Sábado, 25 de Outubro de 2008

 

 



publicado por Sou às 00:15
Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

O semeador

 Vincent Van Gohg

 

 

Somos donos de nossos actos,
mas não donos dos  nossos sentimentos;
Somos culpados pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos;
Podemos prometer actos,
mas não podemos prometer sentimentos...
Actos sao pássaros engailoados,
mas sentimentos são passaros em vôo.

Mário Quintana



publicado por Sou às 23:22
Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

 

 



publicado por Sou às 22:00
Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

 

 



publicado por Sou às 00:56
Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

 




publicado por Sou às 00:27
Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

 

 

Quando as pessoas se convencerem que Deus e "demónio" existem porque se reflectem nos nossos nossos pensamentos, atitudes e sentimentos, ou seja, existem dentro de nós, nos espaços que muitas vezes nem percebemos que eles existam, deixarão de tender a radicalismos e procurarão viver mais em equilíbrio.



publicado por Sou às 23:58
Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

 

 

 



publicado por Sou às 10:37
Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

 

 

 



publicado por Sou às 10:33
Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

 

 

 



publicado por Sou às 10:29
Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

 

 



publicado por Sou às 10:19
Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

 

 

 

 



publicado por Sou às 09:34
Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

 

 

 



publicado por Sou às 09:30
Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

 

 



publicado por Sou às 09:18
Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

 

 

 



publicado por Sou às 09:13
Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

 

 

Tenho amigos que nem sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

 

   

 

A amizade é um sentimento mais nobre que o amor. Eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

 

 

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem partido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

 

   

 

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

 

 

Muitos deles estão lendo essa crónica agora e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

 

 

Se um deles morrer, eu ficarei penso para um lado. Se todos morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho por isso, porque esta prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

 

 

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando comigo daquele... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

 

Vinícius de Moraes

 



publicado por Sou às 00:43
Quarta-feira, 08 de Outubro de 2008

 

 Ele não está no monólito frio, mas na onda incessante que sempre chega...
Ele não está no furacão insensível, mas na brisa que refresca...
Ele não está na secura do deserto, mas no cacto que o resiste à aridez...
Ele não está na barragem que desvia o rio, mas no fluir alegre da água...
Ele não está no abismo que interrompe a marcha, mas na ponte que convida à outra margem...
Ele não está na escuridão que infunde medo, mas na claridade que prenuncia mais uma aurora...
Ele não está no espinho que fere, mas na flor que alimenta o pássaro de néctar e os olhos de beleza...
Ele não está na repreensão que destrói, mas na palavra amiga que orienta...
Ele não está na cara amarrada que condena, mas no sorriso afável que acolhe...
Ele não está na pose arrogante que separa, mas na simplicidade que aproxima...
Ele não está na ironia sarcástica que rejeita, mas na compreensão solidária que dialoga...
Ele não está no desprezo que anula, mas no incentivo que sustenta...
Ele não está no orgulho que desdenha, mas na humildade que cativa...
Ele não está na correção que faz colocar-se ‘no seu lugar’, mas na advertência respeitosa que constrói parceria...

 

Engana-se quem pensa que Deus participa dos conselhos dos notáveis, que decretam a morte calculada com cifras tidas por estéreis. Ele está nos famintos de pão e de sentido e é encontrado nos lugares menos esperados...

 

 

Engana-se quem pensa que Deus compactua com os que pagam para serem reconhecidos como religiosos e no coração tem uma pedra. Ele está nos que não têm nada para dar e esperam por Ele como última tábua de salvação...

 

 

 

Engana-se quem pensa que Deus está nos mais corretos preceitos da moral e condena qualquer que deles se desviar. Ele está no acolhimento de todos e no amor apesar de...

 

 

Engana-se quem pensa que Deus é uma peça da burocracia de qualquer culto e está bitolado pela compreensão das autoridades. Ele se ri do lado de fora das reuniões solenes e brinca com as crianças que não puderam entrar para não atrapalhar a cerimônia...

 

Engana-se quem pensa que Deus está nas convicções que provocam a intolerância. Ele está no respeito ao diferente e no compungir do coração que impele ao gesto de amor...

 

 

Engana-se quem pensa que Deus está nas certezas inabaláveis capazes de ter sempre uma resposta pronta. Ele está na dúvida que provoca o pensar e desperta o agir mesmo incerto...

 

 

"Engana-se quem pensa que Deus está guardado nas sólidas paredes das doutrinas eclesiásticas. Ele espia nas frestas dos dogmas e seu olhar ilumina a vida....

 

Luiz Eduardo Prates da Silva



publicado por Sou às 00:02
Terça-feira, 07 de Outubro de 2008

 

 



publicado por Sou às 21:56
Segunda-feira, 06 de Outubro de 2008

  


Há uma riqueza de valores sociais que permitem várias concepções sobre a Psicologia, pode-se dizer que ela estuda os diversos homens concebidos pelo conjunto social, dessa forma a Psicologia se caracteriza por uma diversidade de objetos de estudo.

A Psicologia tem como objeto de estudo o homem, com isso sua tarefa deve ser a de oferecer uma explicação mais clara e mais completa possível sobre a natureza dos seres humanos como pessoas, buscando compreender o homem em sua totalidade para nos ajudar na compreensão de nós mesmos.

No decorrer dos tempos a Psicologia passou por vários momentos, entre os gregos o estudo é voltado para o espírito ou alma, no Renascimento voltou-se para o homem, nos últimos anos pouco a pouco a psicologia vai encontrando seu verdadeiro caminho numa abordagem humanista.

Através da corrente humanística, desenvolve-se a psicologia transpessoal, onde a proposta é permitir que o Homem Velho que agoniza e sofre possa renascer o Homem Novo, o Homem Sábio, que percebe uma interdependência de todos os fatores, todas as coisas e seres do universo, rompendo com a conceituação da dualidade "eu e outro", "eu e objeto".


Não existe ainda uma definição sobre a Psicologia, ela já foi o estudo da "alma", depois da "consciência", mais tarde da "mente", ainda recentemente do "comportamento", e hoje é tida por alguns como o estudo das "inter e intracomunicações".

A verdade é que não existe uma única psicologia, ela não é uma ciência unificada, mas antes uma coleção de fatos e opiniões cuja relevância para o bem-estar social e dos fatos que selecionam para fazer esta consideração.

Assim como suas congêneres, apesar de todas as críticas que lhe são feitas, tem conseguido grandes avanços na busca de uma nova compreensão da vida e desenvolvimento humano e novas maneiras de ajudar as pessoas na direção de maior realização pessoal.

A tarefa da psicologia, como consciência social, deve ser a de nos oferecer uma explicação mais clara e o mais completa possível sobre a natureza dos seres humanos como pessoas.

O estudo da pessoa, que é, em princípio, o objetivo da psicologia, só pode ser realizado de uma maneira séria e efetiva quando considerada a posição dessa pessoa na configuração geral das coisas.

