Quarta-feira, 01 de Outubro de 2008

 



A Vida do Buda Siddharta Gautama

Siddharta Gautama, o BUDA, foi um príncipe que renunciou o trono para ir em busca da verdade.

A história dos 80 anos de BUDA sobre a face da Terra constitui um dos mais notáveis acontecimentos na história da humanidade. A sua a representa o caminho a seguir por todo aquele que se esforça para descobrir a força da criação e  libertar-se de todo sofrimento. Tudo, absolutamente tudo em sua vida tem um profundo significado. O próprio nome BUDA quer dizer: «O Desperto, O Iluminado».

Nasceu no século VI a.C., contemporâneo de Sócrates, Confúcio e Dêutero-Isaías (profundo influente do Cristianismo). O aparecimento quase simultâneo destes grandes homens  indica-nos um engrandecimento no Espírito da humanidade daquela época.

A Siddharta Gautama, como homem, faz tempo que o esperavam. Dizem as tradições que a cada 2.500 anos aproximadamente há de vir um Buda à Terra para fazer girar a roda do Dharma ou da Lei, e assim os homens buscadores da verdade podem ter uma nova oportunidade para alcançar a liberação.

Por si só, o nascimento de Buda está descrito com uma simbologia muito semelhante à do grande Kabir Jesus, Mestre dos Mestres.

A lenda conta que Maya, a mãe de Buda, (cujo nome significa em sânscrito «Ilusão» ou também o «Universo Manifestado»), passava uma temporada de abstinência e castidade no Palácio do Reino de Kapilavastu, no norte da Índia, quando, numa manhã, foi vencida pela sonolência, deitando-se na cama real de seu aposento. E começou a ter um sonho muito especial.

A Rainha Maya sonhou que os quatro reis celestiais, os senhores das quatro direções do Mundo de Tusita, a Terra da felicidade, a levantavam junto com a cama, transportando-a sobre a Cordilheira do Himalaia. Chegando a um ponto além dos altos cumes, deixaram-na sob uma árvore, afastando-se respeitosamente. Chegaram as esposas dos quatro Reis e a banharam cuidadosamente, purificando-a de toda mancha humana, levando-a a uma cama divina que tinha a cabeceira para o Leste.

No horizonte, começou a brilhar uma estrela com esplendor sobrenatural que desceu e se acercou do local onde estava Maya. Quando a estrela alcançou a terra, transformou-se num Elefante Branco que, aproximando-se, apanhou com sua tromba um loto branco e ao colocá-lo sobre o flanco da Rainha, este desapareceu introduzindo-se no útero.
Nesse momento, o Bodhisattva de compaixão entrou no corpo de sua mãe.

Concepção Imaculada, o Espírito Santo para os hindus tem a forma de Elefante Branco.

Todo Avatara, nos mundos internos, nasce do Espírito Santo, e Buda não foi uma exceção.

A Rainha Maya despertou e com grande agitação contou o sonho ao seu esposo, o Rei Suddhodana. Este, por sua vez, perguntou aos Brâmanes se o sonho era bom ou de mau presságio.

Os sacerdotes  anunciaram que nasceria em sua família um grande Ser. Alguém que seria ou um grande Rei ou um Buda.

Devemos saber aqui que o reino de Kapilavastu era pequeno e débil militarmente, e estava continuamente ameaçado por outro reino mais poderoso. Assim, ante a idéia de que o filho conseguiria solidificar e expandir o seu reinado, o Rei tratou de educá-lo intensamente nas artes guerreiras e palacianas.

Sete dias após o nascimento de Gautama, Maya, sua mãe, morreu.Rainha Maya- Mãe de Buddha

Aqui há várias explicações: em uma delas os Brâmanes dizem que as mães de Budas morrem sempre depois de ter seus ilustres filhos, pois o ventre que foi ocupado por um Bodhisattva é como o santuário de um templo e não pode ser reocupado.

