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Sou

Sou

  

Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na Deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes,

Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes,

Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além,

Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o Amor tem asas de ouro.

 

  poema de  Natália Correia

19 Jul, 2008

Regra Áurea III

 

  

" De cinco maneiras um verdadeiro ser humano deve tratar os seus amigos e dependentes: com generosidade, cortesia, benevolência, dando o que deles espera receber e sendo tão fiel, quanto à sua própria palavra."

 Buda

 

 

19 Jul, 2008

Regra Áurea

 

 

A regra áurea é comum a todos os credos, todas as religiões, a todas as sabedorias mais antigas, o que me faz pensar realmente que todas são apenas uma, derivam todas da mesma raíz, o que muda são os profetas, os sábios, os mensageiros, os deuses e semi deuses.

 

"Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam"

 Confúncio

 

 

 

 

 Não há, não,
duas follhas iguais em toda a criação.

Ou nervura a menos, ou célula a mais,
não há, de certeza, duas folhas iguais.

Limbo todas têm,
que é próprio das folhas;
pecíolo algumas;
bainha nem todas.
Umas são fendidas,
crenadas, lobadas,
inteiras, partidas,
singelas, dobradas.
Outras acerosas,
redondas, agudas,
macias, viscosas,
fibrosas, carnudas.
Nas formas presentes,
nos actos distantes,
mesmo semelhantes
são sempre diferentes.

Umas vão e caem no charco cinzento,
e lançam apelos nas ondas que fazem;
outras vão e jazem
sem mais movimento.
Mas outras não jazem,
nem caem, nem gritam,
apenas volitam
nas dobras do vento.

É dessas que eu sou.



António Gedeão, Teatro do Mundo



 

 

 



Um pai levou o filho pequeno ao fundo de um vale, e disse-lhe: "Grita as palavras: Eu odeio-te!  De repente, o filho assustou-se a ouvir o som do eco: Eu odeio-te, odeio-te, odeio-te, ressoando ao seu redor.


Ele voltou-se para o filho e pediu: "Agora grita as palavras: Amo-te!  o mais alto que conseguires.
Ele gritou com todas as forças, e ouviu:  Amo-te, amo-te, amo-te, amo-te, ecoando ao seu redor.