A Psicologia de um modo geral tem se preocupado com o: desenvolvimento, incluindo a maturação e a hereditariedade; os órgãos do sentido; o sistema nervoso, músculos e glândulas endócrinas; a aprendizagem; a percepção; a motivação e a emoção.

Com a finalidade de tentar compreender: a linguagem, o pensamento e a resolução de problemas; a inteligência, inclusive sua medida; a personalidade; o comportamento patológico e o comportamento de pessoas em grupo.

A psicologia objetiva usar este conhecimento para nos ajudar na compreensão de nós mesmos, na compreensão de pessoas com distúrbios de comportamento, assim como melhoras as técnicas de aprendizagem e a eficiência no trabalho.

É sem dúvida, a nossa principal esperança de clarificar as aspirações do homem e de descobrir os meios de realizá-las. A psicologia não é uma coisa unitária, não é uma ciência normativa, nem acumulativa, mas, antes, uma classificação de fatos, de pressuposições e de teorias.

Para compreender a diversidade da Psicologia é necessário recuperar sua história, pois o passado e o futuro sempre estão no presente, dessa forma a história de sua construção está ligada em cada momento histórico.

Os gregos foram o povo mais evoluído de sua época, com uma produção planejada e bem-sucedida permitiu a construção das primeiras cidades-estados, com isso iniciaram as conquistas de novos territórios que geraram riquezas e crescimento.

Esses avanços permitiram que o homem se ocupasse das coisas do espírito, Platão e Aristóteles dedicaram-se a compreender o homem em sua interioridade. Dessa forma o estudo é voltado para o espírito ou alma.

Já na Idade Média, com o aparecimento do Cristianismo, o estudo da alma tomou um rumo um pouco diverso, as preocupações estavam localizadas no pós-morte, conseqüentemente o estudo do psiquismo.

Nesta época dois grandes filósofos representam esse período: Santo Agostinho, que inspirado em Platão, fazia uma cisão entre alma e corpo, para ele a alma não era somente a sede da razão, mas a prova de uma manifestação divina no homem. E Santo Tomás de Aquino, que busca em Aristóteles a distinção entre essência e existência, considerando que o homem na sua essência busca a perfeição através de sua existência, afirma que somente Deus seria capaz de reunir a essência e a existência, em termos de igualdade. Esses dois os dois se destacam como estudiosos que não deixaram de contribuir, de certa forma, para que a psicologia prosseguisse seu caminho.

Na Renascença a atenção é voltada para o homem, o "aqui e o agora", foi uma época decisiva que prepararam o caminho para o método científico. O rompimento com a autoridade e a revelação e o estudo voltado para a pesquisa foram atitudes novas que prepararam o caminho para a origem da Psicologia Cientifica.

A partir do século XVII, os estudos psicológicos tomam impulso com o racionalismo, o iluminismo e o empirismo, bem como o desenvolvimento das ciências físicas e biológicas, que foram fundamentais para que a psicologia evoluísse.

Podemos considerar o associacionismo, esse termo origina-se da concepção que a aprendizagem se dá por um processo de associação de idéias, das mais simples às mais complexas. Esse movimento congregava principalmente os empiristas ingleses, como o grande corte que separa a fase puramente filosófica da psicologia de outra de caráter mais científico.

Os principais movimentos que se destacam neste período são: o estruturalismo (preocupado com a compreensão da consciência), o funcionalismo (busca compreender o funcionamento da consciência, na medida em que o homem a usa para adaptar-se ao meio), o behaviorismo (define o fato psicológico, de modo concreto, a partir da noção de comportamento), o gestaltismo (surge como uma negação da fragmentação das ações e processos humanos, está mais ligada à Filosofia) e a psicanálise (nasce com Freud, recuperando a importância da afetividade e postulando o inconsciente como objeto de estudo).

No século XX, os pesquisadores formam grupos fechados e radicais em seus posicionamentos, que não passavam de meras hipóteses, mas que dirigiram os estudos dos cientistas posteriores.

A psicologia tem sido discutida em cinco períodos: as influências filosóficas primárias nos escritos dos gregos; começou a tomar forma com a Renascença entre a teoria e a pesquisa; emerge como ciência quando Wundt estabeleceu o primeiro laboratório em 1879; se afirmou com a pesquisa e os escritos dos teóricos da aprendizagem; desenvolveu-se rapidamente desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Depois de uma fase de puro "psicologismo", ela passou a ser duramente criticada, por múltiplos motivos. Em primeiro lugar, divergências profundas, dentro da própria área, vêm impedindo que ela se torne um corpo de conhecimentos organizados, em que as prioridades estejam esboçadas. Em segundo lugar, ela não foi capaz de promover uma real melhoria na qualidade de vida das pessoas. Em terceiro lugar, de uma certa forma, ela tem servido à classe dominante, pois, estabelecendo parâmetros ao redor dos valores dos grupos que têm o poder, reforça o fenômeno da passagem dos padrões de cima para baixo, dentro da hierarquia hegemônica das classes.

Além disso, ao tentar explicar tudo dentro da visão estreita do psíquico, ela perde a verdadeira dimensão do homem, que é também ser biológico, histórico, social e cósmico.

Atualmente, uma fase de amadurecimento, e pouco a pouco a psicologia vai encontrando seu verdadeiro caminho. Para que possa de uma maneira mais concreta, prestar seus serviços à humanidade.

A psicologia não pode ser considerada como uma verdadeira ciência. Pois engatinha e encontra-se numa encruzilhada. Ou escolhemos um sistema fechado para orientar nossas pesquisas ou optamos por um sistema aberto.

Em um sistema fechado de pensamento, o importante sobre as pessoas não é sua essência, mas "seu funcionamento", como ela age e como consegue melhor desempenhar, maior eficiência.

Já em um sistema aberto a pessoa e sua auto-realização são o centro de preocupação. Esta é uma visão holística do homem.

Nos últimos anos, esta nova abordagem da natureza humana (humanista), inclusive fortemente influenciada por teorias orientais, tem se tornado cada vez mais importante.

Além da nossa disposição biológica inata para o crescimento e o desenvolvimento, cada indivíduo possui uma tendência para o desenvolvimento psicológico, tudo isso a fim de obter mais alegria e satisfação da vida.

O movimento do potencial humano e as disciplinas orientais de crescimento vêm proliferando e se desenvolvendo: grupos de encontro, trabalhos com o corpo, meditação, técnicas espirituais e outros sistemas experienciais. Os adeptos do movimento comungam, em geral, uma crença humanista fundamental na capacidade do indivíduo para um crescimento orientado e positivo.

Com um desdobramento desta corrente humanística, uma quarta força tem se desenvolvido no campo da psicologia: é a psicologia transpessoal a proposta é permitir que o Homem Velho que agoniza e sofre possa renascer o Homem Novo, o Homem Sábio, o homem que consegue vivenciar a unidade cósmica, ao mesmo tempo que esta unidade está contida nele, percebendo que sempre há uma interdependência de todos os fatores, todas as coisas e seres do universo, rompendo com a conceituação da dualidade "eu e outro", "eu e objeto".