Outra explicação bem mais profunda é que ao nascer o Buda, o Universo Manifestado (ou Maya) se recolhe e desaparece.

Conforme passaram os anos, o Príncipe Siddharta, além de estudar os afazeres de um futuro Rei, entregava-se cada vez mais aos pensamentos profundos, comprazendo-se na Solidão e na Meditação.

Mas o Rei Suddhodana, desejoso de que o seu filho fosse um digno sucessor, fazia o possível para que não se apresentassem as questões que o fariam tomar o caminho da Renunciação: Por que existe a doença? Por que morremos e por que envelhecemos?

Antigamente, tanto na Índia como no mundo oriental em geral, havia um costume - os homens, quando chegavam a determinada idade, à qual hoje denominaríamos aposentadoria, eram levados a um retiro no bosque e lá meditavam sobre sua própria vida, após ter passado por uma etapa de aprendizagem e outra de família e trabalho.

Em geral, o primeiro período, o de estudo, começava aos sete anos e durava até os vinte. Depois se iniciava a segunda fase, a mais longa de todas, que durava trinta anos e era dedicada à família, aos filhos e aos negócios, cumprindo-se tudo isso como um bom chefe de família.

Uma vez cumprindo os deveres como chefe de família e após ter gerado um herdeiro que ocupasse seu lugar, eles tinham a liberdade de se retirar para viver no bosque, refletindo com calma sobre os cinqüenta anos anteriores, alcançando plena maturidade filosófica.

Depois de completado esse período de ascetismo e prática religiosa, saíam do bosque e passavam a última parte da vida vagueando de um lugar a outro, mendigando e dependendo unicamente de esmolas para a subsistência.

A história nos conta que Sakyamuni passou muito rapidamente por essas quatro etapas, tão grande era seu anelo de encontrar a Fonte, a Origem do Universo.
Aos 16 anos casou-se com Yosodhara tendo um filho: Rahula (que significa: «Impedimento»).

Este foi um acontecimento de grande importância, pois Siddharta passou a ter um herdeiro para continuar a sucessão ao trono e por sorte ele mesmo ficava livre para renunciar os seus direitos e abraçar a vida religiosa.
A GRANDE PARTIDA

A tradição nos oferece quatro encontros como razões que culminaram para que Siddharta abandonasse o seu palácio e se dedicasse à vida religiosa. De acordo com antigos relatos, Sakyamuni passava a maior parte do tempo confinado no Palácio Real, protegido por seu pai, para que não visse nem conhecesse as desgraças da vida. Mas em quatro ocasiões conseguiu traspassar os portões do palácio em companhia do seu cocheiro.

Ele encontrou uma vez, diante da carroça, um ancião, depois um doente e na terceira vez viu um cadáver. Por fim reparou num homem com a cabeça raspada e olhos serenos, era um renunciante que havia se entregado à vida religiosa.

Sakyamuni então, profundamente comovido, resolveu abandonar seu lar e levar a mesma vida daquele homem, com o firme propósito de averiguar qual era a causa de todo sofrimento, doença, velhice e morte.

A lenda que se refere às quatro saídas do palácio expressa, de forma simbólica, o processo de despertar as quatro nobres verdades que mais adiante estudaremos.

Seja como for, Sakyamuni havia descoberto a dor e o sofrimento do seu povo. E sabendo que a força militar nunca pode brindar uma solução duradoura ao problema dos sofrimentos humanos, não tentou ajudar o seu povo mediante o recurso das armas, mas começou a trilhar um caminho que, segundo ele, esperava conduzir à verdadeira Liberação.
Antes de converter-se num rei que exerce poder político no mundo temporal, decidiu converter-se num rei filósofo no âmbito metafísico e solucionar a causa de todo sofrimento.
Assim, após os quatro sinais, Sakyamuni, seguindo os costumes de sua época muito prontamente, iniciou sua caminhada espiritual, seguindo as ordens que procediam do lugar mais íntimo e profundo de seu Ser.

