Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

 

Que encontres o amor mais lindo dentro do teu próprio coração. Que vejas os filhos como presentes do Eterno. Que te encantes sempre com as coisas mais simples da vida. Que  não te iludas com as luzes temporárias do mundo. Que saibas tirar sábias lições de vida dos reveses. Que perdoes, mesmo que ninguém entenda. Que vejas cada dia como uma bênção de luz e recomeço...

Que nada possa afastar-te dos teus  melhores propósitos. Que  escutes música e te sintas agradecido. Que  não te esqueças dos  teus pais e que os  honres com o teu carinho. Que  sejas justo, sem jamais perder o teu coração e a tua  canção. Que  não te apegues ao passado; há tanta coisa para aprender... Que não te esqueças de quem te ajudou; gratidão é sabedoria. Que  conserves os teus amigos verdadeiros; eles são as jóias da tua vida.

 

Que  segures os teus filhos no colo, como o Eterno segura as estrelas. Que  vejas o teu companheiro (a) como um presente da vida. Que chores, se for preciso, mas que as tuas lágrimas sejam lindas. Que  rias, principalmente de ti mesmo; alegria é fundamental! Que  não tenhas ódio no teu coração, pois isso empobrecerá a tua canção. Que  superes as  tuas provas, com coragem e inteligência. Que abras o teu coração para o amor, como a flor se abre para o sol. Que  beijes alguém amado como os raios solares beijam as flores. Que  faças amor com luz nos olhos e gratidão pelo presente. Que não prendas quem quer ir embora. Amor não é gaiola! Que te atrevas a ser tu mesmo, mas sem arrogância!

 

Que  jamais te esqueças de que há um Poder Maior em todas as coisas. Que lhe fales, em espírito e verdade, sem medo de te abrir para o Céu. Que  converses com o Eterno, de coração a coração, sem dramas. Que  olhes para a lua cheia, extasiado, como uma criança. Que sintas o cheiro do café e te sintas cada vez mais vivo. Que tomes um chá de olhos fechados e pense em algo bom.

 

Que te  recicles, te arejes, para não criares  teias de aranha na tua  vida. Que tenhas a idade que o teu  espírito te  disser, sem medo de rugas. Que  não envelheças sem amadurecer; que jamais deixes de rir de uma piada! Que  sempre trates bem a tua criança interior; criança é vida! Que  desconfies quando a música não  encantar mais. Que percebas o perigo de seres tomado pela irritação descabida. Que  não percas tempo com fofocas e nem te exasperes com tolices. Que  saibas valorizar pessoas de energia limpa e toques bons. Que  te atrevas a andar com um sol na cara e um grande amor no peito.

 

 

Que  não te enganes com as aparências; há muita gente boa neste mundo. Que não olhes raça, religião, sexo ou cultura; Que vejas o Eterno em cada ser. Que jamais ache que perdeu algo ou alguém; o Todo está em tudo! Que sintas o que senti ao escrever tudo isso, em espírito e verdade. Que vejas luz nessas linhas; a mesma luz que está no teu  coração. Que sintas um Grande Amor; o mesmo que me fez escrever... Que escutes alguma canção querida e te sintas muito bem. Que sejas feliz, mesmo que ninguém entenda.

 

Wagner Borges
 www.ippb.org.br/



publicado por Sou às 15:49
Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Um jovem chegou a beira de um oásis junto a um povoado e aproximando-se de um velho perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoas vivem neste lugar?
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde vem? - perguntou, por sua vez, o ancião.
- Oh, um grupo de egoístas e malvados - replicou o rapaz - estou satisfeito de haver saído de lá.

A isso o velho replicou:
- A mesma coisa  haverá de encontrar por aqui.

No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e, vendo o ancião, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoas vivem por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta:
- Que tipo de pessoa vive no lugar de onde vem?
O rapaz respondeu:
- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
- O mesmo encontrará por aqui - respondeu o ancião.

Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes a mesma pergunta?

Ao que o velho respondeu:
- Cada um carrega no seu coração o meio em que vive
.

 



publicado por Sou às 18:10
Domingo, 28 de Dezembro de 2008


Um casal recém-casado mudou-se para um bairro muito tranquilo .
Na primeira manhã que passam na casa, enquanto tomavam café,
a mulher reparou numa vizinha que pendurava os lençóis
no varal e comentou com o marido:

-  Que lençóis tão sujos que ela está a estender no varal! Está precisar de
mudar de detergente. Se eu tivesse intimidade com ela  perguntaria se ela quer que  a ensine a lavar roupa.

