Terça-feira, 05 de Agosto de 2008

 

A extrema pureza pode contemplar o puro e o impuro; a impureza não pode nem um nem outro: o primeiro dá-lhe medo, o segundo a absolve.” O puro, por sua vez, não tem medo de nada: ele sabe que nada é impuro em si.

 

 

 Simone Weil 

 
Pensadora pacifista e militante esquerdista francesa nascida em Paris, cujas ações mostraram uma vida dedicada a busca pela justiça. Descendente de uma família judia abastada e culta, estudou filosofia na École Normale Superieure, seguiu a carreira do magistério enquanto paralelamente colaborava com textos para jornais de esquerda. Após aceitar um novo emprego, trabalhou como operária em uma fábrica de automóveis (1934-1935) e passou, em seguida, à militância em movimentos anarquistas, inclusive participando com os republicanos, na guerra civil espanhola (1936-1938), porém sem empunhar armas por causa dos seus princípios pacifistas. A partir de então (1938) passou a defender uma prática mística, o existencialismo cristão na linha de Kierkegaard. De volta à França, morou por pouco tempo em Marselha e depois, com o início da II Grande Guerra e a invasão nazista do território francês, foi para Paris, onde passou a colaborar em jornais ligados à Resistência. Correndo risco de prisão, fugiu para os Estados Unidos (1942), mas logo depois voltou à Europa, estabelecendo-se em Londres, onde continuou sua luta pacifista contra o nazismo. Infelizmente, no ano seguinte, ainda bastante jovem, morreu em virtude de uma greve de fome em apoio a seus conterrâneos, em Ashford, Inglaterra. Seus principais textos foram publicados postumamente, como nas coletâneas La Pesanteur et la grâce (1947), L'Enracinement (1949) e Oppression et liberté (1963).

 

http://www.netsaber.com.br/biografias



publicado por Sou às 22:48

 

 

 

 

 

Montaigne

 

“Nem sempre se deve dizer tudo, pois seria tolice; mas o que se diz, é preciso que seja tal como pensamos, senão é maldade.”

 

Filósofo francês (n. castelo de Montaigne, no Périgord, 1533 - m. ibid., 1592). Seu pai, Pierre Eyquem, homem de cultura, era descendente de família vinda de Portugal, onde fizera fortuna com o comércio de peixe. Sua mãe, Antoinette de Loppes, ou Louppes, era de cepa israelita e seus ascendentes tinham vindo de Portugal, fugindo a perseguições. Não elaborou uma filosofia em sentido estrito, ou seja, uma construção mental, rigorosamente fundamentada, constituindo um sistema. A meditação de M. processa-se em sereno colóquio consigo mesmo. Os Essais denomina-os um livro de boa fé, que não se pode elogiar nem censurar em si mesmo: o autor encontra-se ligado estritamente ao livro. Do pensamento da antiguidade, os cépticos e os estóicos impressionaram-no fortemente. Por outro lado, é testemunho da transformação do saber e pergunta a si mesmo se a nova ciência, que se está elaborando e invalidando a tradicional, não virá a ser ultrapassada por uma nova que a destrua. As grandes descobertas geográficas revelam povos e costumes diversos, mas nessa diversidade parece haver algumas crenças muito semelhantes às das nações cristãs. É crível que haja algumas leis imutáveis, mas estão perdidas para o homem, que apenas vive no reino do relativo. Este cepticismo, porém, é temperado pela sua fé católica. Admite que, para Deus, haja verdade. Simplesmente, a razão divina e a razão humana apenas têm de comum um nome.  Abstraindo do ponto de vista da religião, considerando apenas "o homem, sem socorro alheio, armado unicamente com as suas armas e desprovido da graça e conhecimento divinos, que é toda a sua força e o fundamento do seu ser", começa por descrever o nada do orgulho humano, a pretensa superioridade sobre os animais; o nada da ciência, pois esta não nos torna nem mais felizes nem melhores; o nada da razão humana e dos sentidos, como faculdades do conhecimento, concluindo que "nós e o nosso conhecimento e todas as coisas naturais vão fluindo e rolando imparavelmente". Salvo Deus, que só pela graça divina nos é revelado, "nada há que verdadeiramente seja". 

A vida humana aspira à felicidade, mas o grande obstáculo é a morte. Como poderá o homem ser feliz, sabendo que vai morrer? A filosofia vai ser para M. um meditare mortem, não negador da vida, mas admirando-se, a cada momento, do dom da existência, cheio de reconhecimento por essa dádiva divina. 

 

 

http://ocanto.esenviseu.net/mtaigne.htm

 



publicado por Sou às 22:21

 

Será que nascemos todos com a capacidade de amar independentemente do amor que nos dispensaram, ou o amor é adquirido por imitação? Sendo adquirido por imitação, muitos estariam irremedialmente incapacitados para amar e não é isso que sucede. Será o amor, em qualquer forma de afecto, um acto e escolha racional de inteligencia e equilibrio mental para sobrevivermos como espécie, ou é um tal sentimento misterioso e ímpossivel cantado pelos poetas?



publicado por Sou às 14:39

 

 

Se todos temos tanto para agradecer,porque é que as pessoas se queixam tanto por aquilo que não têm? Ser grato por aquilo que temos é caminhar na felicidade. Mas parece-me a mim que as pessoas sentem um certo prazer em serem infelizes. Há uma certa falta de inteligencia nelas. A sua permanente insatisfação de não possuirem determinadas coisas que pensam elas serem chaves da alegria, levam-nas ao embotamento e à cegueira de  não entenderem que não precisam de chaves, as portas estão abertas, é só entrar e desfrutar.  

Ser infeliz é lamentar-se ciasaber olhar pra tudo o que temos



publicado por Sou às 00:25
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