Sandra Vaz de Lima - Graduada em Letras/ Inglês Especialista em Educação Especial e Psicopedagogia Clinica/institucional.
www.wellnessclub.com.br/website/artigos_ler.php

Imagem: wwwanimapsicologia.blogspot.com/2009/03/o-simbolo.html

 

 

 

 



publicado por Sou às 22:08
Segunda-feira, 06 de Outubro de 2008

 


 

Podes ter defeitos, viveres ansioso e ficares irritado algumas vezes, mas não te esqueças de que a tua vida é a maior empresa do mundo. Só tu podes evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por ti.
É importante que te lembres sempre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas reflectir sobre a tristeza.

Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de ti, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de ti.  É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, estar com os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de ti. É ter maturidade para falar: "errei". É ter ousadia para dizer " perdoa-me". É ter sensibilidade para confessar: "eu preciso de ti". Ser feliz é ter a capacidade de dizer " gosto de ti".

Desejo que a vida seja um canteiro de oportunidades para ti...Que nas tuas primaveras  sejas amante da alegria.
Que nos teus invernos sejas amigo da sabedoria. E, quando errares o caminho, recomeça tudo de novo. Pois, assim  serás cada vez mais apaixonado pela vida. E descobrirás que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Aproveitar as perdas que te são impostas para refinares a paciência, as falhas  da tua personalidade, para esculpires a serenidade. Usa a dor que te é imposta para lapidares o prazer, e os obstáculos que não podes transpôr, para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desistas de ti. Jamais desistas de ser feliz, pois a vida é um espectáculo imperdível. Porque tu  és especial!

Pessoas especiais sabem dividir o seu tempo com os outros. São honestas nas atitudes, são sinceras e compassivas, e sabem que o amor é parte de tudo. Pessoas especiais têm coragem de se doar aos outros, sem nenhum interesse oculto.
Não têm medo de ser vulneráveis, acreditam que são únicas e gostam de ser quem são. Pessoas especiais importam-se com a felicidade dos outros e  ajudam-nos a conquistá-la. Pessoas especiais são aquelas que realmente tornam a vida mais bela e mais feliz....

 

 Fernando Pessoa



publicado por Sou às 15:05
Domingo, 05 de Outubro de 2008

 

 

 



publicado por Sou às 21:26
Sábado, 04 de Outubro de 2008

 

 



publicado por Sou às 10:39
Sábado, 04 de Outubro de 2008



publicado por Sou às 09:20
Sábado, 04 de Outubro de 2008

 

 

Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Acção sem palavras, Criador do Cosmos!
Faz a tua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.

Ajuda-nos a seguir o nosso caminho, respirando apenas o sentimento que emana do Senhor, que Nosso Eu, no mesmo passo, possa estar com o Teu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.

Que o Teu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

Faz-nos-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.

Não permitas que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iludam.
E, liberta-nos de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

Não nos deixes ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.

Possa o Teu amor ser o solo onde crescem as nossas acções.

 


Que assim seja! (amém)

 

 

  A mais antiga tradução do Velho Testamento é a Septuaginta, ou Versão dos Setenta, nome que tem sua origem na lenda segundo a qual 72 judeus, seis de cada tribo de Israel, teriam feito essa tradução do Antigo Testamento para o grego em 72 dias. Realizada em Alexandria, entre 250 e 150 a.C., aproximadamente, destinava-se aos judeus da diáspora -- os que, voluntária ou coercitivamente, se encontravam fora de Israel. Do Egito espalhou-se por outras regiões, até tornar-se a Bíblia oficial do judaísmo helenista. As traduções seguintes já compreendem a Bíblia inteira, e foram feitas pelos iniciadores do cristianismo nas regiões orientais do Império Romano. A principal tradução siríaca é a Pechitta (a comum). A tradução do Antigo Testamento é muito antiga; foi começada desde o século II. O texto oficial da igreja síria para o Novo Testamento, na sua forma atual, remonta provavelmente a Rábulo, bispo de Edessa (411-435). A tradução armênia data do século V, pelo bispo Mesrop, e inaugura a língua literária nesse idioma.
Por volta do ano 170, Taciano, discípulo de são Justino, compôs o Diatessaron, compilação dos quatro Evangelhos em um só, também denominado Harmonia evangélica. Foi escrita provavelmente em grego, e traduzida para o siríaco pelo próprio Taciano. Esse texto serviu como uma espécie de Evangelho padrão para os sírios até perto do ano 400, quando foi substituído pelos quatro Evangelhos separados. Tanto o texto grego como o siríaco perderam-se e só podem ser reconstituídos, parcialmente, por fontes indiretas.
Após o cativeiro do Egito, o povo judeu já não mais entendia o hebraico, e por isso foi preparada uma tradução oral da Bíblia em aramaico, o Targum, posteriormente guardada por escrito. A cópia hoje conhecida data de época muito posterior, mas grandes trechos remontam ao período pré-cristão.
Por volta do ano 245, Orígenes, o mais influente teólogo e especialista em texto bíblico da nascente igreja grega, elaborou em Cesaréia, na Palestina, uma versão do Antigo Testamento, denominada Hexapla (em grego, livro sextuplicado). Apresentava as versões grega e hebraica em seis colunas paralelas, na seguinte ordem: texto hebraico em caracteres hebraicos; texto hebraico em caracteres gregos; texto grego de Áquila (autor de uma tradução literal do Antigo Testamento); texto grego do sábio judeu Símaco; texto da Septuaginta; e texto grego do helenista judeu Teodócio. O trabalho consumiu vinte anos e totalizou cerca de sete mil páginas. Talvez devido a essa extensão, jamais foi copiado integralmente, e dele restam apenas fragmentos.

Traduções latinas. Dentre as muitas traduções da Bíblia, as de maior importância para a expansão do cristianismo nascente foram as feitas para o latim. A mais antiga foi a Itala, realizada entre o ano 200 e o 250, na Itália, quando começava a se extinguir o conhecimento da língua grega nas regiões ocidentais do Império Romano. Foi substituída pela Vulgata, realizada por são Jerônimo, por ordem do papa Dâmaso, no século IV. Para o Novo Testamento, o tradutor respeitou o texto latino antigo, que já se tornara familiar, mas corrigiu-o de acordo com bons manuscritos gregos. Entre 386 e 389, são Jerônimo corrigiu a tradução latina do Antigo Testamento na base da héxapla de Orígenes. Entre 390 e 406, porém, elaborou uma nova tradução latina do Antigo Testamento, diretamente do hebraico e do aramaico. No século VIII a versão definitiva de são Jerônimo acabou por suplantar as demais traduções latinas, mas foi somente por volta do século XVI que recebeu o nome de Vulgata, devido a sua larga divulgação. O termo era antes aplicado à versão dos Setenta ou à Itala. Quatro séculos depois, ao encerrar-se o Concílio Vaticano II, o papa Paulo VI designou uma comissão de peritos com a incumbência de realizar uma revisão da Vulgata, a fim de incorporar os resultados dos trabalhos exegéticos que se haviam acumulado nos últimos séculos e assim obter-se uma versão latina atualizada em relação à ciência bíblica atual.