O marido observou calado. Três dias depois... também durante o café
da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e novamente a mulher
comentou com o marido:

-  A nossa vizinha continua a pendurar a roupa suja!
Se, eu tivesse intimidade com ela perguntaria se ela quer que  a ensine a lavar as roupas!

E assim, de tres em tres dias, a jovem esposa mulher repetia o seu discurso,
enquanto a vizinha pendurava as  roupas no varal.
Passado um mês a mulher  surpreendeu-se ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e
empolgada foi dizer ao marido:

- Olha, vem ver,  ela aprendeu a lavar as roupas, será que uma outra vizinha lhe deu sabão? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente respondeu:

- Não,querida, hoje levantei-me mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!




publicado por Sou às 22:20
Sábado, 27 de Dezembro de 2008

 

Quando conseguires tudo o que queres na luta pela vida e o mundo fizer de ti rei, rainha, principe ou princesa por um dia, ou servo ou serva, procura um espelho, olha para ti mesmo e ouve o que AQUELA pessoa tem a dizer. Porque não será do teu pai, da mãe, marido  ou mulher, dos filhos, dos amigos, dos vizinhos, o julgamento que terá que te absolver. O veredicto mais importante na tua vida será o da pessoa que te olha do espelho.

Alguns podem julgar-te um modelo, considerar-te um ser maravilhoso, outros podem considerar-te muito pouco ou nada. Mas essa pessoa do espelho  dirá que tu és apenas um impostor se não puderes olhá-la dentro dos olhos. É a essa pessoa que deves agradar, pouco importam os demais, pois será ela que ficará ao teu lado até o fim, e terás superado os testes mais perigosos e difíceis se a pessoa do espelho te puder chamar de amigo(a).
Na estrada da vida, podes enganar o mundo inteiro e receber palmadinhas no ombro ao longo do caminho, ou descasos, mas o teu último salário será de dores e lágrimas, se enganaste a pessoa que te fita no espelho.

Ser agradável com os que se encontram à volta é fundamental para uma vida de melhor qualidade, mas o mais importante nesta qualidade de vida é saber exactamente quem é essa pessoa do espelho que te  olha todos os dias.




publicado por Sou às 23:10
Sábado, 27 de Dezembro de 2008

 

Era uma vez um grande quintal onde reinava soberano e poderoso um galo.  Nada acontecia ali sem o seu consentimento, com uma força descomunal e coragem heróica, enfrentava qualquer perigo. Era especialmente orgulhoso de si mesmo, das suas armas poderosas, da beleza colorida das suas penas, e do seu canto mavioso. 

                                         

 

 

Todas as manhãs acordava com o clarão do horizonte e bastava que cantasse duas ou três vezes para que o sol se elevasse acima para o céu. "O sol nasce pela força do meu canto", dizia ele. "Eu pertenço à linhagem dos levantadores do sol. Antes de mim era meu pai; antes de meu pai era meu avô!" ...

                                      


 

 

Um dia uma jovem galinha de beleza esplendorosa veio morar no seu castelo  e o galo apaixonou-se por ela. A paixão correspondida culminou numa noite de amor inigualável. Depois do amor, já de madrugada, veio o sono. Amou profundamente e dormiu profundamente. 

 

 

                                        

 

 

As primeiras luzes do horizonte não o acordaram como de costume. Nem as segundas. ... Para lá do meio dia, abriu os olhos sonolentos para um dia azul, de céu azul brilhante e levou um susto de quase cair. Tentou inutilmente cantar, apenas para verificar que o canto não lhe passava pelo nó apertado da garganta. - "Então não sou eu quem levanta o sol?", comentou desolado para si mesmo. E caiu em profunda depressão.

 

 

                                        

 

 

O reconhecimento de que nada havia mudado no galinheiro enquanto dormia trouxe-lhe um forte sentimento de inutilidade e um questionamento incontrolável de sua própria competência. E veio aquele aperto na garganta.                                  


 

 

A pressão no peito virou dor. A angústia instalou-se definitivamente e fez com que ele pensasse que só a morte poderia solucionar tamanha miséria.

