linha, nem cresce como um caniço.

A alma desvenda-se a si própria como um lotus de incontáveis pétalas.


Por Kahlil Gibran em "O Profeta""

 



publicado por Sou às 21:30
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Anjo acordando o profeta ELIAS -óleo sobre tela de Juan Antonio de Frias e Escalante

 

  

"«Dais muito pouco quando estais a dar o que vos pertence.
Só quando vos dais a vós próprios é que estais verdadeiramente a dar.

Pois o que são as vossas pertenças senão aquilo que guardais com medo de necessitar amanhã?

E amanhã, que trará o amanhã ao cão prudente que vai enterrando ossos na areia sem marcas enquanto segue os peregrinos até à cidade santa?

E o que é o medo da necessidade senão a própria necessidade?

Não é o receio da sede que sentis quando o vosso poço está cheio, da sede insaciável?

Há aqueles que dão pouco do muito que têm, e fazem-no para conseguirem reconhecimento e o seu desejo oculto torna as suas dádivas sem valor.

E há aqueles que, tendo pouco, tudo dão.

Esses são os que acreditam na vida e na magnificência da vida e o seu cofre nunca está vazio.

Há aqueles que dão com alegria, e essa alegria é a sua recompensa.
E há aqueles que dão com dor e essa dor é o seu baptismo.

E há aqueles que dão e não conhecem a dor ao dar, nem procuram alegria, nem dão para se sentirem virtuosos; Dão, tal como no vale a murta exala o seu perfume para o espaço.

E através das mãos desses que Deus fala, e por detrás dos seus olhos que Ele sorri para a terra.

É bom dar quando vos é pedido, mas é melhor dar se vos pedirem só através da compreensão; E para o que tem as mãos abertas a busca daquele que vai receber é uma alegria maior do que dar.

E que podereis conservar?
Tudo o que possuís será um dia dado.
Por isso dai agora, agora que a época da dádiva pode ser vossa e não dos vossos herdeiros.

Dizeis muitas vezes "Eu daria, mas só a quem o merecesse".
As árvores do vosso pomar não dizem isso, nem os rebanhos nas pastagens. Eles dão para poder viver, pois não dar é perecer.

Aquele que é merecedor das suas noites e dos seus dias é com certeza merecedor de tudo.
E aquele que mereceu beber do oceano da vida merece encher a taça no vosso ribeiro.

E que deserto maior haverá do que aquele que assenta na coragem e na confiança de receber?

E quem sois vós para que os homens se desnudem e exponham o seu orgulho, para que os possais ver nus e com o orgulho a descoberto?

Certificai-vos primeiro de que sois dignos de dar e de ser instrumento da dádiva. Pois, na verdade, é a vida que dá à vida, enquanto vós, que vos considerais dadores, não passais de testemunhas.

E vós, os que recebeis – e todos recebeis – não carregueis o fardo da gratidão, pois estareis a colocar um jugo sobre vós e sobre aquele que dá.

Erguei-vos antes juntamente com o que dá, sobre essas dádivas como se elas fossem asas; Porque ter demasiada consciência da vossa dívida é duvidar da generosidade daquele que tem a terra de coração livre como mãe e Deus como pai.»

excerto do livro O Profeta"  Kahlil Gibran

 



publicado por Sou às 22:29
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

o

 

 

 

"No jardim de um hospital psiquiátrico conheci um jovem formoso de rosto pálido e encantador...

Sentando-me a seu lado num banco, perguntei-lhe:

- Porque estás aquí?

Olhando-me, com estranheza, disse:

- Essa é uma pergunta pouco própria, mas, de qualquer modo, responderei.

Meu pai quis fazer de mim uma cópia dele; o mesmo ocorreu com o meu tio. Minha mãe queria que fosse igual ao seu pai. Minha irmã apontava o seu esposo, oficial da marinha, como o modelo de perfeição a seguir. Meu irmão, excelente atleta, pensava que eu devia ser como ele.

E também os meus professores, de filosofia, de música, de matemática, me incitavam a ser um reflexo deles num espelho.

Por isso vim para aqui. Parece-me mais saudável. Pelo menos poderei ser eu mesmo.

De repente, voltou-se para mim, e disse:

Diz-me tu, agora. Vieste parar a este lugar guiado pela educação e pelos bons conselhos?

Eu respondi:

- Não, sou só um visitante.

Então ele disse:

- Ah!!!. És um daqueles que vive no manicómio, mas, do outro lado do muro?


 Khalil Gibran

 



publicado por Sou às 22:01
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

 

Dos Filhos

 


(...) E uma mulher que carregava o filho nos braços disse: “Fala-nos dos filhos.”

 

 

E ele disse:

 

 

Vossos filhos não são vossos filhos.

 

 

São filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma.

 

 

Vêm através de vós, mas não de vós.

 

 

E, embora vivam convosco, a vós não pertencem.

 

 

Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,

 

 

Pois eles têm seus próprios pensamentos.

 

 

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;

 

 

Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

 

 

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis faze-los como vós,

 

 

Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.

 

 

Vós sois o arco dos quais vossos filhos, quais setas vivas, são arremessados.

 

 

O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com Sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.

 

 

Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:

 

 

Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco, que permanece estável.

 

 

 

Kahlil Gibran

 



publicado por Sou às 08:20
Terça-feira, 26 de Agosto de 2008



Então, uma mulher disse: “Fala-nos da alegria e da tristeza.”

E ele respondeu:
“ A Vossa alegria é vossa tristeza desmascarada.

E o mesmo poço que dá nascimento a vosso riso foi muitas vezes preenchido com vossas lágrimas.

E como poderia não ser assim?

Quanto mais profundamente a tristeza cavar suas garras em vosso ser, tanto mais alegria podereis conter.

Não é a taça em que verteis vosso vinho a mesma que foi queimada no forno do oleiro?

E não é a lira que acaricia vossas almas a própria madeira que foi entalhada à faca?

Quando estiverdes alegres, olhai no fundo de vosso coração, e achareis que o que vos deu tristeza é aquilo mesmo que vos está dando alegria.

E quando estiverdes tristes, olhai novamente no vosso coração e vereis que, na verdade, estais chorando por aquilo mesmo que constituiu vosso deleite.