Traduções portuguesas. Das traduções para o português, a mais antiga foi feita, no século XVII, por João Ferreira de Almeida, missionário católico na Índia, posteriormente convertido ao protestantismo. Baseada no texto grego, quase sempre discordou da Vulgata, embora fosse de orientação católica. De melhor qualidade é a segunda tradução para o português do Antigo e do Novo Testamento, realizada no século XVIII, por Antônio Pereira de Figueiredo. Baseada na Vulgata, teve maior acolhida dos protestantes que dos católicos.
Em 1981 foi publicada a Bíblia de Jerusalém, traduzida dos originais, com introduções e notas traduzidas de La Sainte Bible, publicada em 1973 sob a direção da École Biblique de Jérusalem. Outras boas versões são a Bíblia Sagrada da Editora Ave Maria, traduzida dos originais hebraico, aramaico e grego, mediante a versão francesa dos monges de Maredsou, Bélgica, pelo Centro Bíblico de São Paulo; e a Bíblia do Pão, da Editora Vozes, diretamente dos textos originais, com introduções e notas explicativas e remissivas.

Traduções alemãs. Para o alemão, o Novo Testamento foi traduzido por Martinho Lutero, em 1522. Zwingli mandou acrescentar-lhe, em 1530, uma tradução do Antigo Testamento feita por seus companheiros Pellican, Bibliander e outros (Bíblia de Zurique), mas esta foi logo suplantada pela tradução do Antigo Testamento por Lutero, em 1534. A Bíblia de Lutero tornou-se de uso comum por todos os protestantes de língua alemã. É o primeiro e talvez o maior documento da literatura alemã moderna, cuja língua foi determinada por essa obra.

Traduções inglesas. A primeira tradução para o inglês, de John Wycliffe, caiu em esquecimento, com o fracasso de seu movimento reformador. A reforma da igreja da Inglaterra por Henrique VIII foi precedida e acompanhada pelas traduções de William Tyndale (Novo Testamento em 1525, Pentateuco em 1531), em estilo solene e arcaico. Em 1535, Miles Coverdale traduziu a Bíblia inteira, tradução oficialmente aceita depois da revisão pelo arcebispo Cranmer, em 1540. Adeptos de uma reforma mais radical, William Whittingham e outros criaram em 1560 a Bíblia de Genebra, texto lido pelos puritanos, pelos Pilgrim Fathers na América e por Cromwell.
Rejeitando o texto dos calvinistas de Genebra, a Igreja Anglicana mandou fazer outra tradução, a do arcebispo Matthew Parker e de outros bispos (Bishop's Bible, 1568). O rei Jaime I encomendou uma nova versão dessa Bíblia, realizada em 1611 por uma comissão de 47 tradutores sob a direção de Lancelot Andrewes, e cujo uso na Igreja Anglicana foi autorizado. É esta a Authorized Version, dita também King James Bible, um dos maiores monumentos da língua e que exerceu influência profunda sobre toda a literatura inglesa.

Traduções italianas. O primeiro tradutor protestante da Bíblia na Itália foi Pagninus (1528), seguido por Antonio Brucioli (1530-1532). Os católicos responderam com o Velho Testamento traduzido por Santi Marmochini, e o Novo Testamento traduzido por Zaccheria (1538). A mais importante tradução protestante da Bíblia para o italiano é a de Giovanni Diodati (1607). Uma tradução católica é a de Antonio Martini, do século XVIII.

Traduções francesas. Em 1530 saiu a tradução do católico Jacques Le Fèvre D'Étaples, seguida pela do protestante Pierre Robert, dito Olivétan, cuja tradução de 1535 conquistou o protestantismo francês, sendo revista por Ostervald em 1724. Depois da tradução do católico Corbin, veio a melhor de todas, a do jansenista Louis-Isaac Le Maître de Sacy. Traduções mais modernas são a do protestante L. Segond (1880) e a do católico A. Crampon (1894). Em 1956 saiu a tradução completa feita sob a direção da École Biblique de Jérusalem, dominicana.

Outras traduções. Tanto nas línguas mencionadas como nas demais línguas da Europa apareceram numerosas traduções, parciais ou completas, desde a Idade Média até os tempos modernos, sempre na linguagem de cada época, e tanto do lado protestante como do lado católico e -- para o Antigo Testamento -- judaico. Muitas traduções da Bíblia foram feitas, integral ou parcialmente, com fins missionários, para línguas faladas fora do mundo cristão. Colonizadores ingleses na América do Norte fizeram uma versão para a língua dos índios algonquinos, no século XVII. No século XIX, apareceram traduções para o chinês, o birmanês e o sânscrito, esta última destinada às classes letradas da Índia. No século XX a Bíblia foi traduzida para o árabe (1965) e sobretudo para línguas africanas.


 



publicado por Sou às 08:05
Quinta-feira, 02 de Outubro de 2008

 

 

 

 

 

Texto do livro "A Sabedoria de Hassan"

http://ohassan.blogspot.com/

 

 

 

 

 

Temeis a tristeza. E não o deveríeis fazer.

Pois o céu não teme as nuvens de chuva; apenas aguarda que se dispersem, para que o sol volte a brilhar.

A tristeza faz parte de vós.

Porque a sua origem está nos vossos desejos, nos vossos sonhos e nos vossos sentimentos. Temê-la é temer a vós mesmos.

É no silêncio da tristeza que mais vos podeis descobrir, pois os ruídos da alegria abafam a voz das vossas necessidades. E é na calma da tristeza que podeis repousar, pois a alegria é como a lava que agita o vulcão das vossas paixões.

Sim; a alegria é como o mar impetuoso, que leva de roldão o conhecimento das vossas limitações. E a tristeza é como um lago manso, cujas águas plácidas refletem o vosso verdadeiro Eu.

Eu vos tenho visto a aturdir-vos, em busca da alegria de um momento, enquanto a tristeza espreita e vos aguarda.

E não lhe podeis fugir. Pois ninguém pode fugir de si mesmo.

Em verdade, eu vos digo que os vossos sentimentos são a moeda com a qual havereis de comprar o vosso lugar no Universo. E a alegria e a tristeza são as faces dessa moeda, assim como o dia e a noite são as faces do tempo.

Rejubilai-vos, sim, na vossa alegria! Pois é ela que vos reanima; que em vós faz brotar o gosto pela vida.

Desfrutai, entretanto, da vossa tristeza. Pois é nela que podeis descobrir as verdades da vida.

Sede pródigos com a vossa alegria; derramai-a sobre os vossos irmãos, como o rio derrama as suas águas sobre a terra.