Uma noite, acompanhado do seu cocheiro, saiu do palácio e já longe dali despediu-se do servente e amigo. Conta-se que em poucos dias o cavalo morreu de tristeza devido à separação de Gautama, seu amo. Siddharta trocou suas luxuosas roupas por outras mais humildes e cortando os cabelos seguiu para o bosque, em busca da Verdade.
A VIDA RELIGIOSA NO BOSQUE

Naqueles dias, o Bramanismo estava sendo questionado e havia uma multidão de seitas e escolas para todos os gostos, nas quais cada uma comungava sua especial maneira de libertar-se da dor deste mundo.

Havia, sobretudo, novos pensadores que traziam práticas religiosas baseadas em diferentes filosofias e que repudiavam deliberadamente a tradição, levando essas práticas a um ascetismo extremo como sentar-se nu sob o Sol em pleno calor, comer só ervas silvestres, etc.

Estas pessoas eram, naqueles tempos, puros opositores, como os «hippies» da atualidade, só que eram muito mais drásticos.

Siddharta logo aprendeu que o mundo estava repleto de uma infinidade de religiões.

Alguns devotos religiosos atormentavam a si mesmos com a idéia de evitar a maturação de um karma. Outros rezavam para um Deus com a esperança de que fossem livrados dos efeitos dos seus pecados e lhes fosse permitido nascer em um mundo celestial. Outros buscavam a emancipação mediante a disciplina mental, as boas obras e a atenção aos ritos cerimoniais.

Qual destes métodos de salvação, se havia algum, era o eficaz?

Naqueles tempos existiam dois ermitãos Bramanes ao pé de um monte e Sakyamuni decidiu submeter-se aos seus ensinamentos.

Os sábios eremitas orientais eram considerados pessoas com grande sabedoria e poder. Capazes de voar pelos ares em grande velocidade, andar sobre as águas e de outras inusitadas façanhas.

Esses eremitas eram considerados grandes autoridades nos temas religiosos e metafísicos, motivo pelo qual Sakyamuni os elegeu como mestres.

Ali, entrou em cheio na prática da ioga que é o que caracteriza a terceira fase da vida de qualquer oriental: conseguir a concentração mental, a introspecção no próprio ser interno e a verdadeira emancipação do corpo através do controle psíquico.

A ioga, naqueles tempos, era considerada um meio de liberação dos sofrimentos inerentes à condição humana.

Aqueles eremitas lhe ensinaram disciplinas de meditação que depois ficaram impressas na prática do budismo.

Estas técnicas chamam-se: «Conseguir a esfera do nada» e «O lugar onde não há nem pensamento nem não pensamento».

Como dizíamos, estes estados de concentração ficaram depois incorporados nos métodos budistas de meditação e disciplina, mas dentro das dez etapas do progresso a Buda elas ocupavam os passos mais inferiores, pois estas meditações não conduzem ao sossego das paixões nem à cessação, à tranqüilidade, ao supremo despertar ou à liberação total, mas somente à esfera onde «nada existe».

O objeto da busca de Sakyamuni era aquela classe de iluminação que pudesse libertar a humanidade dos sofrimentos que entranha o ciclo de nascimentos e mortes.

Ao compreender que aqueles métodos não o conduziriam à meta que aspirava, Sakyamuni os abandonou e se entregou às práticas ascéticas.
AS PRÁCTICAS ASCÉTICAS

Segundo comentamos, Sakyamuni, convencido de que não conseguiria a iluminação a que aspirava seguindo os preceitos dos dois mestres ioguis, decidiu dedicar-se a outras práticas ascéticas. A tradição diz que ele esteve de 6 a 10 anos no mais puro ascetismo. Dizem as mesmas fontes que ele foi a um bosque próximo da aldeia de Sena, que era um lugar de reunião de Brâmanes que tinham abandonado suas famílias e estavam praticando austeridades.

