Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

 

 

 

 


 

 


 




publicado por Sou às 23:03

 

 



publicado por Sou às 22:15

 

[...]E Bacon tencionava criar uma nova ciência, capaz de restaurar o saber. Como filósofo procurou exaltar a ciência como benéfica ao homem. Nas suas investigações ocupou-se especialmente da metodologia científica e do empirismo, sendo por isso considerado como fundador da ciência moderna. Francis Bacon elaborou uma classificação das ciências da seguinte forma:

As Ciências dividem-se em três grupos:
1)a poesia ou ciência da imaginação;
2)História ou ciência da memória;
3)Filosofia ou ciência da razão.

A História é subdividida em:
2.1)Natural e
2.2.)Civil

A Filosofia é subdividida em:
3.1)Filosofia da Natureza e
3.2)Antropologia.

Francis Bacon também foi um dos mais conhecidos e influentes rosa cruzes e um alquimista, tendo ocupado o posto mais elevado da Ordem Rosa cruz, o de Imperator. Estudiosos apontam Bacon como o verdadeiro autor dos famosos manifestos rosa cruzes, Fama Fraternitatis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz (1616).

Francis Bacon esteve envolvido com investigações naturais até o fim de sua vida, tentando realizar na prática seu método. No inverno de 1626 estava envolvido com experiências sobre conservação através do frio. Desejava saber por quanto tempo o frio poderia preservar a carne. A idade havia debilitado a saúde do filósofo e ele acabou não resistindo ao rigoroso inverno daquele ano. Morreu em 9 de Abril, vítima de uma bronquite. No ano seguinte foi publicada a Nova Atlantis (Nova Atlântida), na qual Bacon descreve a cidade ideal dos sábios.

Efectivamente, Bacon não realizou nenhum grande progresso nas ciências naturais. Mas foi ele quem primeiro esboçou uma metodologia racional para a actividade científica. Sua teoria dos idola antecipa, pelo menos potencialmente, a moderna sociologia do conhecimento. Foi um pioneiro no campo científico e um marco entre o homem da Idade Média e o homem Moderno. Ademais, Bacon foi um escritor notável. Seus Ensaios são os primeiros modelos da prosa inglesa moderna.

A TEORIA DOS "IDOLOS".

O conhecimento científico, para Bacon, tem por finalidade servir o homem e dar-lhe poder sobre a natureza. A ciência antiga, de origem aristotélica, que se assemelha a um puro passatempo mental, é por ele criticada. A ciência deve restabelecer o império do homem sobre as coisas.
No que se refere ao Novum Organum, Bacon preocupou-se inicialmente com a análise de falsas noções (ídolos) que se revelam responsáveis pelos erros cometidos pela ciência ou pelos homens que dizem fazer ciência. É um dos aspectos mais fascinantes e de interesse permanente na filosofia de Bacon. Esses ídolos foram classificados em quatro grupos:
A verdadeira filosofia não é, exclusivamente, a ciência das coisas divinas e humanas, não é a simples busca da verdade. É também algo de prático. Para se alcançar uma mentalidade científica, é necessário expurgar a mente de uma série de preconceitos ou ?ídolos?, de que enumera quatro classes:

1) ÍDOLOS DA TRIBO, ou os inerentes à natureza humana, que se referem em particular ao hábito de esperar mais ordem nos fenómenos do que a que realmente pode ser encontrada; Ocorrem por conta das deficiências do próprio espírito humano e se revelam pela facilidade com que generalizamos com base nos casos favoráveis, omitindo os desfavoráveis. São assim chamados porque são inerentes à natureza humana, à própria tribo ou raça humana. Astrologia, alquimia e cabala são exemplos dessas generalizações;

2) ÍDOLOS DA CAVERNA, ou os preconceitos pessoais do próprio investigador; Resultam da própria educação e da pressão dos costumes. Há, obviamente, uma alusão à alegoria da caverna platónica;

3) ÍDOLOS DA VIDA PÚBLICA, ou os que se relacionam à tirania das palavras e à influência dos hábitos verbais sobre a liberdade do espírito; Estes estão vinculados à linguagem e decorrem do mau uso que dela fazemos;

4) ÍDOLOS DO TEATRO, ou os que dizem respeito ao pensamento tradicional e se referem sobretudo ao sistema aristotélico e à filosofia medieval. Decorrem da restrita subordinação à autoridade (por exemplo, a de Aristóteles). Os sistemas filosóficos careciam de demonstração, eram pura invenção como as peças de teatro.

O MÉTODO

O objectivo do método baconiano é constituir uma nova maneira de estudar os fenómenos naturais. Para Bacon, a descoberta de fatos verdadeiros não depende do raciocínio silogístico aristotélico mas sim da observação e da experimentação regulada pelo raciocínio indutivo. O conhecimento verdadeiro é resultado da concordância e da variação dos fenómenos que, se devidamente observados, apresentam a causa real dos fenómenos.

Para isso, no entanto, deve-se descrever de modo pormenorizado os fatos observados para, em seguida, confrontá-los com três tábuas que disciplinarão o método indutivo: a tábua da presença (responsável pelo registo de presenças das formas que se investigam), a tábua de ausência (responsável pelo controle de situações nas quais as formas pesquisadas se revelam ausentes) e a tábua da comparação (responsável pelo registo das variações que as referidas formas manifestam). Com isso, seria possível eliminar causas que não se relacionam com o efeito ou com o fenómeno analisado e, pelo registo da presença e variações seria possível chegar à verdadeira causa de um fenómeno. Estas tábuas não apenas dão suporte ao método indutivo mas fazem uma distinção entre a experiência vaga (noções recolhidas ao acaso) e a experiência escriturada (observação metódica e passível de verificações empíricas). Mesmo que a indução fosse conhecida dos antigos, é com Bacon que ela ganha amplitude e eficácia.

O método, no entanto, possui pelo menos duas falhas importantes. Em primeiro lugar, Bacon não dá muito valor à hipótese. De acordo com seu método, a simples disposição ordenada dos dados nas três tábuas acabaria por levar à hipótese correta. Isso, contudo, raramente ocorre. Em segundo lugar, Bacon não imaginou a importância da dedução matemática para o avanço das ciências. A origem para isso, talvez, foi o fato de ter estudado em Cambridge, reduto platónico que costumava ligar a matemática ao uso que dela fizera Platão.

O método de Bacon visa a apresentar uma nova maneira de estudar os fenómenos. A descoberta de fatos verdadeiros não depende de esforços puramente mentais, mas sim da observação, da experimentação guiada pelo raciocínio indutivo.

Pela concordância e concomitante variação dos fenómenos observados, pode-se chegar ao conhecimento da verdadeira causa que os determina. O filósofo aconselha para isso que, descritos os fatos, sejam colocados numa tábua os exemplos de ocorrência do fenómeno e, em outra, os de sua ausência. Por esse processo eliminam-se as várias causas que não se relacionam ao efeito ou fenómeno estudado. Numa terceira tábua regista-se a variação de sua intensidade. Seriam assim eliminadas as causas não pertinentes e se chegaria, pelo registo da presença e das variações, à verdadeira causa.

 

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publicado por Sou às 21:00
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