Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Sou às 21:59
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Sou às 20:46
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

 


 


 

 

 

 



publicado por Sou às 08:02
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

 



publicado por Sou às 22:46
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

 

Giges era um pastor a serviço do rei que reinava na Lídia. Em consequência de uma grande tempestade e de um terramoto, o solo fendeu-se e uma medonha abertura surgiu no lugar onde ele apascentava o seu rebanho. Admirado com o que via, desceu pela abertura, e conta-se que, entre outras maravilhas, viu um cavalo de bronze, oco, com portinholas e, tendo passado a cabeça através de uma delas, viu um homem que estava morto, segundo toda a aparência, e cuja estatura ultrapassava a estatura humana. Esse morto estava nu; tinha somente um anel de ouro na mão. Giges tirou-lhe o anel  e saiu. Ora, tendo-se reunido os pastores como de costume para fazer ao rei o seu relatório mensal sobre o estado dos rebanhos, Giges veio à assembleia, no dedo trazia o seu anel. Tomou  o lugar entre os pastores, e girou, por acaso, o anel de tal modo que a pedra ficou do lado de dentro da sua mão e, imediatamente,  tornou-se  invisível para os seus vizinhos, e ouviu  falar dele pelos outros pastores como se tivesse partido, o que o encheu de espanto. Girou de novo o  anel, virou a pedra para fora e imediatamente tornou a ficar visível. Espantado  com o efeito, ele repetiu a experiência para ver se o anel realmente tinha esse poder, e constatou que, virando a pedra para dentro, tornava-se invisível; para fora, visível. Quando se assegurou da propriedade do anel , fez-se incluir entre os pastores que seriam enviados até o rei como representantes. Foi ao palácio, sequestrou a rainha e atacou e matou o rei; em seguida, apoderou-se do trono.


Se, portanto, houvesse dois anéis como este, e o homem justo pusesse um, e o injusto outro, não haveria ninguém, ao que parece, tão inabalável que permanecesse no caminho da justiça, e que fosse capaz de se abster dos bens alheios e de não lhes tocar, sendo-lhe dado tirar à vontade o que quisesse do mercado, entrar nas casas e unir-se a quem lhe apetecesse, matar ou libertar das algemas a quem lhe aprouvesse, e fazer tudo o mais entre os homens, como se fosse igual aos deuses. Comportando-se desta maneira, os seus actos em nada difeririam dos do outro, mas ambos levariam o mesmo caminho. E disto se poderá afirmar que é uma grande prova de que ninguém é justo por sua vontade, mas constrangido, por entender que a justiça não é um bem para si, individualmente, uma vez que, quando cada um julga que lhe é possível cometer injustiças, comete-as. Efectivamente, todos os homens acreditam que lhes é muito mais vantajosa, individualmente, a injustiça do que a justiça. E pensam a verdade, como dirá o defensor desta argumentação. Uma vez que, se alguém que se assenhoreasse de tal poder não quisesse jamais cometer injustiças, nem apropriar-se dos bens alheios, pareceria aos que disso soubessem muito desgraçado e insensato. Contudo, haviam de elogiá-lo em presença uns dos outros, enganando-se reciprocamente, com receio de serem vítimas de alguma injustiça. Assim são, pois, estes factos.