Fakir- Bramanes- As Práticas ascéticas

A prática de austeridades, como a meditação iogue, era considerada um método para atingir o progresso espiritual e se recorria muito a ela.

Acreditava-se que submetendo o corpo a diversos métodos ou processos de mortificação e aprendendo a suportar a dor seria possível atingir a liberação total do espírito.

Estas disciplinas foram classificadas em várias categorias: as relativas ao controle da mente, a suspensão da respiração, o jejum total e uma dieta severa.

O exercício de suspender a respiração é considerado um dos mais difíceis. Primeiro a pessoa concentra-se para impedir que a respiração entre e saia através do nariz e da boca. É de se supor que isso conduza ao sufocamento, mas quando a pessoa suspende os orifícios nasais e da boca, começa a respirar pelos ouvidos. Afirma-se que isto provoca um forte zumbido nos ouvidos e dores intoleráveis. Quanto ao jejum, muitos desencarnavam nesta prática.

Sakyamuni acreditava, como outros buscadores, que se não experimentasse os sofrimentos e durezas de semelhantes práticas, não poderia alcançar um verdadeiro progresso espiritual.

Quando Sakyamuni recordava aquele período da sua vida, dizia, conforme é citado nos textos, que nenhum brâmane do passado, do presente ou do futuro tinha sofrido nem sofreria as severas autotorturas que ele se infligiu e que, no entanto, não lhe permitiram alcançar a iluminação.

Assim, Gautama abandonou aquelas práticas e decidiu esforçar-se, a partir de então, nem em um extremo nem em outro, pois compreendeu o significado profundo do Caminho do Meio.

Este caminho recusa a vida que levou no meio do luxo do palácio e a vida de severas práticas ascéticas, pois estas duas formas pertencem ao dualismo. O caminho do meio é o equilíbrio e nos conduz firmes à liberação.
A ILUMINAÇÃO

Naquela época, após praticar as mais severas austeridades sem atingir a iluminação, Sakyamuni resolveu abandonar aquelas práticas.

Seu primeiro passo foi tentar recuperar as forças tão gravemente prejudicadas pelas privações sofridas.

Esculturas budistas representavam Sakyamuni, nesta etapa, totalmente consumido.

Segundo a lenda, Gautama começou a banhar-se no rio para limpar toda sujeira que o seu corpo havia acumulado e começou, aos poucos, a comer arroz e a alimentar-se melhor até recuperar-se totalmente.

Deixou aquele bosque e os discípulos que tinha o abandonaram, imputando-lhe o haver se desviado e caído na boa vida.

Com o firme propósito de encontrar a raiz de todo o sofrimento, sentou-se sob um Tipal ou figueira hindu, decidido a não se levantar dali ainda que caíssem sua pele e sua carne, até encontrar a solução, o encontro com a realidade última de todas as coisas.
A TENTAÇÃO DE MARA

De maneira que Sakyamuni tomou assento sobre a esteira à sombra da árvore, decidido a atingir a iluminação.

Adotou a postura de loto, que era a maneira habitual de sentar-se nas práticas da meditação.

Aqui as escrituras narram as tentações de Mara. A tentação de Mara é muito importante em todo processo iniciático e de iluminação.
A Tentação de Mara

Segundo as escrituras, Mara, que significa «O arrebatador da vida», que não é outro que o ego psicológico, elementos desumanos que em nosso interior carregamos, existência pós existência. Mara estava alarmado ante a perspectiva de triunfo de Gautama, e disse ao futuro Buda:
«Consumido e pálido como estás, te encontras à beira da morte. Tens só uma possibilidade de sobreviver em mil. Deverias viver, pois só estando vivo ser-te-á possível realizar boas ações... Mas todos os teus esforços atuais são vãos e inúteis, pois o caminho que conduz ao verdadeiro Dharma é duro, penoso e inacessível».