Escondei, entretanto, a vossa tristeza; como a planta esconde, sob o solo, as suas raízes.

Porque a alegria repartida se multiplica, e a tristeza oculta se intensifica.

E deveis saborear, gota a gota, a vossa tristeza.

Para que possais perceber o sabor da vossa alegria.

 

ohassan.blogspot.com/



publicado por Sou às 23:37
Quarta-feira, 01 de Outubro de 2008

 



A Vida do Buda Siddharta Gautama

Siddharta Gautama, o BUDA, foi um príncipe que renunciou o trono para ir em busca da verdade.

A história dos 80 anos de BUDA sobre a face da Terra constitui um dos mais notáveis acontecimentos na história da humanidade. A sua a representa o caminho a seguir por todo aquele que se esforça para descobrir a força da criação e  libertar-se de todo sofrimento. Tudo, absolutamente tudo em sua vida tem um profundo significado. O próprio nome BUDA quer dizer: «O Desperto, O Iluminado».

Nasceu no século VI a.C., contemporâneo de Sócrates, Confúcio e Dêutero-Isaías (profundo influente do Cristianismo). O aparecimento quase simultâneo destes grandes homens  indica-nos um engrandecimento no Espírito da humanidade daquela época.

A Siddharta Gautama, como homem, faz tempo que o esperavam. Dizem as tradições que a cada 2.500 anos aproximadamente há de vir um Buda à Terra para fazer girar a roda do Dharma ou da Lei, e assim os homens buscadores da verdade podem ter uma nova oportunidade para alcançar a liberação.

Por si só, o nascimento de Buda está descrito com uma simbologia muito semelhante à do grande Kabir Jesus, Mestre dos Mestres.

A lenda conta que Maya, a mãe de Buda, (cujo nome significa em sânscrito «Ilusão» ou também o «Universo Manifestado»), passava uma temporada de abstinência e castidade no Palácio do Reino de Kapilavastu, no norte da Índia, quando, numa manhã, foi vencida pela sonolência, deitando-se na cama real de seu aposento. E começou a ter um sonho muito especial.

A Rainha Maya sonhou que os quatro reis celestiais, os senhores das quatro direções do Mundo de Tusita, a Terra da felicidade, a levantavam junto com a cama, transportando-a sobre a Cordilheira do Himalaia. Chegando a um ponto além dos altos cumes, deixaram-na sob uma árvore, afastando-se respeitosamente. Chegaram as esposas dos quatro Reis e a banharam cuidadosamente, purificando-a de toda mancha humana, levando-a a uma cama divina que tinha a cabeceira para o Leste.

No horizonte, começou a brilhar uma estrela com esplendor sobrenatural que desceu e se acercou do local onde estava Maya. Quando a estrela alcançou a terra, transformou-se num Elefante Branco que, aproximando-se, apanhou com sua tromba um loto branco e ao colocá-lo sobre o flanco da Rainha, este desapareceu introduzindo-se no útero.
Nesse momento, o Bodhisattva de compaixão entrou no corpo de sua mãe.

Concepção Imaculada, o Espírito Santo para os hindus tem a forma de Elefante Branco.

Todo Avatara, nos mundos internos, nasce do Espírito Santo, e Buda não foi uma exceção.

A Rainha Maya despertou e com grande agitação contou o sonho ao seu esposo, o Rei Suddhodana. Este, por sua vez, perguntou aos Brâmanes se o sonho era bom ou de mau presságio.

Os sacerdotes  anunciaram que nasceria em sua família um grande Ser. Alguém que seria ou um grande Rei ou um Buda.

Devemos saber aqui que o reino de Kapilavastu era pequeno e débil militarmente, e estava continuamente ameaçado por outro reino mais poderoso. Assim, ante a idéia de que o filho conseguiria solidificar e expandir o seu reinado, o Rei tratou de educá-lo intensamente nas artes guerreiras e palacianas.

Sete dias após o nascimento de Gautama, Maya, sua mãe, morreu.Rainha Maya- Mãe de Buddha

Aqui há várias explicações: em uma delas os Brâmanes dizem que as mães de Budas morrem sempre depois de ter seus ilustres filhos, pois o ventre que foi ocupado por um Bodhisattva é como o santuário de um templo e não pode ser reocupado.

Outra explicação bem mais profunda é que ao nascer o Buda, o Universo Manifestado (ou Maya) se recolhe e desaparece.

Conforme passaram os anos, o Príncipe Siddharta, além de estudar os afazeres de um futuro Rei, entregava-se cada vez mais aos pensamentos profundos, comprazendo-se na Solidão e na Meditação.

Mas o Rei Suddhodana, desejoso de que o seu filho fosse um digno sucessor, fazia o possível para que não se apresentassem as questões que o fariam tomar o caminho da Renunciação: Por que existe a doença? Por que morremos e por que envelhecemos?

Antigamente, tanto na Índia como no mundo oriental em geral, havia um costume - os homens, quando chegavam a determinada idade, à qual hoje denominaríamos aposentadoria, eram levados a um retiro no bosque e lá meditavam sobre sua própria vida, após ter passado por uma etapa de aprendizagem e outra de família e trabalho.

Em geral, o primeiro período, o de estudo, começava aos sete anos e durava até os vinte. Depois se iniciava a segunda fase, a mais longa de todas, que durava trinta anos e era dedicada à família, aos filhos e aos negócios, cumprindo-se tudo isso como um bom chefe de família.

Uma vez cumprindo os deveres como chefe de família e após ter gerado um herdeiro que ocupasse seu lugar, eles tinham a liberdade de se retirar para viver no bosque, refletindo com calma sobre os cinqüenta anos anteriores, alcançando plena maturidade filosófica.

Depois de completado esse período de ascetismo e prática religiosa, saíam do bosque e passavam a última parte da vida vagueando de um lugar a outro, mendigando e dependendo unicamente de esmolas para a subsistência.

A história nos conta que Sakyamuni passou muito rapidamente por essas quatro etapas, tão grande era seu anelo de encontrar a Fonte, a Origem do Universo.
Aos 16 anos casou-se com Yosodhara tendo um filho: Rahula (que significa: «Impedimento»).

Este foi um acontecimento de grande importância, pois Siddharta passou a ter um herdeiro para continuar a sucessão ao trono e por sorte ele mesmo ficava livre para renunciar os seus direitos e abraçar a vida religiosa.
A GRANDE PARTIDA

A tradição nos oferece quatro encontros como razões que culminaram para que Siddharta abandonasse o seu palácio e se dedicasse à vida religiosa. De acordo com antigos relatos, Sakyamuni passava a maior parte do tempo confinado no Palácio Real, protegido por seu pai, para que não visse nem conhecesse as desgraças da vida. Mas em quatro ocasiões conseguiu traspassar os portões do palácio em companhia do seu cocheiro.