Quanto à escolha, em si, entre as vidas de que estamos a falar, se considerarmos separadamente o homem mais justo e o mais injusto, seremos capazes de julgar correctamente. Caso contrário, não. Qual é então essa separação? É a seguinte: nada tiremos, nem ao injusto em injustiça, nem ao justo em justiça, mas suponhamos que cada um deles é perfeito na sua maneira de viver. Em primeiro lugar, que o injusto faça como os artistas qualificados — como um piloto de primeira ordem, ou um médico, repara no que é impossível e no que é possível fazer com a sua arte, e mete ombros a esta tarefa, mas abandona aquela. E ainda, se vacilar nalgum ponto, é capaz de o corrigir. Assim também o homem injusto deve meter ombros aos seus injustos empreendimentos com correcção, passando despercebido, se quer ser perfeitamente injusto. Em pouca conta deverá ter-se quem for apanhado. Pois o supra-sumo da injustiça é parecer justo sem o ser. Dêmos, portanto, ao homem perfeitamente injusto à mais completa injustiça; não lhe tiremos nada, mas deixemos que, ao cometer as maiores injustiças, granjeie para si mesmo a mais excelsa fama de justo, e, se acaso vacilar nalguma coisa, seja capaz de a reparar, por ser suficientemente hábil a falar, para persuadir; e, se for denunciado algum dos seus crimes, que exerça a violência, nos casos em que ela for precisa, por meio da sua coragem e força, ou pelos amigos e riquezas que tenha granjeado. Depois de imaginarmos uma pessoa destas, coloquemos agora mentalmente junto dele um homem justo, simples e generoso, que, segundo as palavras de Ésquilo, não quer parecer bom, mas sê-lo. Tiremos-lhe, pois, essa aparência. Porquanto, se ele parecer justo, terá honrarias e presentes, por aparentar ter essas qualidades. E assim não será evidente se é por causa da justiça, se pelas dádivas e honrarias, que ele é desse modo. Deve pois despojar-se de tudo, excepto a justiça, e deve imaginar-se como situado ao invés do anterior. Que, sem cometer falta alguma, tenha a reputação da máxima injustiça, a fim de ser provado com a pedra de toque em relação à justiça, pela sua recusa a vergar-se ao peso da má fama e suas consequências. Que caminhe inalterável até à morte, parecendo injusto toda a sua vida, mas sendo justo, a fim de que, depois de terem atingido ambos o extremo limite, um da justiça, outro da injustiça, se julgue qual deles foi o mais feliz.

— Céus! Meu caro Gláucon! — exclamei —. Com que vigor te empenhas em limpar e avivar, como se fosse uma estátua, cada um dos dois homens, a fim de os submeter a julgamento!

aartedepensar.com/leit_giges.html

Platão



publicado por Sou às 23:02
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

 

 

 

Saiba!
Todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão, também
Hitler, Bush e Saddam Hussein
Quem tem grana e quem não tem...

Saiba!
Todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
E também você e eu...

Saiba!
Todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar...

Saiba!
Todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano...

Saiba!
Todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao-Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé
Gandhi, Mike Tyson, Salomé...

Saiba!
Todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
E também eu e você
E também eu e você
E também eu e você...

 

 

Arnaldo Antunes

 



publicado por Sou às 22:54
Quarta-feira, 08 de Abril de 2009

 

 

 

 



publicado por Sou às 23:45
Segunda-feira, 06 de Abril de 2009

 

Por muitos séculos, a discussão em torno da essência humana dividiu os filósofos em dois lados. De um, estão aqueles que acreditam que o homem é naturalmente inclinado à violência e à competição ou, como no velho provérbio romano, a idéia de que o homem é o lobo do homem. Prova disso seria o fato indiscutível de que a guerra, por exemplo, está presente na história de todas as sociedades. Do outro lado, estão os filósofos que acreditam que o homem tem uma natureza pacífica. Para eles, a violência da guerra, por exemplo, seria muito mais um desvio provocado por circunstâncias temporárias como a escassez de alimentos ou disputas territoriais que um traço humano inato. Por isso mesmo, toda guerra seria desumana.

De acordo com os pesquisadores do comportamento dos primatas, a disputa entre essas duas vertentes faz pouco sentido. Ou seja: não somos totalmente agressivos nem totalmente altruístas. Somos uma espécie bipolar, afirma De Waal, lembrando nossa capacidade de, em alguns segundos, passar da compaixão à ira, do relacionamento estável ao sexo promíscuo, da cooperação à disputa feroz pelo poder. Ou seja: seríamos tão inclinados ao ódio quanto ao amor. Daí que qualquer tentativa de classificar o ser humano por apenas um desses pólos pode nos levar a ter uma visão simplista e deturpada da sociedade humana. Até porque as nossas sociedades nunca são totalmente pacíficas ou competitivas, nunca são de todo regidas pelo egoísmo ou pela ética. Vemos bondade e crueldade, nobreza e vulgaridade, às vezes até na mesma pessoa, lembra De Waal.De acordo com o pesquisador, mesmo que tenhamos, sim, predisposições inatas, isso não significaria que os humanos seriam espécies de atores cegos encenando programas genéticos da natureza. Assim como outros primatas, temos flexibilidade para improvisar e nos adaptarmos à natureza de diversas formas, mas com uma responsabilidade extra. Como nossa espécie conquistou a dominância sobre todos os demais, é ainda mais importante que ela se olhe com honestidade no espelho para conhecer tanto seu arquiinimigo como seu aliado, pronto para ajudar a construir um mundo melhor, diz De Waal. Ou seja: em vez de querer enterrar o fato de que somos primatas, devemos ter humildade para reconhecer que a beleza e a tragédia da vida do homem deriva do fato de que ser humano é ser um animal e não necessariamente no velho sentido negativo da palavra.