Mara falou com ele uma e outra vez desta maneira, querendo desanimá-lo, mas Gautama permaneceu impassível até vencer o que é chamado de o demônio interno ou as intimidações e resistências do Ego.

iluminação ocorreu na aurora, com a proximidade do amanhecer - o olho da sabedoria recebeu sublime claridade. Quando a estrela da manhã começou a brilhar, Sakyamuni sentiu que toda a sua vida acontecia como um estalo, e em um instante distinguiu a realidade final de todas as coisas. Naquele momento converteu-se num Buda.

Ao anoitecer, após haver passado pelos quatro estados de dhyana ou intensa meditação, atingiu o primeiro grau: desapego dos sentidos, depois o segundo grau que se distingue por uma completa concentração da mente e uma sensação de alegria. No terceiro grau é submergido na paz e na serenidade sem limites, e no quarto grau atingiu um estado de suprema pureza, além de todo sofrimento ou gozo, de toda pena ou alegria.

Após haver conseguido completo domínio dos quatro graus de dhyana, ele se foi em busca da origem de todo o sofrimento.

E se diz que nessa noite recordou sua primeira, segunda, terceira vida e assim recordou milhares de existências em inúmeros aeones e conheceu que classe de morte tinha tido em uma e outra, que classe de vida, se feliz ou dolorosa.

Viu e experimentou isso vividamente com o olho da sabedoria completamente aberto.

Os ensinamentos de Buda nos falam dos seis reinos pelos quais a alma passa, de um a outro, sem alcançar a liberação final...

Depois, na segunda fase da noite, completou o mundo inteiro e viu os processos de todas as criaturas que nasciam e morriam segundo suas ações acumuladas ou karma. Aqueles seres cujos atos eram pecaminosos passavam a uma esfera de miséria, aqueles cujas ações eram boas ganhavam um lugar no triplo céu.

Naquele momento captou a lei do karma que governa o universo.

Na terceira fase da noite, a verdade final: as 12 CAUSAS DO ETERNO RETORNO. São a verdadeira causa da origem de todo o sofrimento.

Compreendeu as Quatro Nobres Verdades e a maneira de permanecer sobre a transitoriedade e instabilidade de todas as coisas que é o nobre sendeiro óctuplo.

Assim, Gautama converteu-se em Buda. E tudo o que lhe aconteceu nessa noite foi a base de todo o ensinamento aos seus discípulos.

Tendo encontrado a origem de todo sofrimento, ele se propôs a difundi-lo a todas as pessoas receptivas naqueles tempos, pessoas, por outro lado, muito avançadas espiritualmente, capazes de atingir a iluminação momentaneamente, simplesmente escutando suas revelações de uma forma clara e simples.

A todos esses ensinamentos foi dado um nome: A Roda do Dharma ou da Lei, pois quem os leva ao fim conseguirá fazer-se Uno com a Lei, com o Pai, permanecendo além de nascimentos e mortes, de gozos e sofrimentos, sem egos, sem apegos, sem desejos. Alcançando, por fim, a Beatitude, o Estado de Buda.


 

Este excerto é atribuido a

Siddharta Gautama, embora possam ser as palavras de qualquer profeta da antiguidade, de alguma forma, associo-o  à chegada de Jesus, porque a minha formação é cristã, os mulçumanos, porém, podem associá-lo a Maomé, o último dos profetas, e ainda os intransigentes, os donos da verdade das coisas que nos transcendem podem considerá-lo herético. Como católica de baptismo, associo-o mentalmente aos ensinamentos de Jesus que modificaram todo o pensamento de então e anunciavam uma nova ética, uma nova moral e consolidava todos os ensinamentos antigos acerca da imortalidade da alma, acerca dos preceitos que nos deveriam nortear a fim de sobrevivermos como espécie racional e em paz uns com os outros. No fundo, as religiões estão para nós, como a paixão que nos leva a gostar mais de um clube de futebol,do que o outro, o futebol continua a ser o mesmo, jogado com uma bola, mas nós dividimo-nos e apoiamos o clube da nossa paixão. A bola é a mesma, o Deus é o mesmo, o que muda são os pensadores, tal como os dirigentes dos clubes, tal como os profetas.

