Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

 

 

"Onde tu vês um obstáculo,


alguém vê o término da viagem
E o outro vê uma chance de crescer.

Onde tu vês um motivo pra te irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.

Onde tu vês a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...



Onde tu vês a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.

Onde tu vês a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
Percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.

E que é inútil querer apressar o passo do outro,
A não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue ver.
  (...)
"

 

Fernando Pessoa



publicado por Sou às 23:58
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

 

 Osho nasceu em Kuchwada, Madhya Pradesh, Índia, em 11 de dezembro de 1931. Filho mais velho de um modesto mercador de tecidos, passou os sete primeiros anos de sua infância com seus avós, que lhe davam absoluta liberdade para fazer o que bem quisesse, apoiando suas precoces e intensas investigações sobre a verdade da vida. Desde cedo foi um espírito rebelde e independente, desafiando os dogmas religiosos, sociais e políticos, e insistindo em buscar a verdade por si mesmo, ao invés de adquirir conhecimentos e crenças impingidos por outros.
Sua intensa busca espiritual chegou a afetar sua saúde a ponto de seus pais e amigos recearem que ele não vivesse por muito tempo. Após a morte do avô, Osho foi viver com seus pais em Gadawara. Sua avó mudou-se para a mesma cidade, permanecendo como sua mais dedicada amiga até falecer em 1970, tendo se declarado discípula do neto.

Aos 21 anos de idade, no dia 21 de março de 1953, Osho tornou-se iluminado. Com sua iluminação, ele disse que sua biografia externa terminara. Nessa oportunidade comentou: "Não estou mais buscando, procurando por alguma coisa. A existência abriu todas as suas portas para mim. Nem ao menos posso dizer que pertenço à existência, porque sou simplesmente uma parte dela... Quando uma flor desabrocha, desabrocho com ela. Quando o Sol se levanta, levanto-me com ele. O ego em mim, o qual mantém as pessoas separadas, não está mais presente. Meu corpo é parte da natureza, meu ser é parte do todo. Não sou uma entidade separada."

Osho graduou-se em Filosofia na Universidade de Sagar, com as honras de "primeiro lugar". Na época de estudante foi campeão nacional de debates na Índia. Em 1966, depois de nove anos limitado pela função de professor de Filosofia na Universidade de Jabalpur, abandonou o cargo e passou a viajar por todo país, dando palestras, desafiando líderes religiosos ortodoxos em debates públicos, desconcertando as crenças tradicionais e chocando o "status quo".

Em 1968, ainda com seu primeiro nome espiritual, Bhagwan Shree Rajneesh, estabeleceu-se em Bombaim, onde morou e ensinou por alguns anos. Organizou regularmente "campos de meditação", onde introduziu a sua revolucionária Meditação Dinâmica. Em 1974 inaugura o "ashram" de Poona, e sua influência já atinge o mundo inteiro. Ao mesmo tempo, sua saúde se fragilizava seriamente.

Osho se recolhia cada vez mais à privacidade de seus aposentos, aparecendo apenas duas vezes por dia em suas palestras matinais e, à noite, em sessões de aconselhamento e iniciação.
Em maio de 1981, Osho parou de falar e iniciou uma fase de "comunhão silenciosa de coração-a-coração", enquanto seu corpo, seriamente enfermo, com graves problemas de coluna, descansava. Tendo em vista a possibilidade de que fosse necessária uma cirurgia de emergência, Osho foi levado aos Estados Unidos. Seus discípulos americanos compraram um rancho no deserto do Oregon e convidaram-no a ir para lá, onde recuperou-se rapidamente.
Uma comuna logo estabeleceu-se ao seu redor, formando a cidade de Rajneeshpuram. Em outubro de 1984, Osho voltou a falar a pequenos grupos e, em julho de 1985, reiniciava seus discursos a milhares de buscadores, todas as manhãs.

Em setembro de 1985, a secretária pessoal de Osho deixa a comuna, repentinamente, seguida por vários membros da administração, vindo com isso à luz todo um conjunto de atos ilegais cometidos por esse grupo. Osho convidou as autoridades americanas para que procedessem a todas as investigações necessárias. Tirando proveito dessa oportunidade, as autoridades aceleraram sua luta contra a comuna.

Em 29 de outubro de 1985, Osho foi preso em Charlotte, Carolina do Norte, sem um mandado de prisão. Sua viagem de volta ao Oregon, onde seria julgado - normalmente um vôo de cinco horas - demorou oito dias. Por alguns dias ninguém soube do seu paradeiro. Em meados de novembro, seus advogados aconselharam-no a confessar-se culpado por duas das trinta e quatro "violações de imigração" das quais era acusado, para evitar que sua vida corresse maiores riscos nas garras do sistema jurídico americano. Osho concordou. Foi multado e obrigado a deixar os Estados Unidos, com retorno proibido pelos próximos cinco anos.

Deixando o país no mesmo dia, Osho voou para a Índia em avião particular, onde permaneceu em repouso nos Himalaias. Uma semana mais tarde, a comuna do Oregon resolveu dispersar-se. Nessa época, Osho enfrentou uma verdadeira "via crucis" para poder fixar-se num lugar, pois onde quer que tentasse estabelecer-se tinha sua permanência negada pelas autoridades, por visível influência do governo norte americano. Ao todo, vinte e um países o expulsaram ou negaram o visto de entrada.

Em julho de 1986 Osho voltou a Bombaim, na Índia, onde ficou hospedado por seis meses na casa de um amigo indiano. Na privacidade da casa de seu anfitrião, ele retornou aos seus discursos diários.