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publicado por Sou às 10:48
Segunda-feira, 06 de Abril de 2009

Por que, ainda assim, insistimos em dissimular o desejo humano por poder? Não consigo compreender o tabu que nossa sociedade cerca esse assunto, escreveu o biólogo Frans de Waal, especialista em primatas. Ele cita como exemplo o resultado de um estudo sobre a motivação com diretores de empresas. Eles admitiram, sim, a existência da ânsia de poder, porém nunca a aplicaram a si mesmo, escreveu ele. Candidatos políticos são igualmente relutantes. Vendem a imagem de que são servidores do povo, concorrendo ao cargo com o fito de consertar a economia ou melhorar a educação. Alguém já ouviu um candidato admitir que quer o poder?

Quando foi estudar os chimpanzés na Tanzânia, na década de 1960, a americana Jane Goodall fez uma descoberta fascinante: as coalizões e disputas entre os machos de um mesmo grupo eram cheias de lances típicos de parlamentares no Congresso. Ao contrário do que muitos imaginavam, Goodall percebeu que a força bruta não era suficiente para que os machos dominantes preservassem seu poder. Para isso, eles tinham que fazer alianças e conchavos, como qualquer candidato à promoção em uma empresa ou a um cargo político.

Admitir com naturalidade que sofremos, sim, toda vez que perdemos poder ou deixamos de ser reconhecidos pelos outros talvez seja o primeiro passo para evitar que tomemos medidas extremas para alcançá-lo. Quem não assume nem reconhece a origem do seu sofrimento, afinal, pode terminar descarregando sua frustração em pessoas que não estão ligadas diretamente ao problema e quase sempre as mais frágeis do grupo, diz Amador.

Mas essa inerente vontade de poder não significaria, segundo os especialistas, que estamos condenados geneticamente a viver em sociedades altamente competitivas. Para os pesquisadores, os primatas são bastante flexíveis para resolver conflitos de várias maneiras ...

 

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publicado por Sou às 01:13
Segunda-feira, 06 de Abril de 2009

 

Freud, há mais de 70 anos, foi o primeiro a reconhecer com maestria a origem do desconforto que sentimos ao vivermos em uma sociedade que barra a todo instante nossos impulsos e desejos.

O contrato do casamento, por exemplo, nos lembra a cada minuto que devemos conter nosso desejo sexual a limites demarcados o que não necessariamente diminui nosso desejo de cruzar novas fronteiras.

O poder do Estado nos lembra que a força física deve ser monopólio da polícia e das Forças Armadas o que também não diminui nosso impulso, vez ou outra, de querer revidar uma agressão com as mãos.

Isso para não falar das milhares de convenções sociais não escritas que respeitamos com medo de sofrer retaliação do grupo em que vivemos.

Freud chamou essa tensão entre o desejo e sua restrição social de mal-estar da civilização, nome de um de seus ensaios mais importantes, que descreve o confronto entre o animal que somos e a sociedade que tenta domesticá-lo.

Se a civilização impõe sacrifícios tão grandes, não apenas à sexualidade do ser humano, mas também à sua agressividade, podemos compreender melhor por que é tão  difícil ser feliz nessa civilização, escreveu o fundador da psicanálise. E completou: O homem civilizado trocou uma parcela de suas possibilidades de felicidade por uma parcela de segurança.

A diferença é que em 1930, quando Freud tratou desse tema, sabia-se bem pouco sobre a mente e o comportamento de outras espécies.

 

Em meados da década de 1960, a observação de chimpanzés e outros primatas comprovou que eles compartilham conosco diversos traços que relutamos em aceitar como humanos.