Alguns dentre vós dizeis: ‘A alegria é maior que a tristeza’, e outros dizem: ‘Não, a tristeza é maior.

’Eu, porém, vos digo que elas são inseparáveis.

Vêm sempre juntas; e quando uma está sentada à vossa mesa, lembrai-vos de que a outra dorme em vossa cama.

Em verdade, estais suspensos como os pratos de uma balança entre vossa tristeza e vossa alegria.

É somente quando estais vazios que estais em equilíbrio.

Quando o guarda do tesouro vos suspende para pesar seu ouro e sua prata, então deve a vossa alegria e a vossa tristeza subir ou descer.”


Khalil Gibran

 

 

 

 

 O seu nome completo é Gibran Kahlil Gibran. Assim assinava em árabe. Em inglês, preferiu a forma reduzida e ligeiramente modificada de Khalil Gibran. É mais comumente conhecido sob o simples nome de Gibran.

1883 - Nasceu em 6 de janeiro, em Bsharri, nas montanhas do Líbano, a uma pequena distância dos cedros milenares. Tinha oito anos quando, um dia, um temporal se abate sobre sua cidade. Gibran olha, fascinado, para a natureza em fúria e, estando sua mãe ocupada, abre a porta e sai a correr com os ventos.

Quando a mãe, apavorada, o alcança e repreende, ele lhe responde com todo o ardor de suas paixões nascentes: "Mas, mamãe, eu gosto das tempestades. Gosto delas. Gosto!" (Um de seus livros em árabe será intitulado Temporais).

1894 - Emigra para os Estados Unidos, com a mãe, o irmão Pedro e as duas irmãs Mariana e Sultane. Vão morar em Boston. O pai permanece em Bsharri.

1898/1902 - Vota ao Líbano para completar seus estudos árabes. Matricula-se no Colégio da Sabedoria, em Beirute. Ao diretor, que procura acalmar sua ambição impaciente, dizendo-lhe que uma escada deve ser galgada degrau por degrau, Gibran responde: "Mas as águias não usam escadas!"

1902/1908 - De novo em Boston. Sua mãe e seu irmão morrem em 1903. Gibran escreve poemas e meditações para Al-Muhajer (O Emigrante), jornal árabe publicado em Boston. Seu estilo novo, cheio de música, imagens e símbolos, atrai-lhe a atenção do Mundo Árabe. Desenha e pinta numa arte mística que lhe é própria. Uma exposição de seus primeiros quadros desperta o interesse de uma diretora de escola americana, Mary Haskell, que lhe oferece custear seus estudos artísticos em Paris.

1908/1910 - Em Paris. Estuda na Académie Julien. Trabalha freneticamente. Freqüenta museus, exposições, bibliotecas. Conhece Auguste Rodin. Uma de suas telas é escolhida para a Exposição das Belas-Artes de 1910. Nesse ínterim, morrem seu pai e sua irmã Sultane. 1910 - Volta a Boston e, no mesmo ano, muda-se para Nova York, onde permanecerá até o fim da vida. Mora só, num apartamento sóbrio que ele e seus amigos chamam As-Saumaa (O Eremitério). Mariana, sua irmã, permanece em Boston. Em Nova York, Gibran reúne em volta de si uma plêiade de escritores libaneses e sírios que, embora estabelecidos nos Estados Unidos, escrevem em árabe com idênticos anseios de renovação. O grupo forma uma academia literária que se intitula Ar-Rabita Al-Kalamia (A Liga Literária), e que muito contribuiu para o renascimento das letras árabes. Seus porta-vozes foram, sucessivamente, duas revistas árabes editadas em Nova York: Al-Funun (As Artes) e As-Saieh (O Errante).

1905/1920 - Gibran escreve quase que exclusivamente em árabe e publica sete livros nessa língua: 1905, A Música; 1906, As Ninfas do Vale; 1908, Espíritos Rebeldes; 1912, Asas Partidas; 1914, Uma Lágrima e um Sorriso; 1919, A Procissão; 1920, Temporais. (Após sua morte, será publicado u m oitavo livro, sob o título de Curiosidades e Belezas, composto de artigos e histórias já aparecidas em outros livros e de algumas páginas inéditas).

1918/1931 - Gibran deixa, pouco a pouco, de escrever em árabe e dedica-se ao inglês, no qual produz também oito livros: 1918, O Louco; 1920, O Precursor; 1923, O Profeta; 1927, Areia e Espuma; 1928, Jesus, o Filho do Homem; 1931, Os Deuses da Terra. (Após sua morte serão publicados mais dois: 1932, O Errante; 1933, O Jardim do Profeta.) Todos os livros em inglês de Gibran foram lançados por Alfred A. Knopf, dinâmico editor norte-americano com inclinação para descobrir e lançar novos talentos. Ao mesmo tempo em que escreve, Gibran se dedica a desenhar e pintar. Sua arte, inspirada pelo mesmo idealismo que lhe inspirou os livros, distingue-se pela beleza e a pureza das formas. Todos os seus livros em inglês foram por ele ilustrados com desenhos evocativos e místicos, de interpretação às vezes difícil, mas de profunda inspiração. Seus quadros foram expostos várias vezes com êxito em Boston e Nova York. Seus desenhos de personalidades históricas são também célebres.

1931 - Gibran morre em 10 de abril, no Hospital São Vicente, em Nova York, no decorrer de uma crise pulmonar que o deixara inconsciente.

 

 www.paralerepensar.com.br/gibran.htm



publicado por Sou às 23:58
Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

 

 



publicado por Sou às 08:00
Domingo, 24 de Agosto de 2008

 

 



publicado por Sou às 08:15
Domingo, 24 de Agosto de 2008

 