Em janeiro de 1987, mudou-se para o seu "ashram" em Poona, onde vivera a maior parte dos anos 70. Imediatamente após sua chegada, o chefe de polícia de Poona ordenou-lhe que deixasse a cidade, sob a alegação de que era uma "pessoa controversa" que poderia "perturbar a tranqüilidade da cidade". Tal ordem foi revogada no mesmo dia pela Suprema Corte de Bombaim..

No seu trabalho, Osho falou praticamente sobre todos os aspectos do desenvolvimento da consciência humana. Seus discursos para discípulos e buscadores de todo o mundo foram publicados em mais de seiscentos e cinqüenta títulos e traduzidos para mais de trinta línguas.
Ele diz: "Minha mensagem não é uma doutrina, não é uma filosofia. Minha mensagem é uma certa alquimia, uma ciência da transformação; assim, somente aqueles que estão dispostos a morrer como são e a renascer em algo tão novo que agora nem podem imaginar, somente essas poucas pessoas corajosas estarão prontas a me ouvir, porque isto será perigoso. Ouvindo, você dá o primeiro passo em direção ao renascimento. Por isso, a minha mensagem não é uma simples comunicação verbal. Ela é muito mais perigosa. Ela é nada menos do que a morte e o renascimento."

De Sigmund Freud a Chuang Tzu, de George Gurdjieff a Buda, de Jesus Cristo a Rabindranath Tagore, Osho extraiu de cada um a essência do que é significativo na busca espiritual do homem, baseando-se não apenas na compreensão intelectual, mas sim na sua própria experiência existencial..

Osho deixou seu corpo em 19 de janeiro de 1990. Algumas semanas antes dessa data, foi-lhe perguntado o que aconteceria com seu trabalho quando ele partisse. Ele disse: "Minha confiança na existência é absoluta. Se houver alguma verdade naquilo que estou dizendo, isso irá sobreviver... As pessoas que permanecerem interessadas em meu trabalho irão simplesmente carregar a tocha, mas sem impor nada a ninguém..."

A comuna que cresceu à sua volta floresce em Poona, Índia, onde milhares de discípulos e buscadores se reúnem, durante o ano inteiro, para participar das meditações e dos outros programas lá oferecidos.

 

 

 povodeluz.blogspot.com/2009/03/osho-biografia-de-um-mestre-iluminado.html



publicado por Sou às 22:08
Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

 

 



publicado por Sou às 23:04
Domingo, 10 de Maio de 2009




"Mais cedo ou mais tarde, todos temos que aceitar o facto de que, num relacionamento, O outro é o espelho. Você é o reflexo. O nosso parceiro não faz nada além de nos revelar o que sente nesse momento, as suas fragilidades, os seus medos, os seus conceitos construidos, os seus sonhos, os seus ideais, a sua ambição, o seu egoísmo,... Enquanto insistirmos em apontarmos o dedo para ele, continuaremos a perder a oportunidade de o conhecermos e de nos livrarmos de nossos problemas. Aqui vai uma preciosa dica: amamos nos outros o que amamos em nós mesmos. Rejeitamos nos outros aquilo de que não gostamos, aquilo que não escolhemos para nós, aquilo de que temos medo, o que reprimimos em nós  próprios  por razões diversas. Frequentemente, quando estamos zangados, ou quando uma relação vai mal, ficamos cegos ou resistentes em relação aos nossos próprios problemas, fazendo um esforço extraordinário para descarregar tudo na outra pessoa."



publicado por Sou às 22:06
Sábado, 09 de Maio de 2009

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que me falta para perceber
Será que temos esse tempo para perder
E quem quer saber
A vida é tão rara

Tão rara

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, eu sei a vida não para

A vida não pára não


Será que é tempo que me falta para perceber
Será que temos esse tempo para perder
E quem quer saber
A vida é tão rara

Tão rara


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, eu sei a vida não para

A vida não pára não...

A vida não pára

Jõao Pedro Pais



publicado por Sou às 20:03
Sexta-feira, 08 de Maio de 2009

 

 

"O outro é nosso espelho.
Uma jovem mulher procura o terapeuta, e se diz preocupada porque assistira uma palestra onde o palestrante dizia que o outro é nosso espelho.
-Então, disse meu marido, chega do futebol, no sábado a tarde, e joga as chuteiras pela sala, todas sujas de terra e grama, na sala que passei o dia inteiro a limpar, se joga suado e sujo no sofá, e sai andando pela casa espalhando sujeira e reclamando, na casa que passei o dia inteiro a limpar.
Se o outro é nosso espelho, então sou assim porquinha?
Então sou assim insensível?
Então sou assim reclamona?
Passo o final de semana inteiro limpando e limpando, não reclamo de nada, procuro ser sensível as suas necessidade, e isto sou eu?
-O que você sente quando isto acontece?
-Sinto muita raiva!!!
O espelho tem a qualidade de refletir.
A chuteira é o espelho, a sujeira é o espelho, a reclamação é o espelho.
A raiva é o reflexo.
Logo reflete sua raiva.
Então você esta raivosa.
Espelhos servem para fazermos uma reflexão.
Então o outro é o espelho onde você pode ver seus conteúdos.
Não olhe o espelho, olhe o reflexo.
O outro é o espelho. Você é o reflexo.

 



publicado por Sou às 22:53
Sexta-feira, 01 de Maio de 2009

 

 



publicado por Sou às 22:27
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