Quem nega totalmente que tem traços agressivos, por exemplo, termina, no fundo, potencializando sua agressividade.

 

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publicado por Sou às 01:07
Quarta-feira, 01 de Abril de 2009

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Sou às 22:53
Quarta-feira, 01 de Abril de 2009

 

Johann Sebastian Bach, que nasceu em Eisenach, uma pequena cidade da Turíngia, no centro da Alemanha. Seu pai, Johann Ambrosius Bach, era um músico da cidade e ensinou Bach a tocar violino e viola e a escrever as notas musicais, além de criá-lo na fé protestante.

Seus pais morreram antes que completasse 10 anos e a continuação de sua formação musical ficou a cargo de seu irmão, Christoph, que trabalhava como organista em Ohrdruf, cidade próxima, onde passariam a morar. Aos quinze anos, Johann Sebastian ingressou na escola de São Miguel de Lünenburg, onde cantaria no coro da igreja e teria ensino formal de música.

Em suas viagens de férias aos centros culturais mais próximos, familiarizou-se com a obra de Jean-Baptiste Lully e François Couperin. Em Hamburgo, conheceu a grande tradição alemã de Jan Adams Reinken e Vincent Lübeck. Bach fez progressos admiráveis, e, aos dezoito anos, foi contratado como organista da nova igreja de Arnstadt, recém-construída, onde permaneceu de 1703 a 1707. Ausentando-se por quatro meses, conheceu em Lübeck o célebre Dietrich Buxtehude, de quem recebeu lições que modificariam sua maneira de interpretar o órgão.

De volta a Arnstadt, Bach não foi bem aceito no templo, o que fez com que ele aceitasse o cargo de organista na igreja de São Blásio de Mühlhausen. Foi nesses dois locais que começou a compor sua primeiras obras religiosas.

Casou-se em outubro de 1707 com sua prima Maria Bárbara, que morreria 12 anos depois. Deste casamento ficaram sete filhos, dos quais três se tornaram músicos; Wilhem Friedemann, Carl Philipp Emanuel e Johann Gottfried Bernhard. Entre 1707 e 1717, trabalhou como organista, violinista e compositor na corte de Weimar, período cheio de conflitos com o duque, já que ambos tinham personalidades difíceis.

Então, Bach foi para Köthen, onde trabalhou para o príncipe calvinista Leopold d'Anhalt-Köthen. Foram cinco anos frutíferos, embora Bach não pudesse escrever música religiosa, ficando restrito à música profana. Datam dessa época os "Concertos de Brandenburgo", o "Cravo Bem-Temperado", a maior parte de sua música de câmara e as suítes orquestrais.

Em 1721, Bach casa-se com Anna Magdalena Wülken, cantora da corte. Com ela teve treze filhos, sendo que dois deles - Johann Cristoph Friedrich e Johann Christian - também se tornaram músicos.

Em maio de 1723, Bach obteve o cargo de "kantor" (professor e diretor musical) na Igreja de São Tomás, em Leipzig. Embora descontente com a rotina do trabalho, foi ali que compôs a maior parte de suas cantatas, a "Missa em Si Menor" e as duas paixões mais conhecidas - a de São João e a de São Matheus.

De suas composições, duas das mais popularmente conhecidas são a "Tocata e Fuga em Ré Menor" e "Jesus, Alegria dos Homens". "Oferenda musical", "Oratório de Natal", e a inacabada "A Arte da Fuga" são outras grandiosas criações de Bach, que durante muito tempo teve sua obra considerada como mística e hermética.

Johann Sebastian Bach começou a se retirar da vida ativa a partir de 1747. Dois anos depois, operado de catarata por um charlatão inglês, ficou praticamente cego.

Apesar da genialidade, Bach não foi compreendido nem devidamente no seu tempo. Após a sua morte, suas músicas praticamente caíram no esquecimento. Sua obra ficou nas sombras até 1829, quando
Felix Mendelssohn regeu a Paixão Segundo São Mateus em Berlim, o que garantiu o resgate da obra do compositor e a sua consagração definitiva.

 

http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u195.jhtm

 

 

 

 

 

 



publicado por Sou às 11:04
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