Caminha serenamente por entre o barulho e a agitação, e lembra-te da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto possível sem abrires mão da tua dignidade, mantêm-te em boas relações com todos. Diz a tua verdade com calma e clareza e escuta os outros ainda que menos dotados e ignorantes; também eles têm a sua história. Evita as pessoas ruidosas e agressivas: elas são uma mortificação para o espírito. Se te comparas com os outros, podes tornar-te vaidoso e amargo pois haverá sempre pessoas superiores e inferiores a ti. Alegra-te com as tuas realizações e com os teus planos. Aprecia a tua carreira por modesta que seja: é um bem real, entre os sucessos mutáveis do tempo. Sê prudente nos teus empreendimentos! O mundo está cheio de astúcia. Mas que isto não te cegue a ponto de não veres virtude onde ela exista. Muita gente luta por altos ideais e em toda a parte a vida está cheia de heroísmos. Sê tu mesmo. Especialmente não simules amizade, nem sejas cínico em relação ao amor, pois, sob a aparência de secura e desencanto, ele é perene como a relva. Acolhe de bom grado o conselho dos anos e abandona com dignidade as coisas da juventude. Cultiva a força de espírito a fim de puderes enfrentares as surpresas da sorte adversa. Mas não te angusties com imaginações. Muitos temores são filhos do cansaço e da solidão. Para além de uma disciplina salutar, trata-te com delicadeza. És filho do universo, nada menos que as árvores e as estrelas; tens o direito de o habitar. Seja isto caro ou não para ti, não há dúvida que o universo vai evoluindo como deve. Por isso, procura a paz com Deus, seja qual for a ideia que D'ele fazes. Sejam quais forem as tuas lutas e aspirações, conserva a paz contigo mesmo no meio do bulício da vida. Não obstante a mentira, o cansaço e os sonhos desfeitos, este mundo é maravilhoso. Tem cautela. Esforça-te por ser feliz.

 

texto encontrado em Old St. Paul,s Church, com data de 1692 de Max Ehrmann, «Desiderata» (em latim Desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração

 

  

 

 

 



publicado por Sou às 01:20
Sábado, 23 de Agosto de 2008

 

 



publicado por Sou às 07:38
Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

 

 



publicado por Sou às 07:19
Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

"Todas as grandezas desse mundo não valem um bom amigo."

 

Filósofo iluminista francês nascido em Paris, um dos mais influentes da história e famoso por criticar violentamente a Igreja e a intolerância religiosa, tornando-se o símbolo da liberdade de pensamento. Filho de abastada família burguesa, estudou leis com os jesuítas no Colégio Louis-le-Grand em Paris, e tornou-se escritor. Membro da Société du Temple, de libertinos e livres-pensadores, foi prisioneiro da Bastilha por 11 meses (1717-1718) como responsável por um panfleto satírico, embora alegasse inocência, período onde escreveu a tragédia Oedipe (1718), cujo sucesso o consagrou nos meios intelectuais. Por desentendimentos com o influente duque de Rohan-Chabot, exilou-se na Inglaterra (1726-1729) e, de volta a França, escreveu o seu mais famoso livro, Lettres philosophiques ou Lettres sur les anglais (1734), um conjunto de "cartas" sobre os ingleses, nas quais fazia espirituosas comparações entre a liberdade inglesa e o atraso da França absolutista, clerical e obsoleta. Com o livro condenado pelas autoridades, refugiou-se no castelo de Cirey, e aí passou dez anos com sua amante, a marquesa du Châtelet. Voltou a Paris (1744), foi eleito para a Academia Francesa (1746) e introduzido por Madame de Pompadour na corte. Recuperado na corte tornou-se historiador real (1750) e esteve a convite na corte de Frederico II, o Grande, da Prússia, na corte de Potsdam (1750-1753), de onde saiu após depois de um atrito com o rei. Voltando à França fez grandes negócios, inclusive especulações na bolsa, e estabelecido próximo a Genebra (1755), onde posteriormente comprou o castelo e a fazenda de Ferney (1758), onde instalou uma fábrica de tecidos e outra de relógios, e aí ficou até o fim da vida, tornando-se muito rico, inclusive ao morrer, tinha uma renda anual de 350.000 libras. Iniciou seus escritos anti-religiosos (1762) e retornou de Ferney para Paris como uma celebridade (1778), onde suas idéias tornaram-se influentes para a origem da Revolução Francesa. Defendeu a burguesia contra a aristocracia feudal e, embora detestasse a Igreja Católica e quaisquer formas de intolerância, não era ateu. Sua obra literária foi composta essencialmente de peças teatrais como Zaïre (1732) e Alzire (1736), livros de história A Histoire de Charles XII (1731I), Le Siècle de Louis XIV (1751) e Essai sur les moeurs et l'esprit des nations (1756), o dicionário Dictionnaire philosophique(1764) e os romances ou contos filosóficos Zadig (1747), Micromégas (1752) e Candide (1759), considerada sua obra-prima.



http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_3319.html

 



publicado por Sou às 23:02
Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

 

 



publicado por Sou às 08:06
Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

STORGUÉ             

Pode ser traduzida como ternura e harmonia.  Não estamos mais ao nível da necessidade, da paixão, nem mesmo do desejo. Estamos no mundo da harmonia e aproxima-se  da  compaixão.

 

(Fim das definições gregas do "amor")



publicado por Sou às 23:31
Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

PATHÉ Para os antigos gregos e romanos, o estar amoroso é uma doença (pathos). É uma possessão. Derivou as palavras Patologia e Paixão.

 

 

 

PORNÉIA O amor voraz e devorador, o amor do bebê por sua mãe, o amor de hoje de consumo. “Amo o outro, portanto como-o".

 

 

 



publicado por Sou às 23:26
Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

KHÁRIS Kháris significa gratidão. Ter gratidão pela existência e sua dádiva.

 

 

PHILIA

Philia Erotiqué é também uma amizade, um amor com respeito.

Philia Etairiqué é o verdadeiro amor-amizade entre duas Almas.

Philia Physiqué é o amor parental, a amizade entre parentes.

Philia Zeiniqué é o amor da hospitalidade, o respeito aos outros.



publicado por Sou às 23:20
Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

 

 

 

 

ÉNNOIA -Énnoia traduz-se como dom, é a doação e, às vezes, o devotamento.  É uma qualidade de amor que manifesta uma grande generosidade. É a libido, a energia vital que se manifesta ao nível do coração.

 

 

  

ÉROS -Expressa um amor de solicitação e necessidade, e também de desejo. É a paixão por um amor mais evoluído. 

 

ÁGAPE -É a caridade.  Amar não a partir de sua carência, mas amar a partir de sua plenitude.  Amar sem ter nada em particular para amar.  Amar a partir da mesma fonte mesma do amor.



publicado por Sou às 22:46
Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

 

 



publicado por Sou às 07:50
Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

 

 



publicado por Sou às 23:34
Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

 

 

 



publicado por Sou às 08:00
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

 

 



publicado por Sou às 22:04
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

 

 

Como uma abelha que, sem prejudicar a flor, as suas cores ou cheiro, se afasta, recolhendo somente o mel, igualmente deve o sábio vaguear na aldeia.
 
