Domingo, 17 de Agosto de 2008

 


Fui criado com princípios morais comuns.
Quando  criança, os ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança, era a de que  os lanterninhas dos cinemas nos expulsassem devido às batidas com os pés no chão, quando uma determinada música era tocada no início dos filmes, nas matinés de domingo.
Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração.
Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afecto.
Inimaginável responder com deseducação à polícia, aos professores e aos mais idosos.

Confiávamos nos adultos porque  todos eram pais e mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade.
Tínhamos medo apenas do escuro, de monstros, e de filmes de terror.
Hoje deu-me uma tristeza infinita por tudo o que perdemos.
Por tudo o que os  meus netos um dia temerão.
Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos.

Quando  foi que tudo desapareceu ou virou ridículo? Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho? Quando foi que  olhei nos olhos de quem me pede (...) sem me sentir ameaçado?
Quando foi que me fechei?
Necessito de volta a minha dignidade, a minha paz.
Necessito de volta a lei e a ordem.
Necessito a liberdade com segurança!
Necessito tirar as grades da minha janela para colocar flores!
Necessito (...) ter a porta aberta nas noites de Verão.
Necessito da honestidade como motivo de orgulho.
Necessito da rectidão de carácter, a cara limpa e o olhar nos olhos.

Necessito da esperança e a alegria.
Necessito da vergonha, da solidariedade.
(...)
Abaixo o  "ter" e viva o "ser"!
E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de Abril, leve como a brisa da manhã!
E definitivamente comum, como eu.
Vamos voltar a ser gente?
Ter o amor, a solidariedade, a fraternidade como base.
A indignação diante da falta de ética, de moral e de respeito. Discordar do absurdo.
Construir sempre um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.
Utopia? Não! Se tu  e eu fizermos nossa parte e contaminarmos mais pessoas, e essas pessoas contaminarem mais pessoas...

 

 

com base no texto de Nicholas Montessori

 

 

"Quero ser feliz" de Nicholas Montessori



publicado por Sou às 21:50
Boa Noite, Linda
Lindo texto. Ótima escolha.
Cada um fazendo a sua parte e com Deus no controle de tudo, um dia conseguiremos este resgate.
Um ótimo final de domingo prá você,
Fique com Deus,
Beijos,
SuEli a 17 de Agosto de 2008 às 22:45

mais sobre mim
Agosto 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

13


25
29



pesquisar neste blog
 
blogs SAPO