Ele encontrou uma vez, diante da carroça, um ancião, depois um doente e na terceira vez viu um cadáver. Por fim reparou num homem com a cabeça raspada e olhos serenos, era um renunciante que havia se entregado à vida religiosa.

Sakyamuni então, profundamente comovido, resolveu abandonar seu lar e levar a mesma vida daquele homem, com o firme propósito de averiguar qual era a causa de todo sofrimento, doença, velhice e morte.

A lenda que se refere às quatro saídas do palácio expressa, de forma simbólica, o processo de despertar as quatro nobres verdades que mais adiante estudaremos.

Seja como for, Sakyamuni havia descoberto a dor e o sofrimento do seu povo. E sabendo que a força militar nunca pode brindar uma solução duradoura ao problema dos sofrimentos humanos, não tentou ajudar o seu povo mediante o recurso das armas, mas começou a trilhar um caminho que, segundo ele, esperava conduzir à verdadeira Liberação.
Antes de converter-se num rei que exerce poder político no mundo temporal, decidiu converter-se num rei filósofo no âmbito metafísico e solucionar a causa de todo sofrimento.
Assim, após os quatro sinais, Sakyamuni, seguindo os costumes de sua época muito prontamente, iniciou sua caminhada espiritual, seguindo as ordens que procediam do lugar mais íntimo e profundo de seu Ser.

Uma noite, acompanhado do seu cocheiro, saiu do palácio e já longe dali despediu-se do servente e amigo. Conta-se que em poucos dias o cavalo morreu de tristeza devido à separação de Gautama, seu amo. Siddharta trocou suas luxuosas roupas por outras mais humildes e cortando os cabelos seguiu para o bosque, em busca da Verdade.
A VIDA RELIGIOSA NO BOSQUE

Naqueles dias, o Bramanismo estava sendo questionado e havia uma multidão de seitas e escolas para todos os gostos, nas quais cada uma comungava sua especial maneira de libertar-se da dor deste mundo.

Havia, sobretudo, novos pensadores que traziam práticas religiosas baseadas em diferentes filosofias e que repudiavam deliberadamente a tradição, levando essas práticas a um ascetismo extremo como sentar-se nu sob o Sol em pleno calor, comer só ervas silvestres, etc.

Estas pessoas eram, naqueles tempos, puros opositores, como os «hippies» da atualidade, só que eram muito mais drásticos.

Siddharta logo aprendeu que o mundo estava repleto de uma infinidade de religiões.

Alguns devotos religiosos atormentavam a si mesmos com a idéia de evitar a maturação de um karma. Outros rezavam para um Deus com a esperança de que fossem livrados dos efeitos dos seus pecados e lhes fosse permitido nascer em um mundo celestial. Outros buscavam a emancipação mediante a disciplina mental, as boas obras e a atenção aos ritos cerimoniais.

Qual destes métodos de salvação, se havia algum, era o eficaz?

Naqueles tempos existiam dois ermitãos Bramanes ao pé de um monte e Sakyamuni decidiu submeter-se aos seus ensinamentos.

Os sábios eremitas orientais eram considerados pessoas com grande sabedoria e poder. Capazes de voar pelos ares em grande velocidade, andar sobre as águas e de outras inusitadas façanhas.

Esses eremitas eram considerados grandes autoridades nos temas religiosos e metafísicos, motivo pelo qual Sakyamuni os elegeu como mestres.

Ali, entrou em cheio na prática da ioga que é o que caracteriza a terceira fase da vida de qualquer oriental: conseguir a concentração mental, a introspecção no próprio ser interno e a verdadeira emancipação do corpo através do controle psíquico.

A ioga, naqueles tempos, era considerada um meio de liberação dos sofrimentos inerentes à condição humana.

Aqueles eremitas lhe ensinaram disciplinas de meditação que depois ficaram impressas na prática do budismo.

Estas técnicas chamam-se: «Conseguir a esfera do nada» e «O lugar onde não há nem pensamento nem não pensamento».

Como dizíamos, estes estados de concentração ficaram depois incorporados nos métodos budistas de meditação e disciplina, mas dentro das dez etapas do progresso a Buda elas ocupavam os passos mais inferiores, pois estas meditações não conduzem ao sossego das paixões nem à cessação, à tranqüilidade, ao supremo despertar ou à liberação total, mas somente à esfera onde «nada existe».

O objeto da busca de Sakyamuni era aquela classe de iluminação que pudesse libertar a humanidade dos sofrimentos que entranha o ciclo de nascimentos e mortes.

Ao compreender que aqueles métodos não o conduziriam à meta que aspirava, Sakyamuni os abandonou e se entregou às práticas ascéticas.
AS PRÁCTICAS ASCÉTICAS

Segundo comentamos, Sakyamuni, convencido de que não conseguiria a iluminação a que aspirava seguindo os preceitos dos dois mestres ioguis, decidiu dedicar-se a outras práticas ascéticas. A tradição diz que ele esteve de 6 a 10 anos no mais puro ascetismo. Dizem as mesmas fontes que ele foi a um bosque próximo da aldeia de Sena, que era um lugar de reunião de Brâmanes que tinham abandonado suas famílias e estavam praticando austeridades.

Fakir- Bramanes- As Práticas ascéticas

A prática de austeridades, como a meditação iogue, era considerada um método para atingir o progresso espiritual e se recorria muito a ela.

Acreditava-se que submetendo o corpo a diversos métodos ou processos de mortificação e aprendendo a suportar a dor seria possível atingir a liberação total do espírito.

Estas disciplinas foram classificadas em várias categorias: as relativas ao controle da mente, a suspensão da respiração, o jejum total e uma dieta severa.

O exercício de suspender a respiração é considerado um dos mais difíceis. Primeiro a pessoa concentra-se para impedir que a respiração entre e saia através do nariz e da boca. É de se supor que isso conduza ao sufocamento, mas quando a pessoa suspende os orifícios nasais e da boca, começa a respirar pelos ouvidos. Afirma-se que isto provoca um forte zumbido nos ouvidos e dores intoleráveis. Quanto ao jejum, muitos desencarnavam nesta prática.

Sakyamuni acreditava, como outros buscadores, que se não experimentasse os sofrimentos e durezas de semelhantes práticas, não poderia alcançar um verdadeiro progresso espiritual.

Quando Sakyamuni recordava aquele período da sua vida, dizia, conforme é citado nos textos, que nenhum brâmane do passado, do presente ou do futuro tinha sofrido nem sofreria as severas autotorturas que ele se infligiu e que, no entanto, não lhe permitiram alcançar a iluminação.

Assim, Gautama abandonou aquelas práticas e decidiu esforçar-se, a partir de então, nem em um extremo nem em outro, pois compreendeu o significado profundo do Caminho do Meio.

Este caminho recusa a vida que levou no meio do luxo do palácio e a vida de severas práticas ascéticas, pois estas duas formas pertencem ao dualismo. O caminho do meio é o equilíbrio e nos conduz firmes à liberação.
A ILUMINAÇÃO

Naquela época, após praticar as mais severas austeridades sem atingir a iluminação, Sakyamuni resolveu abandonar aquelas práticas.