 

 



publicado por Sou às 12:12
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

É assim: nos altos planaltos não nascem flores de lótus; elas nascem nos pântanos.
 
Vimalakurti

 



publicado por Sou às 11:57
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

 

 

"Todo o nosso conhecimento se inicia com sentimentos"

 

 

 

 

 

Leonardo da Vinci

 

Leonardo da Vinci nasceu no pequeno vilarejo de Vinci, nas proximidades de Florença, em 1452. Autor de Monalisa, um dos quadros mais famosos da história, Leonardo era filho ilegítimo de um tabelião. Ele não teve educação formal e sabia pouco ou nenhum latim, condição que o enchia de um certo ressentimento em relação aos colegas mais ilustrados. 

Adolescente, foi aprendiz no ateliê de Verrocchio. Conta-se que certa vez, o mestre estava pintando um quadro sobre o batismo de Jesus Cristo e encarregou o jovem Leonardo de completar a composição com a figura de um anjo. Seu aluno fez um anjo tão perfeito que Verrocchio desistiu de pintar.

Conta-se também que Leonardo tocava, para distrair o seu modelo, música composta por ele em instrumentos inventados por ele, como um órgão a água e uma lira de , O certo é que a Monalisa del Giocondo tornou-se o quadro mais célebre da pintura ocidental. Hoje está no Louvre, como principal atracção turística, numa sala em que um Rafael e um Correggio passam despercebidos.

Em 1503, Francesco del Giocondo, um rico florentino, encomendou a Leonardo - e pagou-lhe muito bem por isso - um retrato de sua mulher, Monalisa. Quatro anos depois o quadro não está pronto. Aqui começa o grande debate: quem é a dama do quadro? A mulher de Giocondo? É este o retrato de uma jovem de 26 anos? Ou é o retrato de Constança d'Avalos, Duquesa de Francavilla, "inclusive com o véu negro de viúva? O grande mote do trabalho de Leonardo, quer como artista, quer como inventor e cientista, foi a observação criteriosa da natureza. Os seus cadernos são um imenso laboratório de pensamento. Nas notas, estudos e rascunhos dedicados à hidráulica, ao vôo dos pássaros, ao movimento dos gatos, encontra-se um acurado explorador da natureza.

 A sua inteligência mecânica ainda hoje impressiona todos os que examinam seus desenhos de engrenagens. A comparação de imagens obtidas nos modernos aparelhos de tomografia computadorizada com seus desenhos sobre anatomia oferece uma espécie de revelação: Leonardo acertou com exactidão espantosa, por exemplo nos detalhes sobre a posição do feto no interior do útero.

Embora tivesse uma assombrosa habilidade matemática, diz-se que Leonardo não criou algo que se pudesse chamar de "teorema de Leonardo". Ou seja, apesar de ter desvendado princípios que até então eram desconhecidos, ele não os traduziu em linguagem matemática. É verdade. Essa viria a ser mais tarde uma obsessão dos estudiosos.

Doente, da Vinci passa o mês de abril de 1519 na cama, cercado por três quadros: a Monalisa del Giocondo; Santana, a Virgem e o Menino e o São João Batista, que provavelmente pintou em Roma como sua última obra. Morre, no dia 2 de maio de 1519, nos braços do rei Francisco I.

 

 



publicado por Sou às 11:03
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

 

 

 

 

 

 



publicado por Sou às 09:17
Domingo, 17 de Agosto de 2008

 


Fui criado com princípios morais comuns.
Quando  criança, os ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança, era a de que  os lanterninhas dos cinemas nos expulsassem devido às batidas com os pés no chão, quando uma determinada música era tocada no início dos filmes, nas matinés de domingo.
Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração.
Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afecto.
Inimaginável responder com deseducação à polícia, aos professores e aos mais idosos.

Confiávamos nos adultos porque  todos eram pais e mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade.
Tínhamos medo apenas do escuro, de monstros, e de filmes de terror.
Hoje deu-me uma tristeza infinita por tudo o que perdemos.
Por tudo o que os  meus netos um dia temerão.
Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos.

Quando  foi que tudo desapareceu ou virou ridículo? Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho? Quando foi que  olhei nos olhos de quem me pede (...) sem me sentir ameaçado?
Quando foi que me fechei?
Necessito de volta a minha dignidade, a minha paz.
Necessito de volta a lei e a ordem.
Necessito a liberdade com segurança!
Necessito tirar as grades da minha janela para colocar flores!
Necessito (...) ter a porta aberta nas noites de Verão.
Necessito da honestidade como motivo de orgulho.
Necessito da rectidão de carácter, a cara limpa e o olhar nos olhos.

Necessito da esperança e a alegria.
Necessito da vergonha, da solidariedade.
(...)
Abaixo o  "ter" e viva o "ser"!
E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de Abril, leve como a brisa da manhã!
E definitivamente comum, como eu.
Vamos voltar a ser gente?
Ter o amor, a solidariedade, a fraternidade como base.
A indignação diante da falta de ética, de moral e de respeito. Discordar do absurdo.
Construir sempre um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.
Utopia? Não! Se tu  e eu fizermos nossa parte e contaminarmos mais pessoas, e essas pessoas contaminarem mais pessoas...

 

 

com base no texto de Nicholas Montessori

 

 

"Quero ser feliz" de Nicholas Montessori



publicado por Sou às 21:50
Domingo, 17 de Agosto de 2008

 

 



publicado por Sou às 00:53
Sábado, 16 de Agosto de 2008
 
Certa dia, Buda contou esta estória a um jovem que parecia desesperado:

"Há algum tempo atrás, um homem que estava a caminhar pelo campo encontrou um tigre. Assustado, ele começou a correr e o tigre correu atrás dele.

Aproximando-se de um precipício, o homem pegou nas raízes expostas de um arbusto selvagem e pendurou-se, precipitadamente, para baixo. O tigre o farejava-o acima. Tremendo de medo, o homem olhou para baixo e viu, no fundo do precipício, outro tigre à sua espera. Apenas a raiz do arbusto o sustinha.