 

                                             

 

"O que vão pensar de mim?", murmurou para si mesmo, e lembrou-se daquele galinho impertinente que por duas ou três vezes ousou de longe arrastar-lhe a asa. O medo gelou-lhe os ossos. Medo. Angústia. Vagueava pelos cantos da capoeira tiste e desalentado.

 

                                               

 

 Tinha um profundo sentimento de impotência, humilhado, pensou em pedir ajuda aos céus e rezou baixinho, chorando. Talvez tenha sido este momento de humildade, o único na sua vida, e que o tenha ajudado a  lembrar-se  de que, numa árvore, lá no fundo do galinheiro, ficava o dia inteiro empoleirado um velho galo filósofo que pensava e repensava a vida do galinheiro e que costumava com seus sábios conselhos dar orientações úteis a quem o procurasse com seus problemas existenciais.

                                    

 

O velho sábio olhou-o  de cima de seu filosófico poleiro, quando ele vinha se esgueirando, tropeçando nos próprios pés, como que se escondendo de si mesmo. E disse:

                                     

 

-"Olá!  Não precisa de dizer nada, do jeito que em que está. Aposto que descobriu que não é você quem levanta o sol. Como foi que você se distraiu assim? Por acaso apaixonou-se?". A sua voz tinha um tom divertido, mas ao mesmo tempo compreensivo, como se tudo fosse natural para ele.

 

                                           


 

 

Como o velho galo o convidou, o galo angustiado empoleirou-se ao seu lado e contou-lhe a sua história. O filósofo ouviu cada detalhe com a paciência dos pensadores. Quando o consulente já se sentia compreendido, o velho sábio fez-lhe uma longa preleção:

 

                                        


 

 

"Antes, quando ainda achava que até o sol se levantava pelo poder do seu canto, digamos que você estava enganado. Para definir seu problema com precisão, você tinha o que pode ser chamado de a "ilusão de Omnipotência".

                                 
 


 

 

Então, pela mágica do amor, você descobriu o seu próprio engano, e até aí estaria óptimo, porque nenhuma vantagem existe em estar tão iludido. Fique a saber que ninguém acredita realmente nessa história do canto de galo levantar o sol. Para a maioria, isto é apenas simbólico: só os tolos tomam isto ao pé da letra. "Entretanto, agora", continuou o sábio pensador, " Está pensando que não tem mais nenhum valor, o que é de certa forma compreensível em quem baseou a sua vida numa tão grande ilusão. Contudo, examinando a situação com maior profundidade, você está apenas trocando uma ilusão por outra ilusão. O que era uma 'Ilusão de Onipotência' pode ser agora chamado de 'Ilusão de Incompetência'. Aos meus olhos, continuou o sábio, nada realmente mudou. Você era, é e vai continuar sendo, um galo normal, cumpridor de sua função de gerenciar o galinheiro, de acordo com a tradição dos galináceos.

 

                                         


 

 

O seu maior risco, continuou o pensador, é o de ficar alternando ilusões. Ontem era 'Ilusão de Onipotência', hoje, 'Ilusão de Incompetência'. Amanhã você poderá voltar à Ilusão de Onipotência novamente, e depois ter outra desilusão...

 

                                          
 

 

Pense bem nisto: uma ilusão não pode ser solucionada por outra ilusão. A solução não está nem nas nuvens nem no fundo do poço. A solução está na realidade". Após um longo período de silêncio, o velho galo filósofo voltou-se para os seus pensamentos. E o nosso herói desceu da árvore para a vida comum do galinheiro. 

 


No dia seguinte, aos primeiros raios da manhã, cantou para anunciar o sol nascente. E tudo continuou como era antes.




publicado por Sou às 22:27
Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,

menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.

Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.

O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.

 

Natália Correia

 



publicado por Sou às 23:02
Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

A celebração religiosa do Natal foi iniciada no século IV quando o Papa Júlio I levou a cabo um estudo exaustivo sobre a que data teria nascido Jesus Cristo e acabou por estabelecer oficialmente o dia 25 de Dezembro para as comemorações.Segundo fontes históricas, diz-se que nessa altura festejava-se então outras festas em honra a deuses locais, e a Igreja Romana decidiu aglutinar as culturas de então, festejando nesse dia o nascimento de Jesus Cristo, a fim de envangelizar e propagar o Cristianismo.



publicado por Sou às 15:59
Domingo, 21 de Dezembro de 2008



publicado por Sou às 22:02
Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

 

 

O amor não é perigoso. Apenas a inconsciência é perigosa. Há muitas pessoas que evitam o amor simplesmente para estar em chão seguro. Há pessoas que não querem se comprometer em nenhum relacionamento...
... No máximo elas ficam interessadas em relacionamentos sexuais, mas não em intimidade. E a menos que um relacionamento se torne íntimo e profundo, você nunca saberá o que é um relacionamento. Um relacionamento simplesmente sexual é uma coisa periférica e isso nunca o satisfará.