Seu primeiro passo foi tentar recuperar as forças tão gravemente prejudicadas pelas privações sofridas.

Esculturas budistas representavam Sakyamuni, nesta etapa, totalmente consumido.

Segundo a lenda, Gautama começou a banhar-se no rio para limpar toda sujeira que o seu corpo havia acumulado e começou, aos poucos, a comer arroz e a alimentar-se melhor até recuperar-se totalmente.

Deixou aquele bosque e os discípulos que tinha o abandonaram, imputando-lhe o haver se desviado e caído na boa vida.

Com o firme propósito de encontrar a raiz de todo o sofrimento, sentou-se sob um Tipal ou figueira hindu, decidido a não se levantar dali ainda que caíssem sua pele e sua carne, até encontrar a solução, o encontro com a realidade última de todas as coisas.
A TENTAÇÃO DE MARA

De maneira que Sakyamuni tomou assento sobre a esteira à sombra da árvore, decidido a atingir a iluminação.

Adotou a postura de loto, que era a maneira habitual de sentar-se nas práticas da meditação.

Aqui as escrituras narram as tentações de Mara. A tentação de Mara é muito importante em todo processo iniciático e de iluminação.
A Tentação de Mara

Segundo as escrituras, Mara, que significa «O arrebatador da vida», que não é outro que o ego psicológico, elementos desumanos que em nosso interior carregamos, existência pós existência. Mara estava alarmado ante a perspectiva de triunfo de Gautama, e disse ao futuro Buda:
«Consumido e pálido como estás, te encontras à beira da morte. Tens só uma possibilidade de sobreviver em mil. Deverias viver, pois só estando vivo ser-te-á possível realizar boas ações... Mas todos os teus esforços atuais são vãos e inúteis, pois o caminho que conduz ao verdadeiro Dharma é duro, penoso e inacessível».

Mara falou com ele uma e outra vez desta maneira, querendo desanimá-lo, mas Gautama permaneceu impassível até vencer o que é chamado de o demônio interno ou as intimidações e resistências do Ego.

iluminação ocorreu na aurora, com a proximidade do amanhecer - o olho da sabedoria recebeu sublime claridade. Quando a estrela da manhã começou a brilhar, Sakyamuni sentiu que toda a sua vida acontecia como um estalo, e em um instante distinguiu a realidade final de todas as coisas. Naquele momento converteu-se num Buda.

Ao anoitecer, após haver passado pelos quatro estados de dhyana ou intensa meditação, atingiu o primeiro grau: desapego dos sentidos, depois o segundo grau que se distingue por uma completa concentração da mente e uma sensação de alegria. No terceiro grau é submergido na paz e na serenidade sem limites, e no quarto grau atingiu um estado de suprema pureza, além de todo sofrimento ou gozo, de toda pena ou alegria.

Após haver conseguido completo domínio dos quatro graus de dhyana, ele se foi em busca da origem de todo o sofrimento.

E se diz que nessa noite recordou sua primeira, segunda, terceira vida e assim recordou milhares de existências em inúmeros aeones e conheceu que classe de morte tinha tido em uma e outra, que classe de vida, se feliz ou dolorosa.

Viu e experimentou isso vividamente com o olho da sabedoria completamente aberto.

Os ensinamentos de Buda nos falam dos seis reinos pelos quais a alma passa, de um a outro, sem alcançar a liberação final...

Depois, na segunda fase da noite, completou o mundo inteiro e viu os processos de todas as criaturas que nasciam e morriam segundo suas ações acumuladas ou karma. Aqueles seres cujos atos eram pecaminosos passavam a uma esfera de miséria, aqueles cujas ações eram boas ganhavam um lugar no triplo céu.

Naquele momento captou a lei do karma que governa o universo.

Na terceira fase da noite, a verdade final: as 12 CAUSAS DO ETERNO RETORNO. São a verdadeira causa da origem de todo o sofrimento.

Compreendeu as Quatro Nobres Verdades e a maneira de permanecer sobre a transitoriedade e instabilidade de todas as coisas que é o nobre sendeiro óctuplo.

Assim, Gautama converteu-se em Buda. E tudo o que lhe aconteceu nessa noite foi a base de todo o ensinamento aos seus discípulos.

Tendo encontrado a origem de todo sofrimento, ele se propôs a difundi-lo a todas as pessoas receptivas naqueles tempos, pessoas, por outro lado, muito avançadas espiritualmente, capazes de atingir a iluminação momentaneamente, simplesmente escutando suas revelações de uma forma clara e simples.

A todos esses ensinamentos foi dado um nome: A Roda do Dharma ou da Lei, pois quem os leva ao fim conseguirá fazer-se Uno com a Lei, com o Pai, permanecendo além de nascimentos e mortes, de gozos e sofrimentos, sem egos, sem apegos, sem desejos. Alcançando, por fim, a Beatitude, o Estado de Buda.


 

Este excerto é atribuido a

Siddharta Gautama, embora possam ser as palavras de qualquer profeta da antiguidade, de alguma forma, associo-o  à chegada de Jesus, porque a minha formação é cristã, os mulçumanos, porém, podem associá-lo a Maomé, o último dos profetas, e ainda os intransigentes, os donos da verdade das coisas que nos transcendem podem considerá-lo herético. Como católica de baptismo, associo-o mentalmente aos ensinamentos de Jesus que modificaram todo o pensamento de então e anunciavam uma nova ética, uma nova moral e consolidava todos os ensinamentos antigos acerca da imortalidade da alma, acerca dos preceitos que nos deveriam nortear a fim de sobrevivermos como espécie racional e em paz uns com os outros. No fundo, as religiões estão para nós, como a paixão que nos leva a gostar mais de um clube de futebol,do que o outro, o futebol continua a ser o mesmo, jogado com uma bola, mas nós dividimo-nos e apoiamos o clube da nossa paixão. A bola é a mesma, o Deus é o mesmo, o que muda são os pensadores, tal como os dirigentes dos clubes, tal como os profetas.

 

 

(...) No tempo devido outro Buda levantar-se-á no mundo, um santo, um ser divinamente iluminado,  dotado de sabedoria em sua conduta, benigno, conhecendo o universo, um líder incomparável dos homens,
um mestre dos anjos e dos mortais. Ele vos revelará as mesmas verdades eternas que vos ensinei. Ele vos pregará esta religião, gloriosa em sua origem, gloriosa em seu climáx, gloriosa em seus objetivos, tanto no espírito como na forma. Ele proclamará uma vida religiosa tão pura e perfeita como a que agora proclamo. Seus discípulos serão contados em milhares,  enquanto que os meus contam-se em centenas."