 

 

(...) No tempo devido outro Buda levantar-se-á no mundo, um santo, um ser divinamente iluminado,  dotado de sabedoria em sua conduta, benigno, conhecendo o universo, um líder incomparável dos homens,
um mestre dos anjos e dos mortais. Ele vos revelará as mesmas verdades eternas que vos ensinei. Ele vos pregará esta religião, gloriosa em sua origem, gloriosa em seu climáx, gloriosa em seus objetivos, tanto no espírito como na forma. Ele proclamará uma vida religiosa tão pura e perfeita como a que agora proclamo. Seus discípulos serão contados em milhares,  enquanto que os meus contam-se em centenas."

 

 

 Buda Gautama



publicado por Sou às 23:46

"Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo; agora construa os alicerces"

  Dalai Lama

 

 

Dalai Lama nasceu a 6 de Julho de 1935 (5º dia do 5º mês do ano de Javali de madeira, do calendário tibetano), numa pequena aldeia tibetana. Os seus pais eram simples agricultores. Foi reconhecido como Dalai Lama aos 2 anos de idade, partindo para Lassa em 1939 com toda a sua família.

 

No inverno de 1940 é oficialmente nomeado líder espiritual dos Tibetanos. No Templo de Jokhang foi-lhe cortado o cabelo e vestido o manto monástico, tendo tomado votos como noviço. A sua aprendizagem formal foi inteiramente religiosa e de carácter espiritual.

O seu campo principal de estudo foi a filosofia e a psicologia budista. Estudou principalmente as obras de filósofos religiosos da escola Gelugpa à qual os Dalai Lama tradicionalmente pertencem.

 

Aprendeu tratados sobre sânscrito, dialéctica, lógica, filosofia religiosa e metafísica, tendo obtido o título de Geshe Lhampara, ou seja, Doutor de doutrina budista. Por exemplo, em filosofia religiosa estudou a Prajna Paramita (a Perfeita Sabedoria Transcendente), a Via do Meio (Madhyamika), a disciplina monástica (Vinaya), a Metafísica (Abhidharma) e a lógica e dialéctica (Pramana). Os estudos eram acompanhados por longas horas de meditação ou orações na presença de vinte mil monges.

 

Foi em Lassa que teve os primeiros contactos com a cultura Ocidental guiando os três carros importados pelo XIII Dalai Lama, fazendo instalar um projector de cinema no Potala, onde via filmes de Tarzan e conversava longamente com Heinrich Harrer (escreveu as suas memórias no livro, e posterior filme, "Sete anos no Tibete").

 

1950. O regime chinês da época invade o Tibete. Durante nove anos, os tibetanos lutaram pacificamente para manterem a sua identidade sem nenhum resultado.

 

1959. Vendo que a própria sobrevivência do budismo tibetano estava em perigo se continuasse no Tibete, S.S. Dalai Lama deixa o seu país natal, refugiando-se na Índia (Dharamsala), país onde o budismo nasceu. Na Índia encontra-se com Nehru e, tal como Ghandi, defende sempre a não violência afirmando:

"Sou um adepto fervoroso da doutrina da não violência, que foi ensinada pela primeira vez pelo Buda, sendo depois praticada pelo líder Mahatma Gandhi".

 

A partir daí, "O Dalai Lama torna-se no símbolo da luta dramática pela sobrevivência do Tibete enquanto nação" (como refere Pema Wangyal Rinpoche , o principal mentor da sua vinda a Portugal).

 

Líder espiritual de todas as escolas budistas tibetanas, é um factor de união e de construção da identidade cultural dos tibetanos no exílio (e que já nasceram fora do Tibete) e de muitos ocidentais que encontraram no budismo uma ferramenta espiritual.