- Osho, Beloved of my Heart -

 



publicado por Sou às 14:36
Segunda-feira, 08 de Dezembro de 2008

afirmava que todos eles cumpriam a Vontade de Deus: “Bendizei o Senhor, vós todos os seus exércitos, vós, Seus ministros, que cumpris Sua Vontade” (Sl103:21). Por sua vez, o rei Salomão assegura que, tal
como seu pai Davi, o Senhor também lhe havia dado o conhecimento a respeito dos seres da natureza: “Ele me deu um conhecimento infalível dos seres para entender a estrutura do mundo,a atividade dos elementos” (Sb7:17).
Sobre Salomão, o Corão diz na 34ª surata – Sabá: “E djins trabalhavam para ele com a permissão de seu Senhor.” A 72ª surata do Corão tem o título de “Os djins” e fala justamente desses seres. Em épocas remotas, os enteais eram conhecidos pelo nome de “dschins” ou “dschedjins”. Um outro tipo de enteais, também muito conhecido na Antiguidade, são os que cuidam das crianças boas até o despertar do espírito. Reminiscências desse saber perdido sobrevivem nos quadros e temas que mostram anjos da guarda junto ao berço dos bebês (muito comuns no século XVII), assim como também neste salmo: “Ele ordenou aos seus anjos que te guardem em teus caminhos todos. Eles te levarão em suas mãos, para que teus pés não tropecem numa pedra”
(Sl91:11,12). No século V a.C., Platão já falava da existência desses anjos da guarda, e muito tempo depois, no século IV d.C., o famoso São Jerônimo afirmava que esses anjos eram dados aos seres humanos quando de seu nascimento. Estes seres não são anjos, mas sim guardiões das crianças boas durante alguns anos. Para cada faixa de idade há um enteal específico, tanto para meninas como para meninos.
Nos antigos escritos apocalípticos judaicos, observa-se que cada nação tinha uma espécie de patrono angélico, que vigiava sobre ela e a representava. Isso também é reminiscência de um saber perdido sobre os enteais, pois cada país tinha, de fato, um regente enteálico responsável por sua proteção. (...)
Os antigos judeus também possuíam um saber sobre os enteais e sua atuação. Prova disso é um ramo remanescente do judaísmo que se apóia num livro chamado Zohar (Livro do Esplendor), do século XIII. (...)
O também hebreu Livro de Enoch, que se acredita ter sido escrito no século II a.C., traz um
trecho referente aos enteais (igualmente chamados ali de anjos) na parte denominada Visão de Enoch:

 

