Sábado, 04 de Outubro de 2008

 

 

Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Acção sem palavras, Criador do Cosmos!
Faz a tua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.

Ajuda-nos a seguir o nosso caminho, respirando apenas o sentimento que emana do Senhor, que Nosso Eu, no mesmo passo, possa estar com o Teu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.

Que o Teu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

Faz-nos-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.

Não permitas que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iludam.
E, liberta-nos de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

Não nos deixes ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.

Possa o Teu amor ser o solo onde crescem as nossas acções.

 


Que assim seja! (amém)

 

 

  A mais antiga tradução do Velho Testamento é a Septuaginta, ou Versão dos Setenta, nome que tem sua origem na lenda segundo a qual 72 judeus, seis de cada tribo de Israel, teriam feito essa tradução do Antigo Testamento para o grego em 72 dias. Realizada em Alexandria, entre 250 e 150 a.C., aproximadamente, destinava-se aos judeus da diáspora -- os que, voluntária ou coercitivamente, se encontravam fora de Israel. Do Egito espalhou-se por outras regiões, até tornar-se a Bíblia oficial do judaísmo helenista. As traduções seguintes já compreendem a Bíblia inteira, e foram feitas pelos iniciadores do cristianismo nas regiões orientais do Império Romano. A principal tradução siríaca é a Pechitta (a comum). A tradução do Antigo Testamento é muito antiga; foi começada desde o século II. O texto oficial da igreja síria para o Novo Testamento, na sua forma atual, remonta provavelmente a Rábulo, bispo de Edessa (411-435). A tradução armênia data do século V, pelo bispo Mesrop, e inaugura a língua literária nesse idioma.
Por volta do ano 170, Taciano, discípulo de são Justino, compôs o Diatessaron, compilação dos quatro Evangelhos em um só, também denominado Harmonia evangélica. Foi escrita provavelmente em grego, e traduzida para o siríaco pelo próprio Taciano. Esse texto serviu como uma espécie de Evangelho padrão para os sírios até perto do ano 400, quando foi substituído pelos quatro Evangelhos separados. Tanto o texto grego como o siríaco perderam-se e só podem ser reconstituídos, parcialmente, por fontes indiretas.
Após o cativeiro do Egito, o povo judeu já não mais entendia o hebraico, e por isso foi preparada uma tradução oral da Bíblia em aramaico, o Targum, posteriormente guardada por escrito. A cópia hoje conhecida data de época muito posterior, mas grandes trechos remontam ao período pré-cristão.
Por volta do ano 245, Orígenes, o mais influente teólogo e especialista em texto bíblico da nascente igreja grega, elaborou em Cesaréia, na Palestina, uma versão do Antigo Testamento, denominada Hexapla (em grego, livro sextuplicado). Apresentava as versões grega e hebraica em seis colunas paralelas, na seguinte ordem: texto hebraico em caracteres hebraicos; texto hebraico em caracteres gregos; texto grego de Áquila (autor de uma tradução literal do Antigo Testamento); texto grego do sábio judeu Símaco; texto da Septuaginta; e texto grego do helenista judeu Teodócio. O trabalho consumiu vinte anos e totalizou cerca de sete mil páginas. Talvez devido a essa extensão, jamais foi copiado integralmente, e dele restam apenas fragmentos.

Traduções latinas. Dentre as muitas traduções da Bíblia, as de maior importância para a expansão do cristianismo nascente foram as feitas para o latim. A mais antiga foi a Itala, realizada entre o ano 200 e o 250, na Itália, quando começava a se extinguir o conhecimento da língua grega nas regiões ocidentais do Império Romano. Foi substituída pela Vulgata, realizada por são Jerônimo, por ordem do papa Dâmaso, no século IV. Para o Novo Testamento, o tradutor respeitou o texto latino antigo, que já se tornara familiar, mas corrigiu-o de acordo com bons manuscritos gregos. Entre 386 e 389, são Jerônimo corrigiu a tradução latina do Antigo Testamento na base da héxapla de Orígenes. Entre 390 e 406, porém, elaborou uma nova tradução latina do Antigo Testamento, diretamente do hebraico e do aramaico. No século VIII a versão definitiva de são Jerônimo acabou por suplantar as demais traduções latinas, mas foi somente por volta do século XVI que recebeu o nome de Vulgata, devido a sua larga divulgação. O termo era antes aplicado à versão dos Setenta ou à Itala. Quatro séculos depois, ao encerrar-se o Concílio Vaticano II, o papa Paulo VI designou uma comissão de peritos com a incumbência de realizar uma revisão da Vulgata, a fim de incorporar os resultados dos trabalhos exegéticos que se haviam acumulado nos últimos séculos e assim obter-se uma versão latina atualizada em relação à ciência bíblica atual.