Porém, ao olhar para a planta viu dois ratos, um negro e outro branco, que estavam a roer aos poucos a raiz. Nesse momento, os seus olhos descobriram no arbusto um belo morango, ali mesmo ao seu lado. Aí, o homem segurou a raiz só com uma mão, e com a outra pegou no morango e comeu-o.

"Que delícia!" - disse ele.

 



publicado por Sou às 19:56
Sábado, 16 de Agosto de 2008
 
Um jovem monge perguntou ao mestre Ji-shou:
"Como é que chamamos a uma pessoa que entende uma verdade, mas não pode explicá-la em palavras?"
"Uma pessoa muda comendo mel" - disse o mestre.
"E como chamamos uma pessoa que não entende a verdade, mas fala muito sobre ela?"
"Um papagaio imitando as palavras de uma outra pessoa".

 



publicado por Sou às 19:47
Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Os discípulos de um rabino, famoso por sua erudição e finura, perguntaram-lhe por que costumava falar, usando parábolas e textos para se comunicar. Indagaram-lhe porque o fazia, porque não usava as suas palavras.

Ele  respondeu que não sabia, mas meditou e respondeu:
-Eu posso explicar contando uma parábola sobre a própria Parábola.

"Um dia, a Verdade andava visitando os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu nome.

E todos que a viam, viravam-lhe as costas, de medo ou de vergonha, e ninguém lhe dava as boas vindas.

Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.

Uma tarde, muito desconsolada e triste, a Verdade encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje muito belo e colorido.
- Verdade, por que estás tão abatida? - perguntou a Parábola.
- Porque sou tão velha e feia que os homens me evitam - replicou a Verdade.
- Que disparate - riu a Parábola.
- Não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste uma de minhas roupas e vê o que acontece.

Então, a Verdade pôs uma das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda parte onde passava, era bem-vinda."

O rabino sorriu e concluiu:
- Pois a verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua...
Eles  preferem-na disfarçada.



 

 



publicado por Sou às 22:43
Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008


 

 Um mestre e um discípulo foram a uma uma região onde havia fartura de arroz mas os habitantes daquele lugar possuíam talas nos seus braços, que os impedia de levarem o alimento à própria boca. No meio daquela fartura, passavam fome e eram fracos e subnutridos!
- Veja! - Disse o Mestre - Isto, é o inferno colectivo.
Em seguida, o Mestre guiou o Discípulo para uma região próxima e mostrou-lhe  que ali também havia fartura de arroz e as pessoas também tinham os braços atados a talas mas eram saudáveis e bem nutridas pois uma levava o arroz à boca do outro, num um processo de interdependência e cooperação mútua.
- E isto é o Céu colectivo.

 



publicado por Sou às 23:42
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

  

Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis elementares do universo - o único caminho é a intuição.

 

 

Albert Einstein
 

 Com o desenvolvimento da teoria da relatividade restrita (1905) e da teoria da relatividade geral (1914-1916), Einstein inaugurou uma nova concepção física do mundo com a qual rebateu os alicerces da física clássica, aceitos desde Isaac Newton (1643-1727): os conceitos de espaço e tempo absolutos. A teoria da relatividade relaciona o espaço e o tempo com a gravitação (força da gravidade); estas dimensões surgiram com a matéria e o cosmos e não devem ser entendidas como dimensões absolutas, mas como uma continuidade quadridimensional do espaço-tempo. Todo o movimento deve ser observado em relação a um determinado sistema de referência; disso resulta que o tempo depende da velocidade do movimento relativo. Einstein resumiu a teoria da relatividade em sua famosa fórmula matemática E = mc2, na qual "E" é a energia, "m" a massa e "c" é a velocidade da luz. Essas relações entre a massa e a energia, que Einstein calculou teoricamente, foram confirmadas por experiências práticas no âmbito da física atómica. A consequência mais espetacular consistiu no desenvolvimento das armas atómicas, que Einstein criticou durante toda sua vida. Em 1921, este excelente cientista recebeu o Prémio Nobel da Física, apesar de não lhe ter sido atribuído pela sua teoria da relatividade, mas pela explicação do efeito fotoelétrico por meio da teoria quântica. Este efeito consiste na liberação de elétrons resultante da incidência da luz sobre diversos metais. Desse modo, Einstein descobriu que a luz se compõe também de "quanta" e que, em função da amplitude da onda associada, libera maior ou menor número de elétrons; por sua vez, a energia dos elétrons depende da amplitude de onda e da energia dos "quanta". Foi esta a base para uma teoria quântica da radiação, donde se infere que as radiações eletromagnéticas são compostas necessariamente por pequenas porções de matéria — dualidade onda-partícula. Einstein também assumiu a sua posição em relação a algumas questões políticas. A sua condição de judeu, pacifista e socialista colocou-o numa situação cada vez mais incómoda na Alemanha, obrigando-o, em 1933, em pleno período nazista, a emigrar para os EUA. Em 1939, falou com o presidente norte-americano Franklin Roosevelt acerca da possibilidade de desenvolver armas atómicas, já que acreditava que os cientistas alemães estavam trabalhando na criação da bomba atómica. Deste modo, indirectamente, deu o primeiro passo em direção ao projeto norte-americano "Manhattan", dirigido por Robert Oppenheimer, cujo objetivo era a construção da bomba atómica. Após a Segunda Guerra Mundial, Einstein empenhou-se em advertir contra os perigos ocasionados pela utilização de armamento nuclear.
 

http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_318.html

 



publicado por Sou às 23:52
Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

 

   Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você sesentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
Eque pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono dequem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar esofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
Eque se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

 

 

 

 

 

 Victor Hugo .

 

Escritor francês. Neste escritor, figura máxima do romantismo francês, conjugam-se felizmente uma imaginação rica e poderosa, um domínio perfeito do idioma tanto em prosa como em verso e uma fecunda longevidade. Filho de um militar napoleónico, interessa-se pela literatura desde muito jovem. Entre os vinte e os vinte e quatro anos publica vários volumes de poesia e aborda o género romanesco com Hans da Islândia. 