Roberto C. P. Junior

Agosto de 2008




publicado por Sou às 22:52
Domingo, 07 de Dezembro de 2008

São enteais, por exemplo, os seres que constituem os conhecidos “exércitos celestes” do Senhor, desde o início dos tempos. Quando a Criação foi concluída, diz o Gênesis que “o céu, a Terra e todos os seus
elementos foram terminados” (Gn2:1). No original hebraico, a palavra “elementos” é literalmente exércitos, indicando as legiões de seres da entealidade que povoam a imensa obra da Criação. O Filho do Homem, a Vontade de Deus, é comumente designado nos livros bíblicos de Senhor dos Exércitos. No Apocalipse está dito que “os exércitos do céu o seguiam [o Filho do Homem] em cavalos brancos” (Ap19:14). E desse tipo de entes há um tal número que nem se pode imaginar:
“Suas legiões, alguém pode contá-las? Eles fazem parte do exército do céu que não pode ser enumerado” (Jr33:22). Parte desse exército inumerável também se encontra a serviço do Filho do Homem, conforme descreve Daniel: “Mil milhares o serviam; dez mil miríades estavam diante dele” (Dn7:10).
Um épico mesopotâmico chamado Enuma Elish, gravado em tábuas datadas de 2500 a.C., o qual novamente traz muitas semelhanças com o registro bíblico da Criação, acrescenta o relato de um conflito cósmico ocorrido entre as divindades celestes. A Bíblia também alude à ocorrência de uma “batalha no céu”, em que o “dragão lutou com seus anjos” (cf. Ap12:7), os quais “foram presos em cadeias eternas, debaixo das trevas” (cf. Jd6). O dragão com seu anjos representam
Lúcifer e seus servos, que realmente lutaram com os enteais há muito tempo, numa região específica (...)
No Saltério, esses enteais são igualmente chamados de exército dos céus, que também foram criados pelo sopro da boca do Senhor: “Pela Sua Palavra, o Senhor fez os céus, e todo o exército
deles, com o sopro de Sua boca” (Sl33:6). Os enteais, portanto, são criaturas originadas da mesma Palavra criadora de Deus, tal como os seres humanos, porém são seres de uma espécie diferente.
De qualquer forma, já fora estabelecido que toda a Criação deveria servir unicamente ao seu Criador: “Sirva a Ti toda a Criação, porque disseste e os seres existiram” (Jt16:14). Os povos enteais sempre cumpriram essa determinação, mas os povos humanos não.
O rei Davi, que chamava os enteais de “ministros do Senhor”,



publicado por Sou às 22:47
Domingo, 07 de Dezembro de 2008


Os enteais são seres criados pela mesma Vontade criadora que deu origem ao ser humano.
Alguns tipos de enteais, conhecidos como seres da Natureza ou elementais, já foram vistos por muitas pessoas.
Quando ainda não havia a razão, o raciocínio ainda não havia estabelecido seu reinado tirânico sobre a Terra, os seres humanos podiam ver esses prestimosos entes e se comunicar com eles, os quais muito colaboraram nos períodos iniciais do desenvolvimento humano. Mas depois que a sua vontade se voltou exclusivamente para a matéria, surgiu um abismo entre essas duas espécies da Criação, como decorrência natural da lei da adaptação, e a interação com os enteais se extinguiu. Os seres humanos ficaram então totalmente adaptados à matéria mais grosseira, nada mais podendo perceber das camadas mediana e fina dessa mesma matéria, onde vivem e atuam esses seres.
Sobre a atuação dos enteais associada aos elementos da natureza, diz Davi nos salmos:
“Fazes a teus anjos ventos, e a teus ministros labaredas de fogo” (Sl104:4). No livro apócrifo de Jubileus, que é quase uma cópia do Gênesis, está dito que no primeiro dia da Criação o Senhor criou anjos do espírito do fogo, dos ventos, das nuvens, da neve, das vozes do trovão e do relâmpago, do frio e do calor. São os enteais que provocam efeitos meteorológicos segundo as leis estabelecidas pelo Criador para a matéria grosseira, portanto em conformidade com Suas ordens:
“Ele ordenou às nuvens do céu e abriu as portas do céu; (…) fez soprar no céu o vento leste e com seu poder trouxe o vento sul” (Sl78:23,26).
A Bíblia também diz no Gênesis que “naquele tempo havia gigantes na Terra” (Gn6:4),
indicando assim que uma classe especial de enteais, os gigantes, eram normalmente visíveis e reconhecíveis pelos seres humanos naquelas eras longínquas. Sobre o tamanho desses gigantes, em comparação com os seres humanos, é digno de nota o relato dos homens enviados por Moisés a espiar a terra de Canaã: “Lá vimos até gigantes, os descendentes de Enac, da raça dos gigantes.
Comparados com eles parecíamos gafanhotos, e era assim que eles nos viam” (Nm13:33).1 Fílon de Alexandria, filósofo do século I da nossa era, afirmava que esses gigantes não eram nenhum mito. A comprovação estritamente bíblica de que esses gigantes não eram seres humanos é dada por esses próprios textos citados, pois o grande dilúvio, que segundo se supõe tudo submergiu e toda vida extinguiu, ocorreu entre essas duas citações, e não há registro de nenhuma estadia dos gigantes na arca de Noé. Pela cronologia bíblica, os animais da arca, a família de Noé e os citados gigantes sobreviveram ao dilúvio. Como os gigantes são mencionados antes e depois do dilúvio e não estavam na arca, então não eram animais nem seres humanos. De qualquer forma, o dilúvio
atingiu uma determinada região, e não toda a Terra.



publicado por Sou às 22:31
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