Traduções portuguesas. Das traduções para o português, a mais antiga foi feita, no século XVII, por João Ferreira de Almeida, missionário católico na Índia, posteriormente convertido ao protestantismo. Baseada no texto grego, quase sempre discordou da Vulgata, embora fosse de orientação católica. De melhor qualidade é a segunda tradução para o português do Antigo e do Novo Testamento, realizada no século XVIII, por Antônio Pereira de Figueiredo. Baseada na Vulgata, teve maior acolhida dos protestantes que dos católicos.
Em 1981 foi publicada a Bíblia de Jerusalém, traduzida dos originais, com introduções e notas traduzidas de La Sainte Bible, publicada em 1973 sob a direção da École Biblique de Jérusalem. Outras boas versões são a Bíblia Sagrada da Editora Ave Maria, traduzida dos originais hebraico, aramaico e grego, mediante a versão francesa dos monges de Maredsou, Bélgica, pelo Centro Bíblico de São Paulo; e a Bíblia do Pão, da Editora Vozes, diretamente dos textos originais, com introduções e notas explicativas e remissivas.

Traduções alemãs. Para o alemão, o Novo Testamento foi traduzido por Martinho Lutero, em 1522. Zwingli mandou acrescentar-lhe, em 1530, uma tradução do Antigo Testamento feita por seus companheiros Pellican, Bibliander e outros (Bíblia de Zurique), mas esta foi logo suplantada pela tradução do Antigo Testamento por Lutero, em 1534. A Bíblia de Lutero tornou-se de uso comum por todos os protestantes de língua alemã. É o primeiro e talvez o maior documento da literatura alemã moderna, cuja língua foi determinada por essa obra.

Traduções inglesas. A primeira tradução para o inglês, de John Wycliffe, caiu em esquecimento, com o fracasso de seu movimento reformador. A reforma da igreja da Inglaterra por Henrique VIII foi precedida e acompanhada pelas traduções de William Tyndale (Novo Testamento em 1525, Pentateuco em 1531), em estilo solene e arcaico. Em 1535, Miles Coverdale traduziu a Bíblia inteira, tradução oficialmente aceita depois da revisão pelo arcebispo Cranmer, em 1540. Adeptos de uma reforma mais radical, William Whittingham e outros criaram em 1560 a Bíblia de Genebra, texto lido pelos puritanos, pelos Pilgrim Fathers na América e por Cromwell.
Rejeitando o texto dos calvinistas de Genebra, a Igreja Anglicana mandou fazer outra tradução, a do arcebispo Matthew Parker e de outros bispos (Bishop's Bible, 1568). O rei Jaime I encomendou uma nova versão dessa Bíblia, realizada em 1611 por uma comissão de 47 tradutores sob a direção de Lancelot Andrewes, e cujo uso na Igreja Anglicana foi autorizado. É esta a Authorized Version, dita também King James Bible, um dos maiores monumentos da língua e que exerceu influência profunda sobre toda a literatura inglesa.

Traduções italianas. O primeiro tradutor protestante da Bíblia na Itália foi Pagninus (1528), seguido por Antonio Brucioli (1530-1532). Os católicos responderam com o Velho Testamento traduzido por Santi Marmochini, e o Novo Testamento traduzido por Zaccheria (1538). A mais importante tradução protestante da Bíblia para o italiano é a de Giovanni Diodati (1607). Uma tradução católica é a de Antonio Martini, do século XVIII.

Traduções francesas. Em 1530 saiu a tradução do católico Jacques Le Fèvre D'Étaples, seguida pela do protestante Pierre Robert, dito Olivétan, cuja tradução de 1535 conquistou o protestantismo francês, sendo revista por Ostervald em 1724. Depois da tradução do católico Corbin, veio a melhor de todas, a do jansenista Louis-Isaac Le Maître de Sacy. Traduções mais modernas são a do protestante L. Segond (1880) e a do católico A. Crampon (1894). Em 1956 saiu a tradução completa feita sob a direção da École Biblique de Jérusalem, dominicana.

Outras traduções. Tanto nas línguas mencionadas como nas demais línguas da Europa apareceram numerosas traduções, parciais ou completas, desde a Idade Média até os tempos modernos, sempre na linguagem de cada época, e tanto do lado protestante como do lado católico e -- para o Antigo Testamento -- judaico. Muitas traduções da Bíblia foram feitas, integral ou parcialmente, com fins missionários, para línguas faladas fora do mundo cristão. Colonizadores ingleses na América do Norte fizeram uma versão para a língua dos índios algonquinos, no século XVII. No século XIX, apareceram traduções para o chinês, o birmanês e o sânscrito, esta última destinada às classes letradas da Índia. No século XX a Bíblia foi traduzida para o árabe (1965) e sobretudo para línguas africanas.


 



publicado por Sou às 08:05
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