No prefácio do drama Cromwell (1827) expõe uma teoria teatral resolutamente oposta à classicista. Na mesma época instala-se em França a batalha romântica, que é ao mesmo tempo literária e política, dado que os classicistas são liberais e os românticos partidários da monarquia. Em 1830 estreia-se Hernâni, drama anticlássico de ambiente espanhol que dá a vitória à facção romântica e difunde os seus princípios de liberdade formal. Nos anos seguintes Hugo insiste nesta linha teatral (O Rei Diverte-se, Lucrécia Bórgia, Rui Blas).

Ao mesmo tempo que o teatro, cultiva paralelamente a poesia (Orientais, As Folhas de Outono, Os Cânticos do Crepúsculo) e a narrativa. Neste último campo sobressai sobretudo o romance histórico Nossa Senhora de Paris, no qual ressuscita com poderosa imaginação a Paris do século xv; é a obra que mais popularidade lhe dá. Em 1841 é eleito membro da Academia.

Ao chegar ao poder Napoleão III, em 1848, Victor Hugo exila-se e permanece fora de França até à queda do Império, em 1870. Durante estes vinte e dois anos escreve as suas obras-primas. Em 1859 publica a primeira série de A Lenda dos Séculos, em que aborda a poesia épica. Trata-se de um vasto fresco em que descreve toda a história da humanidade; é uma obra titânica e deslumbrante, repleta de imensidade e de caos. Seguem-se três obras importantes no campo do romance: Os Miseráveis, narração de carácter social em que o misticismo, a fantasia e a denúncia das injustiças formam uma trama complexa, Os Trabalhadores do Mar, evocação da trágica luta do homem e do oceano, e O Homem Que Ri, situado na dimensão do horror.

Em 1870, com sessenta e oito anos, inicia um período sumamente produtivo que dura quinze anos. Cabe destacar nele o romance Noventa e Três e a segunda e terceira parte de A Legenda dos Séculos. Após a sua morte, com oitenta e três anos, publica-se toda uma série de obras póstumas. As grandiosas exéquias públicas de Victor Hugo são uma homenagem das gentes do seu século, as quais representa literariamente nas suas contradições, nas suas paixões, nos seus defeitos e na sua grandeza.

 

http://www.vidaslusofonas.pt/victor_hugo.htm



publicado por Sou às 23:58
Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

 

A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais.

 

Balzac

 

Honoré de Balzac nasceu na província, em Tours, em 20 de maio de 1799. Aos quinze anos, muda-se para Paris com os pais e os três irmãos. Forma-se bacharel em direito em 1819, mas acalenta o sonho de ser escritor e a esse projeto se dedica.

 



publicado por Sou às 20:02
Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008



publicado por Sou às 00:18
Domingo, 10 de Agosto de 2008

 

 

Quando Deus fez a mulher, já estava a trabalhar há seis dias consecutivos.

Apareceu um anjo que lhe perguntou: "Deus, porque estás a perder tanto tempo com esta criação?"

Ao que Deus respondeu: "Já viste a minha lista de especificações para este projecto? Ela tem que ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, tem mais de 200 partes móveis, todas substituíveis, e é capaz de sobreviver à base de coca-cola light e restos de comida, tem um colo capaz de segurar em quatro crianças ao mesmo tempo, tem um beijo capaz de curar qualquer coisa desde um arranhão no joelho a um coração ferido e faz isto tudo apenas com duas mãos." 

O anjo ficou estupefacto com estas especificações. "Só duas mãos!?

Impossível! E esse é apenas o modelo normal? É muito trabalho só para um dia. É melhor acabares só amanhã."

"Nem pensar", protestou Deus. "Estou quase a acabar esta criação que me é tão querida. Ela já é capaz de se curar a si própria quando fica doente. E consegue trabalhar 18 horas por dia." 

O anjo aproximou-se e tocou na mulher. "Mas fizeste-a tão macia e delicada, meu Deus". 

"Sim, mas também pode ser muito resistente. Nem fazes ideia o que ela pode fazer e aguentar." 

"E ela vai ser capaz de pensar?" perguntou o anjo. "Não só é capaz de
pensar como é capaz de negociar e convencer" 

O anjo então reparou num pormenor e tocou na cara da mulher. 

"Ups, parece que tens uma fuga neste modelo. Eu disse-te que estavas a tentar fazer demais numa criatura só."

"Isso não é uma fuga, é uma lágrima." "E para que é que isso serve?"
perguntou o anjo. "A lágrima é o seu modo de exprimir alegria, pena, dor, desilusão, amor, solidão, luto e orgulho."

O anjo estava impressionado."És um génio, Deus. Pensaste em tudo." 

  

 Ps. E de facto as mulheres são verdadeiramente espantosas. Lutam por aquilo em que acreditam e não aguentam injustiças. Não aceitam um "não" quando acreditam que existe uma solução melhor.

Prescindem de tudo para dar à família. Vão com um amigo assustado ao médico. Amam incondicionalmente. Choram quando os seus filhos são os melhores e aplaudem quando um amigo ganha um prémio. Ficam radiantes quando nasce um bébé ou quando alguém se casa. Ficam devastadas com a morte de alguém querido, mas mantêm a força além de todos os limites.

Sabem que um abraço e um beijo podem curar qualquer desgosto. Existem mulheres de todos os formatos, tamanhos e cores. Elas conduzem, voam, andam e correm ou mandam e-mails só para mostrar que se preocupam contigo. O coração de uma mulher mantem este mundo a andar. Elas trazem alegria, esperança e amor. Dão apoio moral à sua família e amigos.