 

A actividade do Dalai Lama tem duas vertentes: uma é a preservação dos ensinamentos budistas de forma não sectária, promovendo o diálogo inter-religioso, e outra a conservação da cultura e identidade do povo tibetano em todos os seus aspectos.

O Dalai Lama organizou 53 colónias Tibetanas na Índia e no Nepal, fundou institutos para preservar as artes, a história sagrada e a medicina tradicional do Tibete.

 

1967. Visita pela primeira vez o estrangeiro, a Tailândia e o Japão. A partir daí percorre o mundo: encontra-se com o Papa João Paulo II, dá conferências em Harvard, ensina o budismo a muitas pessoas.

Promove o diálogo entre o budismo e a ciência ocidental encontrando-se com cientistas.  encontros sobre budismo e neurociência.

 

O Ocidente reconhece finalmente a sua acção não violenta para preservar a cultura tibetana e a paz no mundo, com a atribuição do Prémio Nobel da Paz em 1989.

(from: Conceição Gomes - Songtsen, Casa da Cultura do Tibete)

 

dalailama.sapo.pt/Biografia.htm

 





publicado por Sou às 23:14

 

 



publicado por Sou às 22:35

 

O Rock and roll surgiu nos subúrbios dos Estados Unidos no final da anos 1940 e início da década de 1950 e rapidamente se espalhou para o resto do mundo. Suas origens imediatas remontam a uma mistura entre vários gêneros musicais populares da cultura negra naquele momento, incluindo o rhythm and blues, a gospel music, o country e o western

Heavy Metal, hard Rock, o que é o Rock? - Rock é um termo abrangente que define o género musical popular que se desenvolveu durante e após a década de 1950. As suas raízes se encontram no rock and roll e no rockabilly que emergiu e se definiu nos Estados Unidos da América no final dos anos quarenta e início dos cinqüenta, que evoluiu do blues, da música country e do rhythm and blues, entre outras influências musicais que ainda incluem o folk, o gospel, o jazz e a música clássica. Todas estas influências combinadas em uma simples estrutura musical baseada no blues que era "rápida, dançável e pegajosa".

No final dos década de 1960 e início dos anos setenta, o rock desenvolveu diferentes subgêneros. Quando foi misturado com a folk music ou com o blues ou com o jazz, nasceram o folk rock, o blues-rock e o jazz-rock respectivamente. Na década de 1970, o rock incorporou influências de gêneros como a soul music, o funk e de diversos ritmos de países latino-americanos. Ainda naquela década, o rock gerou uma série de outros subgêneros, tais como o soft rock, o glam rock, o heavy metal, o hard rock, o rock progressivo e o punk rock. Já nos anos oitenta, os subgêneros que surgiram foram a New Wave, o punk hardcore e rock alternativo. E na década de 1990, os sub-gêneros criados foram o grunge, o britpop, o indie rock e o nu metal.

O som do rock muitas vezes gira em torno da guitarra elétrica ou do violão e utiliza um forte backbeat (contratempo) estabelecido pelo ritmo do baixo elétrico, da bateria, do teclado, e outros instrumentos como órgão, piano, ou, desde a década de 1970, sintetizadores digitais. Junto com a guitarra ou teclado, o saxofone e a gaita (estilo blues) são por vezes utilizados como instrumentos solo. Em sua "forma pura", o rock "tem três acordes, um forte e insistente contratempo e uma melodia cativante".[1]

A maioria dos grupos de rock são constituídos por um vocalista, um guitarrista, um baixista e um baterista, formando um quarteto. Alguns grupos omitem uma ou mais destas funções e/ou utilizam um vocalista que toca um instrumento enquanto canta, às vezes formando um trio ou duo; outros ainda adicionam outros músicos, como um ou dois guitarristas e/ou tecladista. Mais raramente, os grupos também utilizam saxofonistas ou trompetistas e até instrumentos como violinos com cordas ou cellos.

 

pt.wikipedia.org/wiki/Rock


 



publicado por Sou às 22:14
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