 

 

 Buda Gautama



publicado por Sou às 23:46
Quarta-feira, 01 de Outubro de 2008

"Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo; agora construa os alicerces"

  Dalai Lama

 

 

Dalai Lama nasceu a 6 de Julho de 1935 (5º dia do 5º mês do ano de Javali de madeira, do calendário tibetano), numa pequena aldeia tibetana. Os seus pais eram simples agricultores. Foi reconhecido como Dalai Lama aos 2 anos de idade, partindo para Lassa em 1939 com toda a sua família.

 

No inverno de 1940 é oficialmente nomeado líder espiritual dos Tibetanos. No Templo de Jokhang foi-lhe cortado o cabelo e vestido o manto monástico, tendo tomado votos como noviço. A sua aprendizagem formal foi inteiramente religiosa e de carácter espiritual.

O seu campo principal de estudo foi a filosofia e a psicologia budista. Estudou principalmente as obras de filósofos religiosos da escola Gelugpa à qual os Dalai Lama tradicionalmente pertencem.

 

Aprendeu tratados sobre sânscrito, dialéctica, lógica, filosofia religiosa e metafísica, tendo obtido o título de Geshe Lhampara, ou seja, Doutor de doutrina budista. Por exemplo, em filosofia religiosa estudou a Prajna Paramita (a Perfeita Sabedoria Transcendente), a Via do Meio (Madhyamika), a disciplina monástica (Vinaya), a Metafísica (Abhidharma) e a lógica e dialéctica (Pramana). Os estudos eram acompanhados por longas horas de meditação ou orações na presença de vinte mil monges.

 

Foi em Lassa que teve os primeiros contactos com a cultura Ocidental guiando os três carros importados pelo XIII Dalai Lama, fazendo instalar um projector de cinema no Potala, onde via filmes de Tarzan e conversava longamente com Heinrich Harrer (escreveu as suas memórias no livro, e posterior filme, "Sete anos no Tibete").

 

1950. O regime chinês da época invade o Tibete. Durante nove anos, os tibetanos lutaram pacificamente para manterem a sua identidade sem nenhum resultado.

 

1959. Vendo que a própria sobrevivência do budismo tibetano estava em perigo se continuasse no Tibete, S.S. Dalai Lama deixa o seu país natal, refugiando-se na Índia (Dharamsala), país onde o budismo nasceu. Na Índia encontra-se com Nehru e, tal como Ghandi, defende sempre a não violência afirmando:

"Sou um adepto fervoroso da doutrina da não violência, que foi ensinada pela primeira vez pelo Buda, sendo depois praticada pelo líder Mahatma Gandhi".

 

A partir daí, "O Dalai Lama torna-se no símbolo da luta dramática pela sobrevivência do Tibete enquanto nação" (como refere Pema Wangyal Rinpoche , o principal mentor da sua vinda a Portugal).

 

Líder espiritual de todas as escolas budistas tibetanas, é um factor de união e de construção da identidade cultural dos tibetanos no exílio (e que já nasceram fora do Tibete) e de muitos ocidentais que encontraram no budismo uma ferramenta espiritual.

 

A actividade do Dalai Lama tem duas vertentes: uma é a preservação dos ensinamentos budistas de forma não sectária, promovendo o diálogo inter-religioso, e outra a conservação da cultura e identidade do povo tibetano em todos os seus aspectos.

O Dalai Lama organizou 53 colónias Tibetanas na Índia e no Nepal, fundou institutos para preservar as artes, a história sagrada e a medicina tradicional do Tibete.

 

1967. Visita pela primeira vez o estrangeiro, a Tailândia e o Japão. A partir daí percorre o mundo: encontra-se com o Papa João Paulo II, dá conferências em Harvard, ensina o budismo a muitas pessoas.

Promove o diálogo entre o budismo e a ciência ocidental encontrando-se com cientistas.  encontros sobre budismo e neurociência.

 

O Ocidente reconhece finalmente a sua acção não violenta para preservar a cultura tibetana e a paz no mundo, com a atribuição do Prémio Nobel da Paz em 1989.

(from: Conceição Gomes - Songtsen, Casa da Cultura do Tibete)

 

dalailama.sapo.pt/Biografia.htm

 





publicado por Sou às 23:14
Quarta-feira, 01 de Outubro de 2008

 

 



publicado por Sou às 22:35
Quarta-feira, 01 de Outubro de 2008

 

O Rock and roll surgiu nos subúrbios dos Estados Unidos no final da anos 1940 e início da década de 1950 e rapidamente se espalhou para o resto do mundo. Suas origens imediatas remontam a uma mistura entre vários gêneros musicais populares da cultura negra naquele momento, incluindo o rhythm and blues, a gospel music, o country e o western

Heavy Metal, hard Rock, o que é o Rock? - Rock é um termo abrangente que define o género musical popular que se desenvolveu durante e após a década de 1950. As suas raízes se encontram no rock and roll e no rockabilly que emergiu e se definiu nos Estados Unidos da América no final dos anos quarenta e início dos cinqüenta, que evoluiu do blues, da música country e do rhythm and blues, entre outras influências musicais que ainda incluem o folk, o gospel, o jazz e a música clássica. Todas estas influências combinadas em uma simples estrutura musical baseada no blues que era "rápida, dançável e pegajosa".

No final dos década de 1960 e início dos anos setenta, o rock desenvolveu diferentes subgêneros. Quando foi misturado com a folk music ou com o blues ou com o jazz, nasceram o folk rock, o blues-rock e o jazz-rock respectivamente. Na década de 1970, o rock incorporou influências de gêneros como a soul music, o funk e de diversos ritmos de países latino-americanos. Ainda naquela década, o rock gerou uma série de outros subgêneros, tais como o soft rock, o glam rock, o heavy metal, o hard rock, o rock progressivo e o punk rock. Já nos anos oitenta, os subgêneros que surgiram foram a New Wave, o punk hardcore e rock alternativo. E na década de 1990, os sub-gêneros criados foram o grunge, o britpop, o indie rock e o nu metal.

O som do rock muitas vezes gira em torno da guitarra elétrica ou do violão e utiliza um forte backbeat (contratempo) estabelecido pelo ritmo do baixo elétrico, da bateria, do teclado, e outros instrumentos como órgão, piano, ou, desde a década de 1970, sintetizadores digitais. Junto com a guitarra ou teclado, o saxofone e a gaita (estilo blues) são por vezes utilizados como instrumentos solo. Em sua "forma pura", o rock "tem três acordes, um forte e insistente contratempo e uma melodia cativante".[1]

A maioria dos grupos de rock são constituídos por um vocalista, um guitarrista, um baixista e um baterista, formando um quarteto. Alguns grupos omitem uma ou mais destas funções e/ou utilizam um vocalista que toca um instrumento enquanto canta, às vezes formando um trio ou duo; outros ainda adicionam outros músicos, como um ou dois guitarristas e/ou tecladista. Mais raramente, os grupos também utilizam saxofonistas ou trompetistas e até instrumentos como violinos com cordas ou cellos.

 

pt.wikipedia.org/wiki/Rock


 



publicado por Sou às 22:14
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