 

Fonte: desconhecida



publicado por Sou às 21:25
Sábado, 09 de Agosto de 2008

A jovem discípula, acercou-se do mestre, e, corando pediu-lhe que falasse do amor.
O sábio sorriu, e, desculpando-se, perguntou-lhe o que ela considerava como sendo o amor.
A discípula explicou:
- Compreendo o amor, como sendo a ânsia que experimentam as praias, que aguardam os beijos sucessivos das ondas contínuas do mar;
" como a sofreguidão, que tem a raiz de introduzir-se no solo, a fim de sustentar a planta;
"como expectativa da rocha que anela pela carícia do vento, embora se desgaste com isso;
"como o desejo infrene da terra crestada, pela generosidade da chuva;
"como a flauta aguarda pelo sopro que lhe arranca das entranhas a doce melodia;
"como o barro esquecido pede ao oleiro que lhe dê forma e beleza;
"como a semente que necessitava despedaçar-se, para libertar a vida;
“como a lâmpada apagada que exige a energia para brilhar;
" O amor é o  sangue novo para o coração e o vinho bom para aquecer a criatura, quando o frio enregela a vida;
"Assim vejo e sinto o amor.
"E vós como vedes o amor?
- O amor é o doce e compreensivo companheiro da criatura em todos dias da sua vida;
"Se esta é jovem, ei-lo que se apresenta, ardente e apaixonado, como no teu caso, mas que segue adiante.
"O amor é calmo e ameno;
"Não incendeia paixões; dulcifica-as;
"Confundido com o desejo, permanece, quando este passa;
"Nunca se irrita, porque espera;
"Considerado como instinto, persiste, quando descoberto pela razão;
" Jamais perturba, pois que felicita e produz harmonia;
" O amor é a claridade que permanece; é pão que nutre; é vida que se irradia da Vida.
"Mesmo quando não identificado, encontra-se presente, porque sem ele, a vida não existe ou perderia o sentido de ser.”
A jovem discípula empalideceu, e, submissa, à voz do amor. Pediu ao mestre;
- Ensinai-me a amar, eu que agora corro em busca do amor, sem dar-me conta  que, em mim, ele se deve irradiar, abrangente, em todas as direcções.
- Não te apresses, no amor, e descobrirás que já começaste a amar, quando sentires necessidade de doar e doar-te sem desejares receber nada em retribuição.

 



 



publicado por Sou às 22:33
Sábado, 09 de Agosto de 2008

 

 

Conta-se que havia numa terra qualquer, uma menina  que não tinha nem família nem ninguém para amá-la. Certo dia, sentindo-se excepcionalmente triste e sozinha,  foi passear por um prado e viu uma pequena borboleta presa num arbusto de espinhos.

Quanto mais a borboleta lutava para se libertar, mais os espinhos cortavam as suas asas frágeis. A menina condoída com a borboleta  libertou-a  cuidadosamente da sua prisão de espinhos. Em vez de voar para longe, a pequena borboleta transformou-se num elementar, na forma de uma  bonita fada. A menina esfregou os olhos, sem acreditar.

- Por sua maravilhosa gentileza e nobreza – disse a  fada à menina -, vou realizar qualquer desejo que escolheres.

A menina pensou um pouco e depois respondeu:

- Eu quero ser feliz!

A fada disse:

- Muito bem – e, inclinando-se na direção dela, sussurrou-lhe alguma coisa no seu ouvido. Em seguida, a fada desapareceu.

Enquanto a menina crescia, não havia ninguém na região tão feliz quanto ela. Todos lhe perguntavam o segredo da sua felicidade. Ela apenas sorria e respondia:

- O segredo da minha felicidade é o que uma fada me disse quando eu era menina.

Quando estava bem velhinha, no seu leito de morte, todos os vizinhos se reuniram à sua volta, com medo de que o maravilhoso segredo morresse com ela.

- Conte, por favor – imploraram eles. – Conte o que a fada disse.

A adorável velhinha simplesmente sorriu e respondeu:

- Ela disse-me que todo mundo, por mais seguro que pareça ser, quer seja velho ou novo, rico ou pobre, precisa de mim.

 



publicado por Sou às 21:28
Sábado, 09 de Agosto de 2008

 

"Os tesouros reais, de alto valor, são aqueles de ordem íntima, que ninguém toma, jamais se perdem e sempre seguem com a pessoa. "

 

 

 



publicado por Sou às 19:28
Sábado, 09 de Agosto de 2008

 

 

 

 



publicado por Sou às 00:10
Sexta-feira, 08 de Agosto de 2008


 Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos. 

Augusto Cury



publicado por Sou às 23:42
Sexta-feira, 08 de Agosto de 2008

 


 Um homem estava a observar, horas a fio, uma borboleta, esforçando-se para sair do casulo. Ela conseguiu fazer um pequeno buraco, mas o seu corpo era grande demais para passar por ali. Depois de muito tempo, ela pareceu ter perdido as forças, e ficou imóvel. O homem, então, decidiu ajudar a borboleta; com uma tesoura, abriu o resto do casulo, libertando-a imediatamente. Mas o seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observá-la, esperando que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e ela levantasse voo. Mas nada disso aconteceu; na verdade, a borboleta passou o resto da vida a rastejar com o corpo murcho e as asas encolhidas, incapaz de voar. O que o homem - na sua gentileza e vontade de ajudar - não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura, foi o modo escolhido pela natureza para exercitar e fortalecer as suas asas. Algumas vezes, um esforço extra, é justamente o que nos prepara para o próximo obstáculo a ser enfrentado. Quem se recusa a fazer esse esforço, ou quem tem uma ajuda errada, termina sem condições de vencer a batalha seguinte, e jamais consegue voar até ao seu destino.

 

 

 



publicado por Sou às 11:16
Sexta-feira, 08 de Agosto de 2008

Um dia, uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: "Que tamanho tem o universo? " Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: "O Universo tem o tamanho do teu mundo."
Perturbada, ela indagou novamente: "Que tamanho tem o meu mundo?" O pensador respondeu: "Tem o tamanho dos teus sonhos."

 

 

Augusto Cury é médico, psiquiatra, psicoterapeuta . Desenvolveu a teoria da inteligência multifocal, sobre o funcionamento da mente,o processo de construção do pensamento e formação de pensadores.É pesquisador na área de qualidade de vida e desenvolvimento da inteligência, abordando a natureza, a construção e a dinâmica da emoção e dos pensamentos. Sua teoria é usada como referência em teses de mestrado e doutorado, e tem sido objeto de pós-graduação Lato Sensu em diversas áreas das ciencias humanas, como Psicologia Multifocal e gestão de pessoas, Psicologia Multifocal e Educação.

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Cury

 



publicado por Sou às 10:45
Quinta-feira, 07 de Agosto de 2008

 

 "O amor  não existe quando duas pessoas estão apenas dependentes, o amor somente poderá ser estabelecido entre duas fortes pessoas que estão seguras de sua individualidade. Uma pessoa superficial somente terá relações superficiais. Caso queiras uma relação profunda, é fundamental desenvolveres uma forte auto-identidade em primeiro lugar. O amor verdadeiro não está no acto de realizarmos o que a outra deseja que façamos, ou fingirmos ser o que na verdade não somos. O amor ideal é somente criado entre duas pessoas sinceras, maduras e independentes."



publicado por Sou às 18:14
Quinta-feira, 07 de Agosto de 2008

 

(...)Tudo aquilo de que temos consciência é, em seu número infinito de formas, uma manifestação do Amor, seja um planeta ou um seixo, uma estrela ou uma gota de orvalho, o homem ou a mais elementar forma de vida... Deste modo, qualquer acção contra nós mesmos ou contra alguma outra pessoa afecta o todo..."

 

 

 

 Edward Bach nasceu em 24 de setembro de 1886, em Moseley, um vilarejo perto de Birmingham, Inglaterra. Com 17 anos alistou-se no Corpo de Cavalaria de Worcestershire, onde pode liberar mais seu amor pelos animais e passar algum tempo em contato com a natureza. Nesta época já não se conformava com os tratamentos paliativos que seus colegas trabalhadores recebiam e acreditava haver um meio de curar realmente, inclusive as doenças tidas como incuráveis. Com 20 anos entrou na Universidade de Birmingham. Finalizou os estudos com o treinamento prático no "University College Hospital" em Londres, em 1912. Além dos diplomas e títulos que obteve ao se formar, recebeu também os títulos de Bacteriologista e Patologista em 1913 e o diploma de Saúde Pública, em 1914.

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Bach

 



publicado por Sou às 18:01
Quinta-feira, 07 de Agosto de 2008

 

“Dê um peixe a um homem, e o alimentará por um dia. Ensine um homem a pescar, e o alimentará pela vida."

 



publicado por Sou às 00:58
Terça-feira, 05 de Agosto de 2008

 

A extrema pureza pode contemplar o puro e o impuro; a impureza não pode nem um nem outro: o primeiro dá-lhe medo, o segundo a absolve.” O puro, por sua vez, não tem medo de nada: ele sabe que nada é impuro em si.

 

 

 Simone Weil 

 
Pensadora pacifista e militante esquerdista francesa nascida em Paris, cujas ações mostraram uma vida dedicada a busca pela justiça. Descendente de uma família judia abastada e culta, estudou filosofia na École Normale Superieure, seguiu a carreira do magistério enquanto paralelamente colaborava com textos para jornais de esquerda. Após aceitar um novo emprego, trabalhou como operária em uma fábrica de automóveis (1934-1935) e passou, em seguida, à militância em movimentos anarquistas, inclusive participando com os republicanos, na guerra civil espanhola (1936-1938), porém sem empunhar armas por causa dos seus princípios pacifistas. A partir de então (1938) passou a defender uma prática mística, o existencialismo cristão na linha de Kierkegaard. De volta à França, morou por pouco tempo em Marselha e depois, com o início da II Grande Guerra e a invasão nazista do território francês, foi para Paris, onde passou a colaborar em jornais ligados à Resistência. Correndo risco de prisão, fugiu para os Estados Unidos (1942), mas logo depois voltou à Europa, estabelecendo-se em Londres, onde continuou sua luta pacifista contra o nazismo. Infelizmente, no ano seguinte, ainda bastante jovem, morreu em virtude de uma greve de fome em apoio a seus conterrâneos, em Ashford, Inglaterra. Seus principais textos foram publicados postumamente, como nas coletâneas La Pesanteur et la grâce (1947), L'Enracinement (1949) e Oppression et liberté (1963).

 

http://www.netsaber.com.br/biografias



publicado por Sou às 22:48
Terça-feira, 05 de Agosto de 2008

 

 

 

 

 

Montaigne

 

“Nem sempre se deve dizer tudo, pois seria tolice; mas o que se diz, é preciso que seja tal como pensamos, senão é maldade.”

 

Filósofo francês (n. castelo de Montaigne, no Périgord, 1533 - m. ibid., 1592). Seu pai, Pierre Eyquem, homem de cultura, era descendente de família vinda de Portugal, onde fizera fortuna com o comércio de peixe. Sua mãe, Antoinette de Loppes, ou Louppes, era de cepa israelita e seus ascendentes tinham vindo de Portugal, fugindo a perseguições. Não elaborou uma filosofia em sentido estrito, ou seja, uma construção mental, rigorosamente fundamentada, constituindo um sistema. A meditação de M. processa-se em sereno colóquio consigo mesmo. Os Essais denomina-os um livro de boa fé, que não se pode elogiar nem censurar em si mesmo: o autor encontra-se ligado estritamente ao livro. Do pensamento da antiguidade, os cépticos e os estóicos impressionaram-no fortemente. Por outro lado, é testemunho da transformação do saber e pergunta a si mesmo se a nova ciência, que se está elaborando e invalidando a tradicional, não virá a ser ultrapassada por uma nova que a destrua. As grandes descobertas geográficas revelam povos e costumes diversos, mas nessa diversidade parece haver algumas crenças muito semelhantes às das nações cristãs. É crível que haja algumas leis imutáveis, mas estão perdidas para o homem, que apenas vive no reino do relativo. Este cepticismo, porém, é temperado pela sua fé católica. Admite que, para Deus, haja verdade. Simplesmente, a razão divina e a razão humana apenas têm de comum um nome.  Abstraindo do ponto de vista da religião, considerando apenas "o homem, sem socorro alheio, armado unicamente com as suas armas e desprovido da graça e conhecimento divinos, que é toda a sua força e o fundamento do seu ser", começa por descrever o nada do orgulho humano, a pretensa superioridade sobre os animais; o nada da ciência, pois esta não nos torna nem mais felizes nem melhores; o nada da razão humana e dos sentidos, como faculdades do conhecimento, concluindo que "nós e o nosso conhecimento e todas as coisas naturais vão fluindo e rolando imparavelmente". Salvo Deus, que só pela graça divina nos é revelado, "nada há que verdadeiramente seja". 

A vida humana aspira à felicidade, mas o grande obstáculo é a morte. Como poderá o homem ser feliz, sabendo que vai morrer? A filosofia vai ser para M. um meditare mortem, não negador da vida, mas admirando-se, a cada momento, do dom da existência, cheio de reconhecimento por essa dádiva divina. 

 

 

http://ocanto.esenviseu.net/mtaigne.htm

 



publicado por Sou às 22:21
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